A Time Out na sua caixa de entrada

Procurar
Sopranos
©IMDBJames Gandolfini em Os Sopranos

As 50 melhores séries na HBO Max

Clássicos obrigatórios e novidades que dão que falar: são estas as séries na HBO Max que tem de ver.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
Publicidade

Desde 8 de Março que a HBO Portugal deu lugar à HBO Max. A mudança de nome foi acompanhada por um site renovado e apps mais funcionais, mas o cardápio de séries é basicamente o mesmo, que já era excelente, e vai continuar a crescer – o catálogo dos filmes, porém, foi muito e bem reforçado. Entre as centenas de séries disponíveis no serviço de streaming, há 50 que toda a gente precisa de ver pelo menos uma vez na vida. Desde clássicos como Os Sopranos a adições recentes como Yellowjackets, sem esquecer A Guerra dos Tronos, estas são as séries na HBO Max que tem de ver.

Recomendado: As melhores séries do momento

As 50 melhores séries na HBO Max

1. A Amiga Genial

A tetralogia A Amiga Genial, de Elena Ferrante, deu uma série que chegou a Portugal em 2019. Conta a história das jovens Lila e Lenù, protagonizadas por Elisa del Genio e Ludovica Nasti, em crianças, e Margherita Mazzucco e Gaia Girace, em adolescentes. Elena Ferrante, o pseudónimo literário da autora que teima em manter-se no anonimato, colaborou na escrita do argumento.

2. A Grande Onda da Nazaré

São muitos os sucessos que nos apresentam como absolutamente extraordinários, e que aceitamos que sim, senhor, são absolutamente extraordinários, mas que não compreendemos de todo o quão absolutamente extraordinários eles são. Uma vacina de mRNA, por exemplo. Outro caso, que até pôs Portugal nos noticiários internacionais, foi o da grande onda da Nazaré, onde se estabeleceram novos recordes mundiais de surf. Uma onda com 20 metros de altura é uma onda como as outras que só precisa de um pouco mais de coragem e perícia – certo? Errado. Esta série documental mostra como o feito de Garrett McNamara e da sua equipa é muito mais do que entradas no Livro do Guiness, comendas e patrocínios – é a Humanidade a aprender a ultrapassar uma armadilha letal dos mares. Outra vez.

Publicidade

3. A Guerra dos Tronos

É o maior fenómeno televisivo dos últimos anos, tendo conquistado até aqueles que diziam que não gostavam de séries de fantasia. Adaptada dos livros de George R.R. Martin, As Crónicas de Gelo e Fogoeditados em Portugal pela Saída de Emergência, A Guerra dos Tronos ensinou-nos a esperar o inesperado. Não é um cliché: esta foi a primeira série que matou protagonistas a torto e a direito. Chegou ao fim em 2019. Oito temporadas depois. Mas não se apoquente, a HBO tem vários projectos em mãos com este universo. 

4. A Very British Scandal

Sarah Phelps volta a pousar as histórias de Agatha Christie para nos presentear, mesmo ao cair do pano de 2021, não com um culpado mas com a segunda temporada desta série antológica. Depois do escândalo a envolver Jeremy Thorpe (2018), eis o caso Argyll contra Argyll, pernicioso divórcio contencioso entre o duque e a duquesa de Argyll, em 1963, por múltiplas infidelidades desta (provadas em tribunal com recurso a diários, cartas e a uma polaroid explícita). Paul Bettany faz o duque, Ian, um pulha arrivista. Claire Foy faz a duquesa, Margaret, filha desempoeirada de um industrial endinheirado.

Publicidade

5. Adult Material

É o Citizen Kane das séries de televisão: a narrativa persegue um “rosebud” sobre o qual abundam as incertezas. Embora nesta minissérie de quatro episódios, criada por Lucy Kirkwood para o Channel 4, não se encontrem trenós nem significados misteriosos. “Rosebud”, aqui, é o prolapso rectal de uma jovem actriz pornográfica (Siena Kelly), e o motivo para a experiente Jolene Dollar (Hayley Squires, de Eu, Daniel Blake) pôr em risco o que lhe resta da carreira, e da saúde, para sair publicamente em sua defesa. Adult Material é um breve e amoral exercício sobre a implacável indústria dos conteúdos para adultos, mas também sobre as debilidades do feminismo sem consciência de classe.

