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A cantora espanhola traz a Portugal a maior digressão da sua carreira. Em jeito de antecipação, fizemos um guia completo para os espectáculos de 8 e 9 de Abril.

Lisboa prepara-se para receber a maior digressão da carreira de Rosalía. A LUX Tour 2026 chega à Meo Arena nos dias 8 e 9 de Abril, com a promessa de um espectáculo que dificilmente deixará alguém indiferente. Entre o delírio orquestral e momentos pop, saiba tudo o que o espera antes de se pôr a caminho para o Parque das Nações.
Nascida em Sant Cugat del Vallès, em 1992, Rosalía Vila Tobella é uma das artistas mais influentes da pop contemporânea. Começou por redefinir o flamenco em Los Ángeles (2017) e El Mal Querer (2018), e acabou por rebentar as fronteiras do mainstream com Motomami (2022). Pelo meio, colaborou com nomes como The Weeknd, Billie Eilish ou Bad Bunny. Cada disco é uma reinvenção – e Lux não foge à regra.
Sim, Motomami tinha muito reggaeton, mas Rosalía nunca foi uma artista de um só registo. Em Lux, a dimensão religiosa não é literal – é simbólica. A artista usa imagética católica (redenção, culpa, luz divina) para falar de desejo, relações e espiritualidade feminina. Não se tornou numa freira – apenas mudou de linguagem.
É ambicioso, complexo e pouco imediato. Gravado com a London Symphony Orchestra e com participações de Björk, Carminho ou Yves Tumor, o disco aposta numa fusão entre música clássica, electrónica e pop conceptual. Não é para consumo rápido – exige tempo e atenção.
Depende do seu conceito de festa. A maior parte do concerto é contemplativa, quase teatral. Ainda assim, há espaço para mexer o corpo – “Despechá”, “Bizcochito” ou “La Rumba del Perdón” garantem algum abanar de anca. Segundo a Billboard, o espectáculo “situa-se algures entre a grande ópera e uma rave”.
Não haverá nenhum artista a fazer a primeira parte e, em palco, Rosalía surge acompanhada por uma orquestra de 22 músicos e um corpo de baile. Mas...
É uma grande incógnita. As duas cantam juntas em “Memória”, um dos momentos mais emocionais de Lux. A presença de Carminho não está confirmada, mas a expectativa é alta. Também não sabemos se haverá mais convidados, mas estaríamos dispostos a vender um órgão para ver Björk a participar neste espectáculo.
O alinhamento centra-se em Lux, mas há espaço para revisitar momentos de Motomami e até uma canção de Los Ángeles (desculpem, fãs de El Mal Querer). Espere versões reinventadas, arranjos orquestrais e algumas surpresas pelo meio.
Grandiosos e teatrais. O espectáculo está dividido em quatro actos e um interlúdio, com mudanças de figurino, cenografia religiosa e momentos de proximidade com o público. Há uma mistura entre concerto pop e peça de teatro experimental. A Billboard elogiou a capacidade de Rosalía para se “transformar de provocadora bailarina de um club numa penitente confessional e num anjo com asas”. Entre os momentos mais marcantes estão a entrada em palco, dentro de uma caixa, vestida como bailarina, ou o caos electrónico de “Berghain”, que levou a plateia a um “frenesim total”. Também há espaço para intimidade, com a espanhola a cantar dentro de uma moldura dourada, como se fosse uma obra de arte viva.
O concerto está agendado para as 20.30 e deve ter uma duração de 90 minutos.
A procura foi elevada desde o anúncio da digressão e ambas as datas esgotaram rapidamente, mas poderão existir bilhetes residuais ou revendas – convém verificar nas plataformas oficiais.
Depois de ter interrompido um concerto em Milão devido a uma intoxicação alimentar, tudo indica que Rosalía está a recuperar. À data, não há indicações de cancelamento para Lisboa.
A discoteca Posh, em São Bento, preparou after parties nos dois dias onde poderá ouvir êxitos pop, hits latinos e Rosalía pela noite dentro, a partir das 23.30. Para aquecer, o Drama Bar vai receber uma warm-up party, a 4 de Abril, entre as 20.00 e as 23.00.
Não se chateie com essas coisas.
MEO Arena (Parque das Nações). 8-9 Abr (Qua-Qui)
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