Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right O que é nacional é bom: 12 séries portuguesas para ver e recordar
Beatriz Batarda, Albano Jerónimo
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O que é nacional é bom: 12 séries portuguesas para ver e recordar

Não é só no estrangeiro que se faz boa televisão. Estas são as séries portuguesas que vale mesmo a pena ver.

Por Sebastião Almeida e Hugo Torres
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Longe vão os tempos em que a ficção na televisão nacional se resumia sobretudo às telenovelas. Nos últimos anos, a produção nacional de séries cresceu e provou que o formato pode funcionar. Conta-me Como Foi, adaptação do original espanhol Cuéntame Cómo Pasó, marcou em 2007 o início da mudança. Nos anos que se seguiram, a RTP trouxe ao público apostas bem sucedidas como Último a Sair, Mistérios de LisboaAs Linhas de Torres ou Odisseia. Sara, de Bruno Nogueira, ou Sul, de Ivo M. Ferreira, confirmaram que o panorama nacional mudou de vez. Mas também vale a pena voltar aos anos 1980 e recordar Duarte e Companhia – que está de volta ao pequeno ecrã, na RTP Memória, e a nossa única fuga ao século XXI. Mais recentemente, a SIC veio agitar as águas com o serviço de streaming OPTO e produções como Esperança.

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As melhores séries portuguesas

1. Duarte e Companhia (1985)

Pode dizer-se que é a série policial mais conhecida da televisão portuguesa. Estreou-se em 1985, na RTP, e foi transmitida até 1989. Criada por Rogério Ceitil, a trama gira em torno da agência de detectives privados de Duarte (Rui Mendes), que é acompanhado de Tó (António Assunção) e da secretária Joaninha (Paula Moura), a prima de Tó. Esta série icónica é forte em perseguições, pancadaria e em sons dramáticos a acompanhar as cenas, sempre com o humor e patetice presentes. Os vilões da série, Lucífer (Guilherme Filipe), Átila (Luís Vicente) e o "chinês" (Francisco Cheong), conhecido pela mítica deixa “eu não sele chinês, eu sele japonês”, também deixaram marca no imaginário dos portugueses.

2. Conta-me Como Foi (2007)

Inicia-se em 1968, ano em que Salazar sofre o aparatoso acidente da cadeira, e o país entra num período de mudança com a tomada de posse de Marcello Caetano. A série acompanha o dia-a-dia de uma família tradicional, retratando as suas dificuldades e peripécias. É através da voz adulta de Carlos (Luís Lucas), um dos filhos dos Lopes, que é contada a história da família e as transformações económicas e sociais do país. Com Miguel Guilherme, Rita Blanco, Catarina Avelar, Luís Ganito e Rita Brütt a darem vida aos personagens principais, a história termina em 1974, ano da Revolução. Entretanto, a série regressou com o mesmo elenco, mas desta vez centrando-se nos anos 80.

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3. Mistérios de Lisboa (2010)

Realizada por Raúl Ruiz, baseou-se na obra homónima do escritor Camilo Castelo Branco. Chegou primeiro ao cinema e mais tarde foi adaptado ao pequeno ecrã, em seis episódios de 53 minutos. O elenco é de luxo e conta com nomes como Adriano Luz, Maria João Bastos, Albano Jerónimo, Afonso Pimentel, Joana de Verona, Margarida Vila-Nova e Léa Seydoux. O enredo passa-se numa Lisboa do século XIX repleta de intrigas em que Pedro da Silva, o personagem principal, se faz passar por várias pessoas. A trama é marcada pela vingança, a paixão e os problemas familiares.

4. O Último a Sair (2011)

O ambiente de um reality show é recriado em 24 episódios, com actores e outras caras conhecidas da televisão portuguesa. Às tantas, quem assiste fica na dúvida se tudo é de facto real e se aquelas pessoas estão presas numa casa durante 24 horas por dia. João Quadros, Bruno Nogueira e Frederico Pombares escreveram o guião em que às tantas o improviso acaba por dominar. A série divide-se em dois blocos, um em que o apresentador (Miguel Guilherme) dirige as galas e outro em que os concorrentes (Bruno Nogueira, Gonçalo Waddington, Luciana Abreu, Débora Monteiro, entre outros) nomeiam os colegas de casa. Tudo à semelhança do que acontece nos programas do género.