6. Angels In America

É uma das obras-primas da HBO. Realizada pelo saudoso Mike Nichols, a partir da premiada peça de Tony Kushner, e com um elenco de luxo encabeçado por Al Pacino e Meryl Streep, mais Emma Thompson, Mary-Louise Parker, Jeffrey Wright, Justin Kirk, Ben Shenkman e Patrick Wilson (para citar apenas os intérpretes nomeados para os Emmys pela série), é uma das produções televisivas mais premiadas da história. E, por falar em história, a da série passa-se na Nova Iorque da década de 80, sitiada pelo VIH-sida e pela presidência de Ronald Reagan.

Publicidade

7. Barry

Pode um assassino ser boa pessoa? Barry Berkman, brilhantemente interpretado por Bill Hader, acredita que sim e luta todos os dias para se convencer disso. Até porque só é contratado para matar os tipos maus de quem ninguém vai ter saudades, nesta comédia negra escrita e co-criada pelo próprio Bill Hader, que tanto nos põe a rir como a ter pena da fragilidade humana.

8. Big Little Lies

Foi anunciada como uma minissérie de uma temporada apenas, mas o sucesso foi tal que a HBO fez mais uma leva de episódios. Big Little Lies, a série que trouxe Hollywood para a televisão, foi o melhor que vimos em 2017, em parte pelo efeito surpresa que causou. Uma história de mulheres, protagonizada por Shailene Woodley, Laura Dern, Nicole Kidman e Reese Witherspoon – as duas últimas são também as produtoras. Destaque para a interpretação dos miúdos e para a banda sonora de luxo. A segunda temporada juntou ao elenco um peso pesado: Meryl Streep.

Publicidade

9. Boardwalk Empire

Com a década da Proibição a servir de pano de fundo, Boardwalk Empire gira em torno da história de Enoch "Nucky" Thompson (Steve Buscemi), o tesoureiro de Atlantic County, em Atlantic City, um personagem com ligações duvidosas. Corrupto, implacável e em contacto com alguns dos nomes mais sonantes do crime organizado da altura (Al Capone, Charles "Lucky" Luciano, Arnold Rothstein), Nucky vai serpenteando entre negócios e influências, enquanto mantém a presença política. Boardwalk Empire é uma experiência imersiva e bem contada, com supervisão de Martin Scorcese, e que recebeu dois Globos de Ouro.

10. Calma, Larry

Um ano depois do final de Seinfeld, estreou-se na HBO Larry David: Curb Your Enthusiasm, um falso documentário com uma hora de duração em que o co-criador de Seinfeld tentava convencer os patrões da HBO a financiar uma hora de televisão sobre o seu regresso ao circuito da stand-up comedy. Um ano mais tarde, em 2000, estreou-se esta série em que Larry David voltou a interpretar a mesma versão ficcionada e hiperbolizada dele próprio, um produtor de televisão semi-reformado, egocêntrico e idiossincrático, acossado pelas infelicidades do quotidiano. Passadas mais de duas décadas, continua a voltar ao papel de vez em quando.

Publicidade

11. Chernobyl

Mais do que recordar-nos tudo o que aconteceu no dia 26 de Abril de 1986, esta série mostra-nos a dura realidade de todos aqueles que sofreram directamente com as explosões num dos reactores da central nuclear de Chernobil. Ainda mal se sabia que se tratava do pior desastre nuclear da história da Humanidade com marcas ainda bem presentes nos dias de hoje. Chernobyl, de apenas cinco episódios, conquistou a crítica e o público num raro momento de consenso na televisão.  

12. Dexter

Quando o conhecemos, em 2006, era um técnico forense especializado em padrões de sangue. Um tipo reservado e sem interesse para todos os que trabalhavam naquela esquadra de Miami, com excepção da irmã, Debra Morgan (Jennifer Carpenter), uma detective durona com queda para ignorar a hierarquia. Depois, percebemos que Dexter (Michael C. Hall, saído de Sete Palmos de Terra) tinha jeito com lâminas – e era um serial killer, que perseguia e matava qualquer criminoso que fugisse às teias da justiça. A série pegou de estaca, mas terminaria de forma inglória à oitava temporada. Regressou em 2021 sob o título Dexter: New Blood, após quase uma década, para resolver final tragicamente desinspirado. Camuflado numa outra vida, mas com os impulsos sanguinários de sempre.

