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Ryan Gosling interpreta um astronauta perdido no cosmos e com amnésia no filme de ficção científica realizado por Phil Lord e Christopher Miller, com estreia marcada para 19 de Março em Portugal.

O cinema de ficção científica está cheio de astronautas perdidos no espaço, sozinhos ou em equipa, mas foi na televisão que apareceu o primeiro título memorável sobre o tema, com a série Lost in Space (1965-1968), produzida por Irwin Allen. Inspirada no clássico da literatura juvenil A Família Robinson Suíça, escrito em 1812 por Johann David Wyss, Lost in Space põe em cena os Robinsons, uma família de colonos espaciais que fica perdida no cosmos após um acidente causado por um sabotador, e vai protagonizar uma série de aventuras, ao mesmo tempo que procura sobreviver nas profundezas do espaço sideral. Em 1998, Stephen Hopkins assinou uma versão para cinema, Perdidos no Espaço, e a série teve dois remakes televisivos no nosso século, The Robinsons: Lost in Space (2004) e Lost in Space (2018).
Entre os vários filmes que glosam este mesmo tema, de forma mais realista e com preocupações de rigor científico, ou dando asas à especulação e incluindo elementos extraterrestres, podemos citar Perdidos no Espaço, de John Sturges (1969), Missão a Marte, de Brian De Palma (2000), Stranded, de Maria Lidón (2001), que conta com Joaquim de Almeida no elenco, Pandorum – Universo Paralelo, de Christian Alvart (2009), Relatório Europa, de Sebastián Cordero (2013), Interstellar, de Christopher Nolan (2014), Passageiros, de Morten Tyldum (2016), ou Perdido em Marte, de Ridley Scott (2015), este baseado no livro The Martian, de Andy Weir (publicado em Portugal como O Marciano).
É precisamente noutro livro de Andy Weir, Project Hail Mary (2021), que se baseia o mais recente filme sobre cosmonautas perdidos no espaço. É realizado pela dupla Phil Lord e Christopher Miller, que têm no seu currículo quer filmes de animação como Chovem Almôndegas e O Filme Lego, quer títulos de imagem real como Agentes Secundários e Agentes Universitários, ou ainda séries como The Last Man on Earth. O título da fita remete para uma expressão de futebol americano cunhada em 1975 por um jogador dos Dallas Cowboys, que indica uma jogada arriscada e desesperada, de última hora, para conseguir empatar ou ganhar uma partida, e é também o nome da nave em que viaja o protagonista.
Projecto Hail Mary tem estreia marcada para o próximo dia 19 de Março, sendo um dos filmes mais destacados deste ano. O herói é Ryland Grace (Ryan Gosling), um professor de Ciências e cosmonauta que acorda numa nave espacial e constata que não só está perdido no cosmos, como também perdeu a memória. Não se recorda de quem é, da razão por que está naquela nave ou da missão que tem que desempenhar. Em vez de perder a cabeça de vez, Ryland consegue manter a calma, concentrar-se e procurar pistas que o esclareçam, e pouco a pouco vai-se lembrando de tudo. É o único sobrevivente de uma tripulação que foi enviada ao sistema de Tau Ceti para procurar uma solução para um acontecimento catastrófico que se deu na Terra, e que ameaça a sobrevivência da humanidade.
Para se manter vivo e conseguir cumprir a sua missão, Ryland vai ter que confiar nos seus vastos conhecimentos científicos, no seu engenho e na vontade humana. Mas, ao contrário do que pensa, a sua busca por respostas para resolver o que se passa na Terra não será solitária, já que contará com uma ajuda completamente inesperada. Ela virá de um extraterrestre chamado Rocky, que os realizadores Phil Lord e Christopher Miller decidiram ser um compósito de efeitos computacionais e tradicionais, e em cuja criação e manipulação estiveram envolvidos nomes como o veterano e oscarizado técnico Neal Scanlon, e o premiado bonecreiro e actor James Ortiz.
Ryan Gosling foi a primeira e única escolha para interpretar Ryland Grace, e assinou contrato logo após a compra dos direitos do livro de Andy Weir, em 2021. O actor tinha-o lido e gostado muito, e expressou logo o seu interesse em interpretar o papel principal de Projecto Hail Mary, e por isso é também um dos produtores da fita, ao lado de Lord, Miller, Weir ou Amy Pascal, uma das mulheres mais poderosas de Hollywood. A sua produtora, a Pascal Pictures, é uma das que tutela Projecto Hail Mary, ao lado da Amazon MGM Studios. Quanto ao orçamento do filme, está à altura das suas ambições: uns astronómicos 150 milhões de dólares.
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