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Ted Lasso
Apple TV+O treinador de futebol americano está de volta para uma segunda temporada aos comandos do AFC Richmond

As melhores séries para ver em Julho

Não faltam razões para se colar ao ecrã este mês. Eis sete séries para ver em Julho.

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Escrito por
Sebastião Almeida
e
Hugo Torres
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Nem tudo são boas notícias na altura em que vivemos mas, felizmente, nunca nos hão-de faltar boas razões para ficar por casa. Para Julho, damos-lhe sete, entre séries prestes a estrear e as novas temporadas que se avizinham, nas plataformas de streaming ou nos canais televisivos. Prepare-se para o regresso do mundo fantástico de Os Masters do Universo: Revelação, para os podres da indústria do entretenimento que vêm ao de cima em National Treasure, ou para recordar a situação crítica vivida em Salisbury, em 2018, quando um ex-espião russo foi envenenado com novichok, um agente tóxico, em The Salisbury Poisonings. São muitas horas de entretenimento para um só mês, bem sabemos. Mas o que seria de nós sem elas?

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Soulmates

Co-escrita e criada por Will Bridges (Stranger Things, Black Mirror) e Brett Goldstein (Ted Lasso, Superbob), a série de seis episódios abre a caixa de pandora sobre o amor. Tudo muda quando um teste científico passa a ser capaz de identificar, sem margem de erro, a alma gémea de cada pessoa. A partir daí, a produção da AMC que chega agora ao streaming analisa como as relações amorosas se alteram e de que forma a descoberta altera as dinâmicas sociais. O amor passa a ser dominado pela ciência. Sarah Snook (Succession), Laia Costa, Charlie Heaton e Betsy Brand são alguns dos nomes no elenco.

Amazon Prime (T1), 1 Jul.

Kevin Can F**k Himself

Annie Murphy transita de uma das comédias mais celebradas dos últimos anos, Schitt’s Creek, para uma série que cruza géneros, de forma ostensiva, para mostrar a encenação em que vivem muitas mulheres. A actriz dá corpo a Allison McRoberts, a dona de casa perfeita numa sitcom de humor machista, imaturo e datado, filmada com múltiplas câmaras, de cores garridas e risos pré-gravados; mas assim que sai da beira do marido, o Kevin do título (Eric Petersen), do sogro (Brian Howe) e do melhor amigo de Kevin (Neil O’Connor), o mundo de Allison transforma-se num drama realista, de câmara única e abundante frustração. Uma comédia negra de oito episódios criada por Valerie Armstrong (Lodge 49).

AMC (T1), 5 Jul (22.50).

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National Treasure

Paul Finchley (Robbie Coltrane) é um humorista de renome, tratado como um “tesouro nacional”, cujo sucesso remonta aos anos 1980 e 1990. Continua a ser uma presença na televisão, e é publicamente acarinhado – até ao momento em que a polícia lhe bate à porta. É suspeito de violação. Primeiro, é acusado por uma mulher. Depois, por outra e outra e outra. Ele nega. Mas a esposa (Julie Walters) sabe das suas infidelidades constantes e questiona-se se passou a vida com um monstro. E a filha (Andrea Riseborough), que recupera das drogas, também terá sido vítima? Com apenas quatro episódios, este drama judicial de Jack Thorne (Shameless) é inspirado em eventos reais.

Filmin (T1), 6 Jul.

The Salisbury Poisonings

A nova minissérie da BBC One, que se estreou no Reino Unido em Junho, revisita a investigação criminal e a crise de saúde públicas provocadas pelo envenenamento do agente do MI6 Sergei Skripal e da filha Yulia, que foram encontrados inconscientes num banco à porta de um centro comercial. Através da recolha de testemunhos e de detalhadas entrevistas aos envolvidos, reconstroem-se os momentos de pânico vividos na cidade de Salisbury, em 2018. Desde o momento em que se pensava que pai e filha seriam vítimas de uma overdose até que as autoridades britânicas identificam Sergei como sendo um ex-espião russo e começam a pôr em cima da mesa a possibilidade de a situação ser bastante mais complexa do que aparenta. Escrito por Adam Patterson e Declan Lawn, com realização de Saul Dibb (A Duquesa), conta com Anne-Marie Duff, Rafe Spall e Annabel Scholey nos papéis principais.

Disney+ (T1), 7 Jul.

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The White Lotus

Mike White, o argumentista por detrás de Chuck & Buck e Escola de Rock, leva-nos para um exclusivo resort num lugar idílico, no Havai, com funcionários disponíveis e sorridentes, prontos para garantir umas férias perfeitas aos seus hóspedes. Mas esse é o retrato sem as idiossincrasias de cada uma das suas personagens, do gerente em sofrimento (Murray Bartlett) à gestora de sucesso (Connie Britton) que trata a família como se fossem seus criados, passando pelo desajuste e pelo sarcasmo dos adolescentes em cena. Uma minissérie de seis episódios para rir com desconforto. Muito desconforto.

