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Metropolitano de Lisboa diz que avanço dos trabalhos na Linha Vermelha está dependente de visto do Tribunal de Contas, mas entidade diz aguardar decisão do Governo.

A presidente da empresa Metropolitano de Lisboa (ML), Cristina Vaz Tomé, garantiu, na terça-feira, 20 de Outubro, no Parlamento, que a obra da Linha Circular terminará até Março de 2027, mantendo-se assim o prazo anunciado em Abril e já depois de a empreitada ter descarrilado mais de três anos (a inauguração foi inicialmente apontada para 2023). O custo também está longe do previsto. Primeiramente orçada em 210 milhões de euros, a obra passou para os 240 milhões, depois para 270 milhões e a seguir para 331 milhões, chegando aos 380 milhões de euros.
O projecto de unir as linhas amarela e verde do metropolitano de Lisboa, ligando as estações do Rato e do Cais do Sodré, começou há 17 anos, altura em que foi emitido o primeiro despacho do Governo a apresentar o plano de expansão da rede (eram José Sócrates primeiro-ministro e António Costa presidente da Câmara de Lisboa).
A presidente da ML também se debruçou sobre as obras de expansão da Linha Vermelha, até Alcântara, afirmando que a empresa está à espera há dois anos do visto do Tribunal de Contas (TdC) para poder avançar. O TdC não demorou a reagir, explicando que, em Agosto de 2025, pediu esclarecimentos à ML sobre o contrato de fiscalização das obras mas que a empresa de transportes respondeu, no passado mês de Setembro, que está dependente de uma nova resolução do Conselho de Ministros para poder reprogramar os encargos financeiros até 2028, quando, neste momento, a autorização para despesas existe até ao final de 2027.
O investimento para fazer chegar o metro até Alcântara andará entre os 300 e 400 milhões de euros, de acordo com as estimativas iniciais da empresa, que mantém na sua página a meta de 2030 para a conclusão da obra.
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