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Vítimas qualificam o ano que passou como de silêncio no que toca a responsabilidades. Junto à Calçada da Glória, no Largo da Oliveirinha, nasce memorial.

Esta quinta-feira, 3 de Setembro, Lisboa inaugura um memorial às vítimas do trágico acidente do Elevador da Glória, que há um ano provocou a morte de 16 pessoas. No Largo da Oliveirinha (entre a Calçada da Glória e a Travessa do Fala-Só) ergue-se, assim, um lugar de "homenagem, memória e reflexão colectiva", descreve a Câmara Municipal de Lisboa (CML).
"O memorial pretende afirmar-se como um espaço de recolhimento, passando a reforçar simultaneamente a dimensão simbólica daquele lugar", acrescenta a autarquia. O projecto vem, ao mesmo tempo, valorizar um recanto habitualmente descuidado, com depósito regular de lixo, transformando-o num potencial "lugar de permanência, contemplação e recolhimento".
No centro do memorial está uma oliveira de 150 anos, em torno da qual se podem ler os nomes, inscritos em 16 blocos de pedra, das pessoas que morreram na tarde de 3 de Setembro de 2025.
O inquérito-crime do Ministério Público está ainda por fechar e a Carris, que geria o elevador, não abriu qualquer processo disciplinar relativo ao acidente durante o ano que passou. Familiares das vítimas que residem fora de Portugal afirmaram, numa carta aberta enviada a várias redacções e citada pelo Público, não ter recebido qualquer contacto da CML durante os 12 meses que passaram. Falam num "ano de silêncio" no que toca a responsabilidades como apoio psicológico, médico e jurídico.
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