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Troço entre os números 55 e 71 da Rua Maria, nos Anjos, não terá carros entre as 12.00 e as 16.00 de sábado, para que cidadãos possam andar de patins, aprender capoeira e conviver.

Uma parte da Rua Maria (número 55 ao 71), no bairro dos Anjos, vai estar vedada ao trânsito motorizado entre as 12.00 e as 16.00 de sábado, 31 de Janeiro, naquele que é o lançamento do projecto Ruas Abertas. A ideia, da Junta de Freguesia de Arroios, é promover a coesão entre os habitantes, criando-se, ao mesmo tempo, espaços seguros para que crianças e adultos possam brincar e dar uso ao corpo em actividades como a patinagem ou a capoeira, ambas programadas para este sábado. Também haverá música (no máximo, durante uma hora), uma rede e raquetes de badminton, e materiais para desenhar e pintar.
O objectivo da Junta de Freguesia é fechar uma rua (ou uma parte) por mês (sempre ao fim-de-semana), partindo das sugestões dos moradores. "Nós tratamos da burocracia", explica por telefone à Time Out Manuel Banza, assessor do presidente João Jaime Pires, sublinhando que o projecto assenta num dos compromissos eleitorais do ex-director do Liceu Camões nas eleições autárquicas de 2025. "É uma ideia inspirada no que aconteceu na Rua Forno do Tijolo quando foi fechada ao trânsito [para obras, em Fevereiro de 2025], em que as pessoas foram para a rua de forma muito espontânea e usaram-na de várias maneiras", enquadra o responsável.
A intenção da Junta de Arroios é que o fecho pontual de ruas da freguesia tenha o menor impacto possível na mobilidade, pelo que se prevê que as seguintes acções, sugeridas por moradores e comerciantes, aconteçam em vias onde não circulam autocarros ou eléctricos e que não obriguem a grandes desvios por parte dos automobilistas. Por outro lado, deverão ter "mais peso" os pedidos vindos de um maior número de cidadãos. Feita a proposta, "a Junta avalia cada candidatura com base na segurança e na viabilidade, e ajuda a tornar possível aquilo que a comunidade imagina”, afirma João Jaime Pires, no comunicado enviado à Time Out. Do lado do organismo ficam, assim, todas as comunicações com entidades como a Câmara de Lisboa, a Polícia Municipal ou a Carris.
Foi no previsível baixo impacto de vedar aos automóveis uma parte da Rua Maria, aliás, que assentou a escolha da localização para lançar o Ruas Abertas, mas a Junta partiu também de outro factor central: a vontade de população. "Em 2021, houve um projecto do Orçamento Participativo da Câmara em que se propunha tornar aquele troço pedonal, porque de facto é algo que não cria ali muito impacto. Por isso, quisemos voltar a essa ideia, quase como um teste", enquadra Manuel Banza, acrescentando que a equipa tem recebido vários contactos de comerciantes de Arroios interessados no Ruas Abertas pelo eventual dinamismo que poderá trazer aos negócios locais.
No dia 31 de Janeiro, a Junta de Freguesia vai divulgar as normas de funcionamento e outras informações sobre o projecto, através das plataformas online, mupis e flyers, explicando em detalhe o modelo de participação. No futuro, o executivo gostaria que fossem os cidadãos não apenas a propor as ruas que querem ver "abertas", mas também as actividades que gostariam que acontecessem nelas. "Talvez seja um pouco ambicioso, mas há essa intenção", remata Manuel Banza.
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