Publicidade

13. Doom Patrol

Os personagens de Doom Patrol apareceram pela primeira vez em Titans, disponível em Portugal na Netflix, no entanto as duas séries são muito diferentes. Ao contrário da primeira produção própria da DC, a nova série tem muito bom aspecto, um elenco onde se destacam nomes com experiência em Hollywood  como Timothy Dalton e Brendan Fraser  e sobretudo uma abordagem inteligente e pós-moderna às histórias de super-heróis, inspirada nos comics de Grant Morrison.

14. Eastbound & Down

Dez anos antes de nos fazer chorar a rir da hipocrisia das mega-igrejas evangélicas americanas, com The Righteous Gemstones, Danny McBride entrou para a história da HBO com Eastbound & Down (que co-criou, produziu e escreveu) e o seu Kenny Powers, um jogador de basebol caído em desgraça que tem de voltar à terra que o viu nascer para dar aulas de educação física. Claro que mantém vivo o sonho de voltar ao topo da carreira desportiva, apesar de não conseguir parar de se auto-sabotar, com resultados hilariantes.

Publicidade

15. Euphoria

Baseada na série israelita com o mesmo título, esta produção americana é protagonizada por Zendaya, Austin Abrams e Sydney Sweeney. Acompanha um grupo de liceais que têm que lidar com drogas, sexo, problemas de identidade, traumas, romances, amizade e com as redes sociais. A primeira temporada foi para o ar em 2019, a segunda em 2022.

16. Friends

Amigos, amigos, séries à parte. Só que como é que resolvemos isto quando falamos de Friends? Bom, resolvendo. A produção criada por David Crane e Marta Kauffman (e que esteve uma década na NBC, de 1994 a 2004) foi vista por milhões (sejamos concretos: 52,5 milhões de pessoas viram o último episódio) e nomeada 62 vezes para os Emmy Awards. E Friends é, no fundo, o conjunto de peripécias de seis amigos, na sua grande maioria solteiros, que começam a cruzar vivências e hábitos. Num drama forçado que precipita o riso. Ou seja, no final do trabalho juntamo-nos todos num bar/café ou na casa de alguém para debitar os problemas do trabalho ou os episódios caricatos que passámos nos transportes públicos, certo? Isso é Friends.

Publicidade

17. I May Destroy You

Michaela Coel, a talentosa actriz e argumentista de Pastilha Elástica (Netflix), está de volta à intimidade – mas desta vez numa série dramática que gira em torno do consentimento e da violação. Coel protagoniza, escreve, produz e co-realiza I May Destroy You e, logo no primeiro dos 12 episódios, confronta-nos com o mais insidioso dos preconceitos de que são alvo as vítimas de violência sexual: que culpa parcial carregam elas no crime?

18. Industry

Seguindo a tendência de Billions ou Succession, que dão a conhecer a precariedade e a dureza do mundo dos negócios, esta série criada por Konrad Kay e Mickey Down, ex-trabalhadores na área, é especialmente desoladora e explícita. Exemplo desse mundo alimentado a drogas, excessos e sexo é o dia-a-dia do grupo de estagiários recém-licenciados que a série acompanha. O objectivo é tão somente conseguir lugar num banco de investimento da City londrina, a custo de quase tudo.

Publicidade

19. Irmãos de Armas

Steven Spielberg e Tom Hanks foram os produtores executivos desta série da HBO que adapta e dramatiza o livro do historiador Stephen E. Ambrose, sobre os pára-quedistas da companhia “Easy” da 101.ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA, desde a recruta até à rendição do Japão e ao final da II Guerra Mundial. Irmãos de Armas (Band of Brothers, no original americano) teve um orçamento de blockbuster: 125 milhões de dólares.

20. It's a Sin

Russell T Davies (Doctor WhoYears and Years) demorou três décadas a conseguir contar como queria a sua história e a dos seus amigos, da geração de pessoas LGBT que caiu na trituradora do VIH-sida nos anos 1980 e 1990. Depois, demorou mais um pouco, visto que as televisões britânicas não estavam interessadas num drama tão pesadamente real. Em boa hora se chegou à frente o Channel 4, mesmo reduzindo a série a cinco episódios. São cinco episódios pungentes, focados num grupo de amigos que ousou experimentar a liberdade e acabou traído pelo “pecado”, e humilhado pela ignorância das próprias famílias.

