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Transformação da Matinha começa em 2027 com 10,2 hectares de edificado e 1,5 de espaço verde

Câmara aprovou primeira parte do loteamento promovido pela VIC Properties, também proprietária do empreendimento Prata Riverside Village. Projecto prevê total de 2000 apartamentos.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Matinha
DR | Matinha
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Estávamos em 2019 quando a VIC Properties anunciou a compra dos terrenos da Matinha, entre a Rua do Vale Formoso de Baixo e a Avenida Marechal Gomes da Costa. Eram mais de 20 hectares expectantes, numa antiga zona industrial cujos solos haviam sido contaminados pela Fábrica de Gás da Matinha, demolida em 2006 e da qual resta a paisagem dos gasómetros com o rio Tejo ao fundo. No ano seguinte, começou a descontaminação. Em 2021 e 2022, lá aconteceu o Festival Iminente, no seu posicionamento de arte efémera em lugares efémeros.

Agora sabe-se que os trabalhos para a construção de até 771 apartamentos distribuídos por 22 lotes (ocupando 101.836 metros quadrados) deverão começar em 2027, depois de, esta quarta-feira, 29 de Julho, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) ter aprovado o licenciamento do primeiro loteamento da Unidade de Execução da Matinha. Além de habitação, o projecto contempla "comércio, serviços, equipamentos de lazer e outras actividades", 450 lugares de estacionamento e 1,46 hectares de espaços verdes e de "equipamentos de utilização colectiva", área esta cedida pela promotora imobiliária à autarquia.

A intervenção prevê também alterações na infra-estrutura viária, como o adeus ao viaduto da Avenida Marechal Gomes da Costa e o prolongamento da Alameda dos Oceanos. O objectivo é ligar o Parque das Nações à zona ribeirinha sul e prolongar o Parque Ribeirinho Oriente (que tem 4 hectares) ao longo de mais de um quilómetro, como previsto.

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"Com o desenvolvimento do Prata Riverside Village, contribuímos para o dinamismo que hoje define Marvila. A Matinha simboliza o passo seguinte desta visão”, afirma o CEO da VIC Properties, João Cabaça, em comunicado. Também numa nota enviada à imprensa, a autarquia defende que "com esta intervenção, Lisboa prossegue a requalificação da sua frente oriental" e que "o projecto contribuirá também para aproximar e integrar os diferentes bairros desta zona da cidade".

O lote A, cujo licenciamento foi agora aprovado, representa 36,5% da totalidade do projecto, que prevê 2000 habitações, 12 hectares de espaços verdes, 6,5 hectares de serviços e de retalho, uma escola e pontos de lazer.

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