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5. As Linhas de Torres (2012)

É outra produção que ganhou vida no grande ecrã e que foi adaptada ao formato de série posteriormente. Depois de duas tentativas de invadir Portugal em 1809 e 1810, Napoleão Bonaparte envia o Marechal Massena para tomar o território nacional. O exército português, apoiado pelas tropas britânicas do general Wellington, acaba por vencer os franceses. O plano elaborado pelo general britânico consistia em atrair o exército francês a Torres Vedras, onde foram construídas linhas fortificadas que impediriam qualquer avanço. Nos três episódios emitidos pela RTP é contada a história de um dos acontecimentos mais determinantes para a história portuguesa, com um elenco repleto de grandes nomes nacionais e internacionais, em que se destacam John Malkovich, Catherine Deneuve e Isabelle Huppert.

6. Odisseia (2013)

O início de 2013 trouxe consigo uma das melhores séries portuguesas dos últimos anos. Criada por Bruno Nogueira, Gonçalo Waddington e Tiago Guedes, que também se interpretam a si próprios, Odisseia é uma comédia pós-moderna, bem interpretada, bem escrita, bem filmada. Bem feita, ponto. Por um lado, temos Bruno Nogueira e Gonçalo Waddington a tentaram fugir dos seus problemas e demónios pessoais numa viagem por Portugal em autocaravana, com Nuno Lopes à ilharga. Ao mesmo tempo, desenvolve-se uma meta-narrativa em que os argumentistas tentam fazer de Odisseia a melhor série possível. E as participações de gente boa como Rita Blanco ou Manuel João Vieira elevam ainda mais a qualidade do produto final.

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7. 1986 (2018)

Com argumento de Nuno Markl, 1986 é uma história de adolescentes sobre o que era viver num país dividido entre os apoiantes de Mário Soares e Freitas do Amaral. Pelo meio, encontram-se os objectos de época e as referências que não poderiam faltar. Há os nerds, os betinhos, os mauzões e uma história de amor em que o filho de um comunista ferrenho se apaixona pela filha do dono de um videoclube, retornado e com um ódio de estimação ao "Bochechas". Com Miguel Moura, Laura Dutra, Gustavo Vargas e Miguel Partidário nos papéis principais, a série de 13 episódios está disponível integralmente no serviço de streaming da RTP.

8. Sara (2018)

Outra ideia original de Bruno Nogueira, que é uma sátira à indústria da televisão portuguesa e ao mundo das telenovelas. Em oito episódios seguimos a vida de Sara (Beatriz Batarda) e a sua adaptação à vida como actriz de novelas, depois de ter deixado para trás a sua conceituada carreira de actriz de cinema independente e intelectual por não conseguir mais chorar. Pelo caminho conhece João Nunes (Nuno Lopes), um actor de telenovelas que se limita a recorrer a fórmulas para interpretar os seus papéis e vive da fama gerada pelas redes sociais, e um life coach (Bruno Nogueira), que a ajuda a fazer-se sentir-se melhor por não querer pensar demasiado.

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9. Sul (2019)

Em 2011, Portugal está mergulhado na crise. No dia em que a equipa da troika chega ao país, uma rapariga é encontrada morta no Tejo. Dois inspectores da Polícia Judiciária ficam responsáveis pelo caso que, à primeira vista, aparenta tratar-se de um acidente. Na cidade, cada um faz por si para ultrapassar as dificuldades. Há quem roube ou quem engane os outros através da palavra do senhor. Realizada por Ivo M. Ferreira e com a participação de Adriano Luz, Ivo Canelas, Jani Zhao, Margarida Vila-Nova, Afonso Pimentel, Nuno Lopes, Miguel Guilherme e Beatriz Batarda, esta série é mais do que um policial negro. É o retrato de um período conturbado na história de um país melancólico.

10. Luz Vermelha (2019)

Inspirada no caso das Mães de Bragança, quando, em 2003, um grupo de mulheres pôs a circular um abaixo-assinado em que pedia às autoridades que pusesse cobro à alegada actividade de prostituição de um grupo de mulheres brasileiras, esta série retrata o mundo do tráfico humano e da prostituição. Patrícia Muller escreveu o argumento e André Santos e Marco Leão realizaram a série que fala de um problema que podia acontecer em qualquer lugar. Na série, a chegada de uma jovem brasileira ao país motiva a investigação de dois jornalistas no mundo do tráfico humano. Estreou-se em Outubro de 2019 na RTP e conta com a participação de Margarida Vila-Nova, Afonso Pimentel, João Baptista, Mariana Badan, Joaquim Monchique, Alexandra Sargento, Sofia Nicholson, Graciano Dias, Maria João Pinho e Dinarte Branco.