Publicidade

21. Liar

Uma professora em processo de divórcio, um cirurgião viúvo, um jantar, uma acusação muito grave. Assim começa esta série da HBO que quer trocar as voltas ao espectador. Laura Nielson (Joanne Froggatt) é uma professora dedicada que se está a divorciar. Andrew Earlham (Ioan Gruffudd) é um cirurgião conceituado que enviuvou recentemente e cujo filho é aluno da escola de Laura. Os dois encontram-se e sentem-se de imediato atraídos. Combinam jantar fora, mas no dia seguinte tudo parece ter mudado e a sensação de normalidade foi substituída pela tensão e pela inquietação associadas a uma situação que correu mal.

22. Mare of Easttown

Se durasse apenas duas horas, Mare of Easttown poderia bem ser um filme americano das décadas de 60 ou de 70, daqueles em que o tema policial também se projecta nas dimensões individuais, sociais e íntimas, entretecido que está numa história que envolve a pequena comunidade do interior dos EUA em que se passa, Easttown, e as famílias que lá vivem. Kate Winslet interpreta a heroína, uma sargento-detective ferida no corpo, no coração e na alma por um drama familiar. A série conta um enredo policial que se desdobra em crónica familiar, ambos inflexivelmente realistas e sombrios.

Publicidade

23. Mundos Paralelos

A adaptação da famosa trilogia de Philip Pullman chegou ao pequeno ecrã depois de não ter sido o sucesso que se esperava no cinema – estreou em 2007 com Nicole Kidman e Daniel Craig. Na HBO, a história de Lyra Belacqua (Dafne Keen), uma órfã de 12 anos que luta contra um grupo de raptores de crianças, os Gobblers, com a ajuda do seu tio Lord Asriel (James McAvoy), tem duas temporadas. E uma terceira (e última) está a caminho. 

24. Normal People

O aclamado romance de Sally Rooney deu origem a esta série realizada por Lenny Abrahamson. Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones dão vida a Connel Waldron e a Marianne Sheridan, dois adolescentes que protagonizam uma história de amor profunda e moderna. Ao longo de seis episódios, assiste-se à evolução da relação e à transformação por que ambos passam ao saírem da bolha do liceu onde estudavam e da nova vida numa grande cidade. Tudo narrado com sensibilidade e bastante realismo.

Publicidade

25. Painting with John

Podemos resumi-la como uma visita guiada pelas memórias de um artista marcante. John Lurie atingiu o pico da fama há mais de 30 anos. Fez filmes com Jim Jarmusch, Martin Scorsese ou David Lynch, mas a doença afastou-o da ribalta e fez dele um eremita. A série recém-estreada na HBO abre as portas do eremitério a que chama casa numa ilha das Caraíbas, através da lente de Erik Mockus, e presenteia os espectadores com um rol de histórias e considerações sobre a vida. Produzido por Adam McKay (realizador de A Queda de Wall Street, produtor de Succession) e Todd Schulman (Borat, o Filme Seguinte), esta é uma série para ver e lembrar que é preciso divertimo-nos todos os dias.

26. Pátria

O livro homónimo de Fernando Aramburu, escritor basco, deu origem à série da HBO. Adaptada ao pequeno ecrã por Aitor Gabilondo e realizada por Félix Viscarret e Óscar Pedraza, debruça-se sobre a vida de duas famílias bascas e o impacto das mais de três décadas de terrorismo que assolou a região. Tudo se baseia nas histórias de duas mulheres, que em tempos foram amigas, até ao dia em que o marido de uma delas é assassinado. A narrativa tem início no dia em que a ETA anuncia o fim da luta armada – a partir daí a trama vai-se tornando mais complexa, cruzando-se histórias e ligações. Um drama poderoso, que para alguns será real.

Publicidade

27. Roma

Três pesos-pesados da televisão mundial – BBC, HBO e RAI – juntaram forças para pôr de pé esta ambiciosa série passada na Roma antiga e rodada em Itália, que conta com John Milius entre os seus criadores, e apresenta uma pormenorizada recriação de época. A acção passa-se no século I aC, seguindo dois militares romanos, Lucius Vorenus e Titus Pullus, que se vêem envolvidos nos principais acontecimentos dessa era.

28. Sangue Fresco

Vencedora de um Emmy e de um Globo de Ouro, esta série adapta a colecção de livros de Charlaine Harris, sobre como, numa nova era de evolução científica, os vampiros deixam de ser monstros lendários para se tornarem cidadãos comuns. Mas essa mudança, que aconteceu do dia para a noite, não dispensa uma boa dose de polémica nem impede que, numa pacata cidade do Louisiana, as coisas não corram como esperado. A protagonista é Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma empregada de mesa com poderes telepáticos que se apaixona por Bill Compton (Stephen Moyer), um vampiro.

