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Photograph: Perfecto Capucine/Unsplash

Livros grátis para descarregar durante a quarentena

Há literatura gratuita na rede, uma boa opção para quem se encontra em quarentena ou em isolamento social.

Por Renata Lima Lobo
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A Internet é agora a grande janela para o mundo. Em tempos de pandemia mundial, nunca são demais as ideias para nos entretermos no recato do lar, entre a sala de jantar, o quarto, a varanda ou mesmo o jardim, para os mais sortudos. Entre outras coisas, sem gastar um cêntimo, tem acesso a um vasto leque de livros digitais, os chamados ebooks, que pode aceder através do seu computador, telemóvel ou tablet. Há de tudo um pouco: romances, biografias, diários e até banda desenhada. Faça download destes livros grátis.

Recomendado: As livrarias do Porto que entregam livros em casa

Livros grátis para descarregar durante a quarentena:

alma de viajante
alma de viajante

Alma de Viajante

Filipe Morato Gomes já deu duas voltas ao mundo. A primeira deu origem a um livro publicado em 2007 pela Edições Cão Menor, que reuniu um conjunto de crónicas que ao longo de 14 meses, entre 2004 e 2005, foram publicadas na revista Fugas, do jornal Público. O livro entretanto esgotou, mas agora é gratuito, cortesia do autor. Numa publicação de Facebook, Filipe Morato Gomes anunciou que o ebook, em formato PDF, será enviado por email a quem subscrever a newsletter do seu blogue de viagens.

Amor de Perdição
Amor de Perdição

Amor de Perdição

O site da Biblioteca Nacional Digital está recheado de clássicos portugueses, mas também de outros conteúdos digitalizados, como publicações periódicas, iconografia, cartografia ou música, tudo oriundo das coleções da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), da Biblioteca Pública de Évora e da Biblioteca da Ajuda. Na sua maioria, são obras do domínio público, sobre as quais não recaem direitos de autor. É o caso de Amor de Perdição, a história do amor proibido entre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque que Camilo Castelo Branco escreveu enquanto esteve preso na Cadeia da Relação, no Porto, pelo crime de adultério. Encontra-se online uma quinta edição de 1879 (a primeira é de 1862), prefaciada e revista pelo próprio autor e dedicada a Fontes Pereira de Melo.

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Breve História do Cinema Português - 1898-1962
Breve História do Cinema Português - 1898-1962

Breve História do Cinema Português – 1898-1962

"No dia 12 de Novembro de 1896, portanto a menos de um ano de distância da primeira sessão pública com o «cinematógrafo Lumière», um português, Aurélio da Paz dos Reis, conhecido e estimado comerciante portuense e grande amador fotográfico, apresentava, por seu turno, no Teatro Príncipe Real, do Porto, os primeiros filmes portugueses." Assim começa esta breve Breve História do Cinema Português (em 153 páginas), uma edição de 1977 do Instituto de Cultura Portuguesa, da autoria de Alves Costa. Disponível na Biblioteca Digital Camões (do Instituto Camões), conta a história do cinema português, desde o seu precursor Aurélio da Paz dos Reis à transição para um novo cinema nos anos 60 com Verdes Anos de Paulo Rocha ou Dom Roberto de José Ernesto de Sousa.

Dom Casmurro, Machado de Assis
Dom Casmurro, Machado de Assis

Dom Casmurro

Não é novidade que a Amazon tem uma área dedicada a ebooks compatíveis com o leitor Kindle, mas recentemente disponibilizou uma série de obras de autores de vários países. Entre elas está uma edição de 2016 de Dom Casmurro (a primeira edição foi publicada em 1899), de Machado de Assis, um clássico da literatura brasileira que segue as memórias do narrador e personagem Bento Santiago, um solitário advogado que adopta o nome de Dom Casmurro. Para aceder tem de ter uma conta Amazon.

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LxJoga
LxJoga

LxJoga

Depois de Lx 60, Lx 70 e Lx 90, este é o mais recente livro da série Lx, de Joana Stichini Vilela, que em LxJoga, com a ajuda de Pedro Fernandes, se debruça sobre todo o século XX em Lisboa para contar histórias em forma de jogos. Os autores decidiram agora oferecer algumas das actividades presentes no livro, para fazer sozinho ou em família, de forma a ajudar a passar o tempo em casa. Conte com máscaras de Amália Rodrigues e Eusébio, com um "quantos queres" de vedetas da rádio e televisão ou figurinos para recortar e recriar estrelas nacionais como Vasco Santana ou Beatriz Costa. Para aceder às páginas do livro disponibilizadas pela editora Leya tem de fazer download da aplicação Adobe Digital Editions, gratuita e disponível para telemóveis e computadores.

O Código Da Vinci
O Código Da Vinci

O Código da Vinci

A Open Library é uma biblioteca digital que apresenta milhares de livros que se encontram no domínio público. É portanto tudo legal. Alguns livros mais recentes estão também disponíveis, embora mediante empréstimo. Ou seja, tem um limite de dias definido para ler tudo até ao fim. É o caso de O Código da Vinci (numa edição de 2004), o popular romance de Dan Brown. Para ter acesso às leituras só tem de se registar no site.

