7 coisas a não perder na Terceira

É a grande rival de São Miguel mas não se deixe levar por isso. Conheça as 7 coisas a não perder na Terceira e vai ver que não se arrepende

Fotografia: Rui Soares

Ilha número dois em número de habitantes, número um em quantidade de festas, a Terceira é um ponto de paragem obrigatório para quem se aventura no Atlântico à procura paisagens surpreendentes – ou de um sítio para combinar a invasão do Iraque. Sejam quais forem as suas intenções, nós traçamos o roteiro.

O melhor da Terceira

Passeie por Angra do Heroísmo

Passeie por Angra do Heroísmo

Podíamos só dizer que a cidade tem desde 1983 a classificação de Património Mundial pela UNESCO. E pronto, agora vá à sua vida: passeie pelas ruas empedradas, admire as casas antigas, espreite a marina, suba ao Monte Brasil, e por aí fora. Mas acrescente à lista estas três paragens obrigatórias.

Loja Basílio Simões e Irmãos: uma cápsula do tempo onde pode comprar sementes, bombons e chás a granel. Imagine uma Vida Portuguesa, mas a sério. Fica na Rua Direita.

O Forno: pastelaria e ponto de paragem obrigatória para provar a famosa D. Amélia, uma queijada muito doce e, como dizer?, alimentícia.

Jardim Público de Angra: ou Jardim Duque da Terceira. Um jardim clássico, dividido por patamares, ao lado do Museu de Angra e do Alto da Memória, um obelisco de homenagem à passagem de D. Pedro IV de Portugal pela Terceira.

Faça praia na Praia da Vitória

Faça praia na Praia da Vitória

Há um areal de proporções algarvias e, no Verão, muita “animación”. Os bares e restaurantes de serviço estão adaptados às exigências dos turistas e à invasão benigna da base militar estadunidense. Isto para dizer: há chicken piri-piri, cachorros quentes e hambúrgueres.

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Percorra o Planalto

Percorra o Planalto

A ilha Terceira é a que tem a maior superfície plana do arquipélago. O planalto preenche grande parte do interior da ilha e pode ser avistado a partir da Serra do Cume. No entanto, passear pelas estradas regionais que ligam Angra a Biscoitos ao Altares (EN3- 1A) é uma das melhores maneiras de viver esta paisagem. Procure também indicações para a Canada João Borges. Vá devagar, parando para ver os bois e as vacas e não se admire se forem os animais a pará-lo a si no meia da estrada. Dito isto, conduza devagar.

Não perca a vista do Miradouro da Serra do Cume

Não perca a vista do Miradouro da Serra do Cume

Mesmo que tenha vindo à Terceira só para planear a invasão de um país árabe rico em petróleo, arranje tempo para subir à Serra do Cume (um nome curioso, tipo “Montanha do Topo”). A vista lá de cima vai fazê-lo lembrar- -se do Senhor dos Anéis, uma colcha verde, um viveiro de musgo ou a maior concentração de campos de futebol do mundo. 

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Passe uma tarde nas Piscinas Naturais de Biscoitos

Passe uma tarde nas Piscinas Naturais de Biscoitos

Quem diz uma tarde, diz um dia. Ou vários. Estas piscinas naturais são esculpidas entre escoadas de lava e têm uma série de cantos e recantos para mergulhar ou ficar de molho – e têm, também, um desenho de Bart Simpson e outra arte pós-vulcânica. Os quiosques de apoio à zona balnear vendem várias especialidades locais: atente às queijadas e às compotas. 

Dica: ali ao lado do mar estão as famosas vinhas de Biscoitos, uma cultura iniciada com o povoamento da ilha e recentemente recuperada. Procure os vinhos magma e muros de magma, da casta verdelho, lançados este ano. 

Visite as entranhas de um vulcão

Visite as entranhas de um vulcão

O Algar do Carvão, um monumento criado pela mãe natureza há 3200 anos com a ajuda da lava de um vulcão entretanto adormecido. É o mais próximo que vai estar de uma encenação da Viagem ao Centro da Terra de Júlio Verne. A Associação Os Montanheiros gere este e outros espaços de interesse geológico. A entrada custa 6€ mas há um bilhete a 9€ que também permite a entrada na Gruta do Natal.

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Não se vai embora da terceira sem provar uma alcatra, pois não?

Não se vai embora da terceira sem provar uma alcatra, pois não?

É o prato típico da ilha e uma refeição obrigatória para toda a gente que pisa o solo terceirense. O nome “alcatra” não se refere a um corte de carne de vaca mas sim um prato cozinhado durante 12 horas numa espécie de alguidar de barro. Existem alcatras de carne e de peixe, sempre acompanhadas por massa sovada – a esponja para esta receita rica em molho. Antes de ser usada para cozinhar, a loiça de barro vai ao forno durante horas só com os molhos. É assim que o barro ganha cor e a comida, mais tarde, ganha sabor.

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