Publicidade

29. Sete Palmos de Terra

Já sabemos que vamos todos morrer, mas não é fácil alguém conseguir deixar-nos a rir com isso. E esse é um dos muitos méritos de Sete Palmos de Terra, criada por Alan Ball, argumentista de Beleza Americana. E qual a melhor forma para falar da morte senão através de uma agência funerária? Aqui nas mãos dos disfuncionais Fisher. Eles lidam, com todo o profissionalismo, com a morte, a não ser quando lhes desaparece alguém querido. Mas a vida continua.

30. Scenes From a Marriage

Mira (Jessica Chastain) e Jonathan (Oscar Isaac) são um casal racionalmente feliz, oleado e funcional. Têm boa casa, bons empregos, uma filha, amigos. Mas há qualquer coisa que não está bem. Quando são entrevistados por uma estudante de doutoramento, cuja tese versa sobre casamentos “bem sucedidos” em que é a mulher quem mais contribui para a economia familiar, a pergunta que fica a ecoar é: o que é um casamento “bem sucedido”? Duradouro? É esse o gatilho para as “cenas” seguintes em que os protagonistas vão conversando, discutindo, medindo distâncias e atingindo-se mutuamente. Com Hagai Levi (Terapia) como showrunner, Scenes From a Marriage é um remake de Cenas da Vida Conjugal, minissérie de 1973 assinada por Ingmar Bergman e posteriormente condensada num filme, que foi um sucesso tal na Suécia que os números de divórcios e de consultas de terapia de casal dispararam no país.

Publicidade

31. Sopranos

Não há ninguém que não tenha ouvido falar de Sopranos. E não é por acaso: esta foi a série que marcou uma viragem na televisão, que provou que a qualidade na ficção não se resumia ao cinema. Nem as duas décadas que separam a estreia da série fazem esquecer James Gandolfini no papel de Tony Soprano, o pai de família e chefe da máfia de Nova Jérsia que recorre frequentemente à sua terapeuta para superar os problemas nos negócios e na vida privada. Criada por David Chase, a série, que chegou ao fim seis temporadas depois em 2007, venceu 21 Emmys e cinco Globos de Ouro.

32. Succession

Esta comédia dramática é, actual e justamente, a mais aclamada série da HBO. Apesar das interpretações competentíssimas de Brian Cox (o patriarca e patrão do império mediático Waystar Royco, Logan Roy), Jeremy Strong, Kieran Culkin, Sarah Snook (respectivamente Kendall, Roman e Shiv, os herdeiros interessados no lugar do pai) e Alan Ruck (Connor, o filho alheado da empresa e da realidade), o mérito é sobretudo do criador Jesse Armstrong, dos diálogos – ricos em imagens, graças e trocadilhos – e do argumento urdidos por ele e pelos restantes argumentistas. Mesmo quando nada parece passar-se, eles prendem-nos ao ecrã.

Publicidade

33. State of The Union

A vida já foi mais fácil e feliz para Louise (Rosamund Pike) e Tom (Chris O’Dowd) e por isso é que juntos procuram uma terapeuta conjugal, daí o nome da série. Por aqui não se debate o estado da nação, mas o estado das coisas lá de casa. Cada episódio acontece num pub, precisamente antes da sessão de terapia. Uma comédia perfeita para quem não tem muito tempo a perder: não há episódios com mais de 12 minutos. Nick Hornby, nomeado para os Óscares com os argumentos de Brooklyn e Uma Outra Educação, é o autor.

34. The Leftovers

Criada por Damon Lindelof, um dos cérebros por detrás de Lost, e Tom Perrotta, o escritor do livro homónimo, The Leftovers é uma das melhores séries dos últimos anos. A acção começa três anos depois do desaparecimento súbito e literal de 140 milhões de pessoas (mais ou menos 2% da população mundial), um acontecimento traumático que mudou o mundo de maneiras que não são imediatamente óbvias. Uma boa premissa, que se torna excepcional precisamente porque os autores optam por centrar a história num pequeno grupo de pessoas e não tanto nas consequências sociológicas deste evento.

Publicidade

35. The Nevers

Londres, era vitoriana. Em Agosto de 1896, a capital britânica é atingida por um fenómeno sobrenatural que concede a algumas pessoas – sobretudo mulheres – capacidades especiais. Criada por Joss Whedon, The Nevers mostra Amalia True (Laura Donnelly) e Penance Adair (Ann Skelly) na sua tentativa de proteger e cuidar de todos que, de uma forma ou de outra, fazem agora parte deste grupo que desenvolveu habilidades incomuns e que está sob ameaça.