HBO (T1), 12 Jul.

Os Masters do Universo: Revelação

Crianças dos 80s, aproximem-se: uma das séries de animação mais queridas daquela década está de volta. Kevin Smith (Clerks) escreve e realiza este retorno a Eternia, recuperando a cronologia original e dando continuidade à batalha cataclísmica entre He-Man e Skeletor. A série será exibida em duas partes. Nesta primeira, Teela reúne os Guardiões de Grayskull para procurarem a desaparecida Espada do Poder. Objectivo: impedir o fim do universo. Nota para o estilo de animação, que ao contrário de She-Ra e as Princesas do Poder (cinco temporadas na Netflix) é quase um fac-símile de outros tempos.

Netflix (T1), 23 Jul (Pt. 1).

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Ted Lasso

O futebol inglês não assistia a mind games deste calibre desde a chegada de Mourinho ao Chelsea. Mas, ao contrário do português, o norte-americano Ted Lasso desconcerta tanto os adversários como a própria equipa com candura, gentileza e um absoluto desconhecimento do jogo. Treinador de futebol americano e pasteleiro nas horas vagas, Ted (Jason Sudeikis, num papel que valeu um Globo de Ouro) foi contratado para manager do AFC Richmond pela despeitada Rebecca Welton (Hannah Waddingham) para afundar deliberadamente o clube, que era do ex-marido. Ela arrepende-se, mas tarde – e a equipa desce de divisão. É então que Ted descobre outra prática desportiva pouco americana: quem desce pode voltar a subir. Eis o ponto de partida para a segunda temporada.

Apple TV+ (T2), 23 Jul.

Mais séries para ver:

  • Filmes

Chegou timidamente aos nossos ecrãs, mas hoje seria difícil imaginarmo-nos sem ela. Entre conteúdos originais de grande qualidade e outros que foram aproveitados (ou mesmo ressuscitados), a Netflix parece não querer abrandar no número de entretenimento disponibilizado e está, continuamente, a trazer-nos apostas dignas de binge watching. Títulos como Gambito de DamaOzark, Stranger Things ou The Crown mostram bem aquilo em que a plataforma trabalha, e outros como Breaking Bad Arrested Development são óptimos exemplos de como levar audiência ao seu moinho (o streaming) por meios comprovados. A apontar-lhe alguma coisa, será a oscilação de conteúdos: estamos sempre na vertigem de ver a nossa série favorita desaparecer do catálogo. Por isso, não perca tempo: prepare-se para uma maratona e siga estas sugestões das melhores séries para ver na Netflix.

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  • Filmes

Desde que chegou a HBO (para não falar nos outros serviços de streaming que apareceram entretanto) ficou ainda mais complicado gerir a agenda – e não falamos apenas da vida social, mas do calendário de estreias de séries. A pensar nisso, fizemos-lhe uma selecção das séries na HBO que vale a pena ver e que nunca o farão perder tempo. Recuperamos os clássicos que não pode perder e as novidades que têm dado que falar. De Os Sopranos e A Guerra dos Tronos até à aclamada Zero Zero Zero, de Roberto Saviano, e a mais recente criação de Joss Whedon, The Nevers, estas são as séries na HBO que tem de ver.

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  • Filmes

Há cada vez mais e melhores séries de super-heróis na televisão. Dos personagens da DC no chamado Arrowverse do canal CW – Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e Supergirl – à comitiva da Marvel na Netflix – Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro –, passando pelos inúmeros vigilantes (e não só) que se desdobram por outros canais e plataformas, sem se inserirem num complexo universo partilhado, com Watchmen da HBO à cabeça. Mas não é de agora que há super-heróis na televisão: há uma ou outra velha série que merece ser revista. A começar pelos desenhos animados de Batman dos anos 90. Recomendado: 12 grandes filmes de piratas

  • Filmes

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Portanto, se vai começar a disparar insultos e a pedir justificações para as suas séries de comédia preferidas não estarem aqui avisamos já que não vai ter sucesso. Podiam ser outras, mas são estas. E pedimos desculpa às que ficaram de fora. Mais um alerta à tripulação: estas séries de comédia estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco.  Recomendado: Séries a não perder este mês

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  • Filmes

Longe vão os tempos em que os actores portugueses estavam limitados ao mercado nacional das novelas. Nos últimos anos, acompanhando o crescimento das plataformas de streaming, há cada vez mais actores a darem cartas em grandes produções internacionais, seja em filmes ou em séries. Na Netflix, Pêpê Rapazote foi, em 2017, o primeiro português a participar numa das grandes produções do momento, Narcos. Depois dele, Alba Baptista, com Warrior Nun, Nuno Lopes em White Lines, ou mais recentemente Albano Jerónimo, em The One, continuaram a representar Portugal além-fronteiras. Mas também há filmes na plataforma de streaming com a participação de nomes conhecidos, caso de Lídia Franco ou Diogo Morgado, entre outros. Estes são os actores portugueses na Netflix.

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