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“Turn around” é a primeira de duas exposições dedicadas à Colecção de Arte da Fundação EDP. Abre ao público esta quarta-feira.

O MAAT faz 10 anos em Outubro e vai estar a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. A partir desta quarta-feira, 11 de Fevereiro, abre as portas a "Turn around", uma primeira exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Um primeiro momento, que será complementado por mais uma inauguração no final de Abril.
Com uma curadoria a seis mãos – o director do museu João Pinharanda, a conservadora da colecção Margarida Chantre e o director-adjunto Sérgio Mah (que assume a direcção do CAM Gulbenkian ainda em Maio deste ano) –, esta segue elos menos óbvios entre as obras seleccionadas. Entre pintura, desenho, escultura, vídeo e instalação, o processo começou, segundo Pinharanda, com artistas capazes de intervir no espaço.
Aqui, há três obras em destaque e que serviram de pontos de partida para toda a exposição – Hero, Captain and Stranger, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Passerelle, de Joana Vasconcelos, e Marmitex, Guggenheim ibérico, de Rodrigo Oliveira. As três impõem-se no espaço da antiga central. E se a primeira se afigura como a cabine desbotada de um velho baleeiro, que serviu de cenário a um filme pornográfico com o mesmo título, numa espécie de releitura homoerótica de Moby Dick, na terceira, o artista inspirou-se em desenhos preparatórios de Frank Gehry para o Guggenheim de Bilbao para erguer uma peça monumental, mas que ao mesmo tempo se reveste de normalidade, com recurso a marmitas de alumínio.
"Há relação que podemos intuir entre as obras, seja o carácter de ironia ou o carácter subversivo que orienta as escolhas que aqui estão", realça Sérgio Mah. Atrás das três peças-chave da exposição, vieram outras. Como Aklimatyzacja, de João Ferro Martins, A Brief History of Princess X, de Gabriel Abrantes, e ainda obras de Bruno Cidra, Sérgio Pombo, José Pedro Croft, Ana Jotta, João Paulo Feliciano ou Adriana Proganó, vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2022.
Uma espécie de aperitivo para a segunda parte deste "olhar sobre a Colecção de Arte da Fundação EDP". A segunda parte inaugura mesmo ao lado, no final de Abril.
Mas a iluminada galeria não é a única abertura a marcar a agenda do museu. Descidas as escadas, chegamos a "A Carpintaria da Central Tejo, 1936-2013", mostra com curadoria de Rosa Goy e Ivone Maio que resgata memórias e imagens da oficina que laborou até 1972. Naquele espaço, que ocupava terreno onde entretanto foi construído o MAAT, realizou-se "Apresentação", exposição de 2001 que foi a primeira pedra no que seria o projecto da Fundação EDP para a sua relação com a arte contemporânea.
Papel que é agora recordado através de fotografias dessa e de outras mostras, que por sua vez envolveram nomes como Ana Jotta, Fernanda Fragateiro e Leonor Antunes. A obra When you wish upon a star, de João Pedro Vale, foi aqui colocada, lado a lado com antigas ferramentas de carpintaria que sobreviveram à reconversão do edifício. A exposição pode ser visitada até 31 de Agosto.
Avenida de Brasília (Belém). Qua-Seg 10.00-19.00. Até 25 Jan 2027. 11€
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