36. The O.C. — Na Terra dos Ricos

Ryan Atwood (Ben McKenzie) é um adolescente problemático, com problemas familiares e um futuro incerto. Pelo menos até que Sandy Cohen (Peter Gallagher), um advogado idealista e de origens modestas, se cruza com ele e decide levá-la para a sua casa na luxuosa Newport Port, em Orange County, Califórnia. Ryan não demora a ficar próximo de Seth (Adam Brody), o filho desajeitado de Sandy e Kirsten, e a apaixonar-se pela vizinha Mariza Cooper (Mischa Barton), nesta série liceal de Josh Schwartz, com uma banda sonora indie absolutamente memorável.

Publicidade

37. The Outsider

Esta é mais uma série baseada em livros. The Outsider, de Stephen King, foi publicado em 2018 e rapidamente adaptado para série. A história passa-se em Flint City, uma cidade no Oklahoma, e cruza o policial e o sobrenatural. O assassínio brutal de uma criança dá origem a uma investigação que, aparentemente, é resolvida sem grandes dificuldades. Mas acaba por se perceber que o assassino não poderá ter cometido o crime. The Outsider tem como principais intérpretes Ben Mendelsohn (Ralph Anderson), Cynthia Erivo (Holly Gibney) e Jason Bateman (Terry Maitland), contando ainda com a participação de nomes como Paddy Considine, Mare Winningham e Bill Camp. Mendelsohn, Bateman e o argumentista Richard Price são também produtores executivos da série.

38. The Righteous Gemstones

A mais recente série de Danny McBride (que enfia os chapéus de actor, realizador, argumentista e produtor executivo) une humor ácido, drama, suspense e subtis críticas às igrejas que abusam da fé dos outros para enriquecer. Em The Righteous Gemstones somos apresentados à vida luxuosa dos excêntricos Gemstone: Eli (John Goodman) é o patriarca da família, um poderoso pastor evangélico conhecido pelas suas técnicas de salvação, missões internacionais e o seu famoso programa de TV. Com a morte da mulher, vê-se em conflito com os filhos. Jesse (Danny McBride) é o mais velho dos irmãos e acredita ser o sucessor ao trono, mesmo sendo submisso ao pai e tendo acções irresponsáveis. Kelvin (Adam Devine) é o irmão mais novo e sensato, dedicando-se à missão da igreja e com foco nos jovens cristãos. Judy (Edi Patterson) é a única mulher da família e procura a aprovação do pai, que não lhe permite ter as mesmas chances que os irmãos. Mas o melhor personagem é talvez Billy Freeman (Walton Goggins), o cunhado de Eli.

Publicidade

39. The Undoing

A primeira coisa que captura a nossa atenção é o elenco, encabeçado por Nicole Kidman e Hugh Grant, com Donald Sutherland num papel secundário. Mas não são menos importantes para o sucesso desta minissérie da HBO o argumento de David E. Kelley, que já tinha trabalhado e bem com Kidman em Big Little Lies, nem a realização da dinamarquesa Susanne Bier (The Night Manager). Todos contribuem para que esta história, que começa como um policial e termina num drama de tribunal, nos prenda ao ecrã durante horas.

40. The Wire

Aclamada como uma das melhores séries de sempre, The Wire (2002-2008) é a história do crime e do mundo da droga nas ruas de Baltimore. Criada por David Simone, a série continua actual nos dias de hoje, mostrando que a justiça e a verdade nem sempre está do lado da polícia. A decadência das instituições e a violência das ruas são um retrato muitas vezes real do que se passa no mundo.

Publicidade

41. The White Lotus

Mike White, o argumentista por detrás de Chuck & Buck e Escola de Rock, leva-nos para um exclusivo resort num lugar idílico, no Havai, com funcionários disponíveis e sorridentes, prontos para garantir umas férias perfeitas aos seus hóspedes. Mas esse é o retrato sem as idiossincrasias de cada uma das suas personagens, do gerente em sofrimento (Murray Bartlett) à gestora de sucesso (Connie Britton) que trata a família como se fossem seus criados, passando pelo desajuste e pelo sarcasmo dos adolescentes em cena. Uma minissérie de seis episódios para rir com desconforto. Muito desconforto.

