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Carnaval
© Pixabay

Cinco coisas que não sabe sobre o Carnaval

Todos os anos Portugal celebra o Carnaval. Mas o que sabe realmente sobre o assunto?

Por Renata Lima Lobo
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Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado (facultativo) móvel e é também a desculpa perfeita para se deixar de vergonhas e abraçar a máscara perfeita. Há muitas teorias sobre as origens destas festividades, mas a verdade é que foram apropriadas pela Igreja Católica e inseridas no seu calendário religioso. Certo é que o Carnaval continua a desenvolver-se um pouco por toda a parte e a combinar as mais variadas expressões culturais, tradicionais ou importadas. O importante é que se divirta (este ano em casa) e que fique a saber mais um pouco da festa onde, supostamente, ninguém leva a mal.

Recomendado: Saiba como celebrar o Carnaval online, sem sair de casa

carnaval de lisboa
carnaval de lisboa
©AML/Beatriz Chaves Bobone

1. 

O Xé-Xé era a personagem principal do Carnaval alfacinha e o seu adereço mais emblemático um chapéu de dois bicos com frases obscenas. Segundo o Arquivo Municipal de Lisboa era uma caricatura da Lisboa miguelista caída em desgraça. E muitas coisas caíram em desgraça desde então, por isso... volta Xé-Xé.

caretos
caretos
Fotografia: Rosino

2. 

O Xé-Xé pode ter desaparecido, pelo menos em Lisboa, mas há ainda expressões tradicionais um pouco por todo o país. O Entrudo Chocalheiro é talvez o que nos merece mais atenção, pela presença dos famosos Caretos de Podence, considerados Património Imaterial da Humanidade em 2019. Mas há mais. O Carnaval de Vale de Ílhavo mantém a sua cultura tradicional com os Cardadores, um grupo de mascarados que sai à rua com máscaras muito especiais. São feitas com cotim, pele de carneiro, cortiça, bigodes de vaca ou de boi, asas de ave, fio, gazetas (fitas), fio de vela e perfume “Tabu”. O traje é composto por roupa interior de mulher, um lenço de tricana, meias e sapatilhas. Quem dá início à festa são os Tó-Có-Corno, que percorrem a terra anunciando os festejos e tocando um corno ou um búzio.

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D. Afonso III
D. Afonso III
©Rijksmuseum/Cornelis Galle

3. 

Uma das primeiras referências ao Entrudo (nome que significa “entrada” e que na modernidade foi substituído por Carnaval) no país remonta a 1252. A prova é um registo assinado pelo rei D. Afonso III que se referia às celebrações do calendário religioso.

4. 

Calha sempre a uma terça-feira e é um feriado móvel. Sabe porquê? A terça-feira de Carnaval antecede sempre a Páscoa em precisamente 47 dias, segundo estipula a Igreja Católica. É o chamado período de Quaresma, altura em que se pede jejum e oração reforçada aos mais devotos. Se for esse o seu caso, dê tudo nesta terça-feira, terá um longo caminho pela frente.

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5. 

É um feriado, mas facultativo, estando dependente de contratos colectivos de trabalho ou da boa vontade do empregador. Habitualmente o Governo Português dá tolerância de ponto à Função Pública nesse dia, com duas excepções (que nos recordemos): Passos Coelho não o fez, nem Cavaco Silva em 1993. Nessa altura deu azo a muitos protestos, com funcionários a apresentarem-se mascarados nas repartições. Anos mais tarde, na sua biografia política, o ex-líder do PSD fez uma espécie de mea culpa, admitindo um “erro político”. Este ano, devido a pandemia, volta a não haver tolerância de ponto.

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