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11. Esperança (2020)

A comédia de César Mourão (escrita a meias com Frederico Pombares) põe o actor na pele de uma octogenária, a viver num apetecível apartamento do Castelo, um dos bairros de Lisboa em acelerada gentrificação. Esperança é uma mulher de gancho e sem papas na língua, que exige fazer as coisas à sua maneira e não está para aturar as investidas do sobrinho do proprietário do prédio, nem tampouco tem paciência para a própria família. Estreada antes do Natal, na Opto, a série tem já sete episódios disponíveis. 

12. Até Que a Vida Nos Separe (2021)

É a primeira série da estação pública a estrear-se em 2021 e traz-nos a história dos Paixão, uma família comum, que poderia ser a nossa. Escrita por João Tordo, Hugo Gonçalves e Tiago R. Santos, e realizada por Manuel Pureza, a nova aposta da RTP oscila entre o drama e a comédia, retratando diferentes formas de entender o amor, pelo olhar de várias gerações de uma família que vive da organização de casamentos. Com Rita Loureiro, Dinarte Branco, Henriqueta Maya, José Peixoto, Madalena Almeida e Diogo Martins nos papéis principais, e a participação de Albano Jerónimo e Teresa Tavares, entre outros.

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Seinfeld dvd cover art
Photograph: Sony Pictures

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As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Portanto, se vai começar a disparar insultos e a pedir justificações para as suas séries de comédia preferidas não estarem aqui avisamos já que não vai ter sucesso. Podiam ser outras, mas são estas. E pedimos desculpa às que ficaram de fora. Mais um alerta à tripulação: estas séries de comédia estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco.  Recomendado: Séries a não perder este mês

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Começou timidamente em Portugal, com uma mão cheia de bons conteúdos e algumas apostas menos conseguidas. Com o passar dos anos, ganhou terreno, fez muitos de nós trocar as noitadas na rua pelas noites no sofá e na cama, e é difícil imaginar a vida sem saber que a temos ali. Filmes, séries, documentários, docusséries, há muito material para ver e fazer verdadeiras maratonas visuais sem sair de casa (e mesmo se o quiser fazer, é só levá-la no telefone). Junte-se à febre do streaming e conheça as melhores séries para ver na Netflix. Recomendado: As 25 melhores séries de comédia

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Filme, Cinema, Minimalism: A Documentary About the Important Things (2015)
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Ter menos coisas é sinónimo de mais tempo e liberdade para fazer o que lhe dá prazer. Mas ser minimalista não significa abdicar de todas as suas posses materiais nem deixar de consumir. Significa, sim, livrar-se do que não é essencial e aprender a consumir melhor. Para o ajudar a pôr a vida em ordem, reunimos duas séries e dois documentários sobre o poder do menos. Desde Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, do movimento The Minimalists, até à guru da organização Marie Kondo, estes são os professores e as lições de que precisa para aprender mais sobre minimalismo, organização, casas pequenas e desperdício zero.

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Televisão, Série, Comida, Ugly Delicious, David Chang
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Comer com os olhos: oito séries para abrir o apetite

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É verdade que os serviços de entrega de comida continuam a levar o melhor dos restaurantes às nossas casas, mas não é a mesma coisa. Ainda bem que existem séries e documentários que ajudam a matar saudades das histórias dos chefs, das paredes dos restaurantes, e muito mais. Há de tudo nesta ementa: desde clássicos modernos, como Anthony Bourdain: No Reservations e Jiro Dreams of Sushi, a fenómenos mais recentes, como Ugly Delicious. E sim, bem sabemos que o efeito destas incursões audiovisuais não é propriamente o que queremos, tendo em conta que há pouco mais a fazer do que fazer rusgas ao frigorífico. Esta lista é para comer tudo com os olhos e nada com a boca. O que já não é pouco.

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As 15 séries de super-heróis que tem de ver

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Há cada vez mais e melhores séries de super-heróis na televisão. Dos personagens da DC no chamado Arrowverse do canal CW – Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e Supergirl – à comitiva da Marvel na Netflix – Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro –, passando pelos inúmeros vigilantes (e não só) que se desdobram por outros canais e plataformas, sem se inserirem num complexo universo partilhado, com Watchmen da HBO à cabeça.

Mas não é de agora que há super-heróis na televisão: há uma ou outra velha série que merece ser revista. A começar pelos desenhos animados de Batman dos anos 90.

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