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O edifício foi reabilitado, com o objectivo de conciliar a abertura organizada ao público com a preservação da missão operacional do farol. A visita custa desde 5€.

O Centro Interpretativo do Farol do Cabo da Roca inaugurou esta quinta-feira, 23 de Julho, naquele que é o ponto mais ocidental de Portugal e da Europa continental. “Ao longo de mais de 250 anos, a sua luz tem orientado quem navega ao largo da costa. Agora, este património abre-se também a quem chega por terra, através de duas experiências de visita”, lê-se em comunicado sobre o projecto.
A “visita essencial” (5€), realizada em regime livre, permite descobrir a história do farol, a evolução do assinalamento marítimo e a sua importância para a segurança da navegação. O percurso inclui também o acesso ao pátio, à nova área de exposições temporárias, à loja e à cafetaria. Se quiser ir mais longe, ou mais alto, a “visita panorâmica” (10€, com descontos para seniores e jovens) acrescenta uma subida acompanhada.
A recuperação do conjunto edificado, a criação do Centro Interpretativo e a instalação dos novos espaços de acolhimento resultam da cooperação entre a Parques de Sintra e a Direcção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, no âmbito de um Protocolo de Gestão Conjunta. “Mais do que acrescentar uma nova atracção a um dos locais mais visitados de Portugal, este projecto procura transformar a forma como o Cabo da Roca é conhecido e vivido”, esclarece a Parques de Sintra sobre o projecto, que representou um investimento superior a 1,6 milhões de euros.
Inaugurado em 1772, o Farol do Cabo da Roca é o segundo mais antigo ainda em funcionamento no litoral português – o primeiro é o Farol da Guia, em Cascais, que foi construído após o alvará de 1758 do Marquês de Pombal, que criou a primeira rede oficial de sinalização marítima em Portugal, e funciona desde 1761.
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