42. True Detective

A primeira temporada chegou em 2012, com Matthew McConaughey e Woody Harrelson como protagonistas, e arrebatou a crítica. As expectativas elevaram-se e à nova leva de episódios, em 2015, seguiram-se vozes de descontentamento. A segunda temporada da série policial de antologia não estava ao nível e as audiências sofreram. A terceira temporada demorou até 2019. Mahershala Ali é o protagonista e, apesar dos elogios dos críticos, as audiências continuaram a descer. De momento, equaciona-se uma quarta.

Publicidade

43. Twin Peaks

A seminal série de David Lynch e Mark Frost, que na década de 90 transcendeu e subverteu o formato televisivo, parodiando (e desconstruindo) alguns lugares comuns do meio, pode ser vista na HBO Max. E a sua continuação, Twin Peaks: The Return, estreada em 2017, 16 anos depois do final da segunda temporada, também. Realizada integralmente por Lynch, que apenas filmou alguns dos episódios originais, e escrita por ele e por Mark Frost, é uma série negra, ambiciosa e formalmente arrojada que, pela segunda vez, transcendeu os limites do meio — ao ponto de ser considerada o melhor “filme” de 2017 pelos históricos Cahiers du Cinéma.

44. Veep

À sétima e última temporada, Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) tenta regressar à Casa Branca, candidatando-se a Presidente, não de todos os americanos mas dos verdadeiros americanos – “E depois logo se vê o que é que isso significa”, diz às tantas. Como se pode ver, ela continua egocêntrica e, muito provavelmente, incompetente. Não parece ter aprendido grande coisa durante o tempo em que foi vice e Presidente. Não tivesse Veep aparecido em 2012, ainda antes de imaginarmos que Donald Trump seria Presidente, e seria fácil dizer de onde vinha a inspiração de Armando Iannucci. Mas, na verdade, Iannucci aproveitou o sucesso de The Thick of It e criou uma versão adaptada à realidade política norte-americana. Conseguiu com isso um novo sucesso, que conquistou Emmys em todos os anos em que concorreu.

Publicidade

45. Vice Principals

Pelo meio de Eastbound & Down e The Righteous Gemstones, Danny McBride criou Vice Principals com o seu co-conspirador Jody Hill. Esta comédia negra, dirigida por Jody Hill na primeira temporada e por David Gordon Green na segunda (com um episódio realizado pelo próprio McBride em cada ano), segue as peripécias do insuportável Neal Gamby (McBride, claro) e o sociopático Lee Russell (Walton Goggins, magnífico), os vice-directores de uma escola secundária que pensavam que iam subir na carreira quando o director interpretado por Bill Murray se reforma. Mas ele não confia neles e nomeia uma sucessora vinda de fora, a Dr. Belinda Brown (Kimberly Hébert Gregory), cujo trabalho eles decidem sabotar.

46. Watchmen

Watchmen não é uma adaptação do romance gráfico de culto criado há 30 anos por Alan Moore e Dave Gibbons. A mais recente série Damon Lindelof, que nos deu clássicos como Lost ou The Leftovers, passa-se na actualidade, mas no mesmo mundo que a história original: uma realidade alternativa à que conhecemos, em que o aparecimento de super-heróis nos anos 40 e 60 mudou o rumo da história. Os veteranos Don Johnson e Jeremy Irons (no papel de Ozymandias) são dois dos rostos principais.

Publicidade

47. We Are Who We Are

Luca Guadagnino, realizador de Call Me By Your Name, estreou-se no pequeno ecrã com uma série na HBO. A produção, que conta com a participação de Chloe Sevigny, Kid Cudi, Alice Braga ou Jack Dylan Grazer, conta a história de Fraser William (Grazer) e da mudança para uma base militar em Veneto, Itália. É aí que conhece Caitlin (Jordan Kristine Seamón). Os dois tornam-se próximos, mas os problemas próprios da adolescência põem a relação à prova.

48. Westworld

A primeira temporada, estreada em 2016, foi um fenómeno. Cativou multidões e garantiu uma legião de fãs. A terceira temporada da série criada por Jonathan Nolan e Lisa Joy foge ao que estávamos à espera. Há entradas novas de actores. Aaron Paul, Vincent Cassel, Lena Waithe ou John Gallagher Jr. são as novas contratações. E a batalha entre humanos e andróides tem um novo palco. O que deve reter sobre esta série é que tudo começa quando humanos inventam uma forma de realidade virtual que lhes permite viver num mundo em que são imortais e que não sofrem consequências das suas acções. Ou se calhar não.