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Eça de Queirós e Ramalho Ortigão
Eça de Queirós e Ramalho Ortigão
©DR

O Mistério da Estrada de Sintra

A Kobo, livraria online com milhões de títulos digitais, disponibiliza centenas de ebooks gratuitos para utilizadores registados, muitos em língua portuguesa. É o caso do clássico O Mistério da Estrada de Sintra, uma obra de 1884 que juntou os talentos de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão. Uma história intrigante que começou por ser publicada num folhetim do Diário de Notícias durante dois meses.

Os Ballets Russes em Lisboa
Os Ballets Russes em Lisboa
©DR

Os Ballets Russes em Lisboa

A Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) decidiu disponibilizar 15 livros para download gratuito através do seu site. Os títulos em questão são as mais recentes publicações da colecção "O Essencial Sobre", lançada nos anos 1980 pela editora pública para tratar diversos temas da cultura e literatura nacionais e internacionais de forma acessível. Os livros são da autoria de historiadores e agentes culturais portugueses, como Maria João Castro, investigadora do Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa, que escreveu Os Ballets Russes em Lisboa (2017). Uma obra que dá a conhecer a permanência na capital portuguesa de uma das companhias de dança (e de arte) mais importantes do século XX, entre Dezembro de 1917 e Março de 1918.

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Julio Verne
Julio Verne
©DR

Os Quinhentos Milhões da Begum

A Bibliotrónica Portuguesa é um projeto da Universidade de Lisboa que oferece o acesso livre a literatura portuguesa, enquanto promove a reflexão sobre a sua edição. As publicações dividem-se entre as páginas Originais, com textos literários ou estudos inéditos; e Reedições, cheia de livros publicados anteriormente, mas em domínio público. Os textos são transcritos tal e qual se encontram no livro, mesmo que isso signifique transcrever um português mais arcaico. É o caso da transcrição de Os Quinhentos Milhões da Begum (1879), de Júlio Verne, traduzido pela primeira vez em Portugal em 1888. Pioneiro da escrita de ficção científica e autor de obras conhecidas como Viagem ao Centro da Terra ou A Volta ao Mundo em 80 Dias, Verne incluiu neste mesmo livro uma segunda obra: Os Revoltosos do Bounty, que tem apenas três capítulos e está disponível para leitura no final deste romance.

the walking dead
the walking dead

The Walking Dead #1

A loja Google Play está cheia de filmes, jogos, livros, música e as mais diversas aplicações. A oferta pode ser paga ou gratuita e no mundo dos livros digitais disponibilizados pela loja da Google há pérolas de borla. É o caso do primeiro número da série de comics The Walking Dead, iniciada por Robert Kirkman em 2003 (e terminada em 2019 com 193 números), que deu origem à série homónima que ainda não tem fim à vista. Mas tudo começou neste livro que a Google Play disponibiliza de forma gratuita, uma oportunidade para os fãs da série que ainda não viram onde tudo começou. As ilustrações desta edição norte-americana são de Tony Moore.

Mais para fazer em casa

Torre dos Clérigos
© DR

5 atracções do Porto para visitar sem sair de casa

Coisas para fazer Centros culturais

Já começa a sentir saudades de passear pelas ruas da Invicta de câmara fotográfica em riste, armado em turista na própria cidade? Não desespere. Nestes tempos de quarentena, tem sempre a hipótese de viajar pela plataforma Portugal a 360º, onde encontra inúmeras atracções do Porto, de Lisboa e de outros pontos do país. A Time Out seleccionou cinco pontos de visita obrigatórios no Porto, dos quais vale mesmo a pena matar saudades. E o melhor é que os pode visitar sem tirar o pijama. Se ainda assim continuar aborrecido, estenda o tapete de yoga ou vista o avental e aventure-se na cozinha. 

Capela Sistina
© DR

Doze museus internacionais para visitar sem sair de casa

Coisas para fazer Exposições

Graças à Internet, nunca foi tão fácil estar entretido entre quatro paredes. No entanto, para quem não dispensa uma visita ao museu para contemplar as obras de mestres de arte renascentista ou de nomes relevantes da arte contemporânea, fazer scroll infinitamente nas redes sociais ou devorar uma temporada (ou várias) de uma série na Netflix não é suficiente. Felizmente, há vários museus que apresentam visitas guiadas virtuais às suas colecções e exposições para que não lhe falte a sua dose diária de arte. Muitos estão presentes na Google Arts & Culture, projecto em que a Google colabora com mais de 1200 instituições em todo o mundo para levar a arte a todos. Deixe-se ficar no sofá e, sem filas ou bilhetes à mistura, só tem é de aproveitar.

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My Parents, David Hockney
©DR

10 obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa

Arte Pintura

Quantos de nós desejam, todos os dias, ter mais tempo para estar em casa? Agora que o temos de sobra devido ao surto de Covid-19, mal podemos esperar para sair à rua de novo. E se nunca foi tão fácil estar entretido dentro de portas, a ausência de rotina pode tornar esta quarentena penosa. Por isso, reunimos dez obras de arte que mostram como o interior pode ser um lugar de conforto e lazer. Nelas, vemos actividades rotineiras como estrelar ovos ou ver o mundo pela janela, passatempos como tocar piano ou trocar cartas ou detalhes preciosos como o raio de sol que preenche uma sala vazia. Aproveite e veja como é bom estar em casa.

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