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A 10.ª edição do Festival Mental realiza-se entre 14 e 17 de Maio. A programação, que se quer especial, revisita o caminho feito e o impacto do projecto.

Há dez anos que o Festival Mental – Cinema, Artes e Informação procura contribuir para o panorama da saúde mental em Portugal. Na 10.ª edição, que se realiza entre 14 e 17 de Maio, em espaços como o Cinema São Jorge e a Quinta das Conchas, vão reunir-se vozes e textos de antigos convidados. A ideia é fazer um balanço crítico do impacto do projecto, que tem procurado criar um espaço seguro e empático, onde a expressão artística serve de ponte para o diálogo e a desconstrução de preconceitos.
O festival tem início a 12 de Maio, às 18.30, com um warm-up no atmosfera m, onde será apresentada uma selecção de filmes vencedores de edições anteriores: Le Voyage de Laura (A Viagem de Laura), de Matteo Born; Across the Andes (Através dos Andes), de Henrik Dahlbring; The Sound (O Som), de Antony Petrou; e Alexandria, de Luís Miguel Pereira e Thiago Cavalheiro. A entrada, mediante inscrição por e-mail (atmosferam.lisboa@montepio.pt), é limitada à lotação do espaço. Mas o verdadeiro arranque só acontece a 14 de Maio, no Cinema São Jorge. Depois de duas sessões de M-Cinema Jovem, às 10.30 e às 14.30, realiza-se a cerimónia de entrega do prémio M-Cinema, às 18.00. O grande vencedor é o filme Rzeczy znalezione (Lost & Found), da realizadora polaca Wiktoria Kwoka, que estará em Portugal para receber o troféu.
“Mais do que um marco no calendário, estes dez anos representam um percurso de aprendizagem mútua e afirmam a extrema relevância pública do festival no nosso quotidiano”, lê-se em comunicado da organização, que destaca o cinema como “um eixo central”, a par das artes, da literatura, da dança, do teatro e da música. Além disso, mantém-se a co-produção da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, bem como várias parcerias estratégicas, que têm reforçado “o peso institucional” deste evento.
Dos inúmeros temas já debatidos nas M-Talks do Mental, vários serão revisitados pelos próprios protagonistas, que foram convidados a fazer uma reflexão sobre o que mudou ou não nos temas abordados. A ambição é criar “um ponto de situação particularmente válido, para abrir novas perspectivas, sobretudo no âmbito da promoção e prevenção”. Entre os nomes confirmados estão Vítor Cotovio (psiquiatra, membro do Conselho Nacional de Saúde Mental), Paula Domingos (assistente social, Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental), Miguel Ricou (psicólogo), Catarina Janeiro (psicóloga clínica e psicoterapeuta), Inês Rothes (professora auxiliar FPCEUP), Samuel Antunes (professor universitário, psicólogo e psicoterapeuta), André Viamonte (compositor, cantor e musicoterapeuta), Rui Albuquerque (médico psiquiatra e professor universitário), Ivo Canelas (actor), Cristóvão Campos (actor), Maria João Pinho (actriz) e Surma (música/ artista). A moderação estará a cargo das jornalistas Susana Marvão e Rita Santos, e do encenador Tiago Lima.
Por outro lado, esta edição comemorativa reforça também a sua “dimensão intergeracional”, com as vertentes M-Sénior e M-Jovem, que contam com agenda própria, que inclui workshops e outras actividades participativas. Além disso, este ano comemora-se também o regresso da secção M-Click, que se estreou em 2025 e dá espaço a projectos inovadores, novos criadores e propostas experimentais. Nesta edição, realiza-se a 14 de Maio, às 19.30, no Cinema São Jorge, com o musicoterapeuta Gil Henriques, o empreendedor social Luís Latoeiro, o neurologista e neurocientista Marcelo Mendonça, a psicomotricista Maria Melo e a psicóloga Sónia Santos.
Destacam-se ainda iniciativas como o M-Natura, que reforça a ligação entre natureza e bem-estar, com propostas como o workshop “Floresta: Ecossistemas e Habitat”, no dia 15 de Maio, às 14.30, na Quinta das Conchas, para crianças dos dez aos 12 anos; e My Story, My Song, um espaço onde música e experiência pessoal se cruzam – a convidada desta edição é Maria João, que será acompanhada pelo músico e produtor João Farinha, no encerramento do festival, dia 17 de Maio, às 19.30, no Cinema São Jorge.
Quanto ao cinema, será, claro, o eixo central do festival, que dará destaque ao talento português, com a exibição das curtas Uma História Mal Narrada de Rui Paulo Silva, A Minha Casa de André Fontaneta d’Errico e Catarina Reis Bogalho, e EGO de Diogo Assis e Rafael Vicente. “Reflexo de uma open call cada vez mais participada e da crescente qualidade da produção nacional”, lê-se em nota da organização, que partilhará em breve a programação online. Se não quer perder pitada, o melhor é estar atento.
Cinema São Jorge (Avenida da Liberdade, 175) e Quinta das Conchas (Alameda Linhas de Torres). 14-17 Mai, vários horários e preços.
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