Publicidade

49. Years And Years

O drama familiar futurista Years And Years, escrito por Russell T. Davies, marca o regresso de Emma Thompson ao pequeno ecrã. A série segue a dispersa família Lyons, que converge para um momento crucial: o nascimento do mais novo membro do clã, Lincoln. Nos quinze anos seguintes, à medida que a Grã-Bretanha cai num futuro cada vez mais instável, a família navega nas suas próprias reviravoltas, triunfos e tragédias.

50. ZeroZeroZero

Em 2013, o jornalista italiano Roberto Saviano escreveu o livro homónimo que serviria de base a esta série. Nas suas primeiras página escreveu: “Anda a consumir coca quem vai agora sentado ao teu lado no comboio e que a tomou para acordar hoje de manhã, ou o motorista ao volante do autocarro que te leva para casa, por querer fazer todas as horas extraordinárias sem sentir cãibras na cervical…”.  A série mostra a realidade e a dimensão assustadora do tráfico de droga, expondo a dimensão, os canais, os recursos, o aparato económico e os múltiplos actores, dos anónimos aos cabecilhas, das modernas redes de contrabando mundial de estupefacientes.

Mais séries para ver

  • Filmes

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Portanto, se vai começar a disparar insultos e a pedir justificações para as suas séries de comédia preferidas não estarem aqui avisamos já que não vai ter sucesso. Podiam ser outras, mas são estas. E pedimos desculpa às que ficaram de fora. Mais um alerta à tripulação: estas séries de comédia estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco.  Recomendado: Séries a não perder este mês

  • Filmes

Começou timidamente em Portugal, com uma mão cheia de bons conteúdos e algumas apostas menos conseguidas. Com o passar dos anos, ganhou terreno, fez muitos de nós trocar as noitadas na rua pelas noites no sofá e na cama, e é difícil imaginar a vida sem saber que a temos ali. Filmes, séries, documentários, docusséries, há muito material para ver e fazer verdadeiras maratonas visuais sem sair de casa (e mesmo se o quiser fazer, é só levá-la no telefone). Junte-se à febre do streaming e conheça as melhores séries para ver na Netflix. Recomendado: As 25 melhores séries de comédia

Publicidade
  • Filmes

Ter menos coisas é sinónimo de mais tempo e liberdade para fazer o que lhe dá prazer. Mas ser minimalista não significa abdicar de todas as suas posses materiais nem deixar de consumir. Significa, sim, livrar-se do que não é essencial e aprender a consumir melhor. Para o ajudar a pôr a vida em ordem, reunimos duas séries e dois documentários sobre o poder do menos. Desde Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, do movimento The Minimalists, até à guru da organização Marie Kondo, estes são os professores e as lições de que precisa para aprender mais sobre minimalismo, organização, casas pequenas e desperdício zero.

Recomendado: Três documentários sobre sustentabilidade para ver em casa

 

  • Filmes

É verdade que os serviços de entrega de comida continuam a levar o melhor dos restaurantes às nossas casas, mas não é a mesma coisa. Ainda bem que existem séries e documentários que ajudam a matar saudades das histórias dos chefs, das paredes dos restaurantes, e muito mais. Há de tudo nesta ementa: desde clássicos modernos, como Anthony Bourdain: No Reservations e Jiro Dreams of Sushi, a fenómenos mais recentes, como Ugly Delicious. E sim, bem sabemos que o efeito destas incursões audiovisuais não é propriamente o que queremos, tendo em conta que há pouco mais a fazer do que fazer rusgas ao frigorífico. Esta lista é para comer tudo com os olhos e nada com a boca. O que já não é pouco.

Recomendado: 80 restaurantes no Porto com entregas take-away

Publicidade
  • Filmes

Há cada vez mais e melhores séries de super-heróis na televisão. Dos personagens da DC no chamado Arrowverse do canal CW – Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e Supergirl – à comitiva da Marvel na Netflix – Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro –, passando pelos inúmeros vigilantes (e não só) que se desdobram por outros canais e plataformas, sem se inserirem num complexo universo partilhado, com Watchmen da HBO à cabeça.

Mas não é de agora que há super-heróis na televisão: há uma ou outra velha série que merece ser revista. A começar pelos desenhos animados de Batman dos anos 90.

Recomendado: 12 grandes filmes de piratas

Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade