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Arte urbana: no miradouro do Amoreiras, até nas paredes se vê Lisboa

A dupla de artistas urbanos Los Pepes pintou os corredores de acesso ao miradouro do Amoreiras 360º Panoramic View.

Por Sebastião Almeida
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O Amoreiras 360º Panoramic View, no topo do centro comercial, é um sítio privilegiado para admirar as colinas de Lisboa e o Tejo. Mas, a partir de agora, a experiência começa logo na subida. Margarida Prata e Francisco Marques Leal, a dupla de artistas urbanos Los Pepes, ilustraram paisagens de Lisboa nas paredes do corredor de acesso ao miradouro.

Nesta quarta-feira, a intervenção pode ser vista na sua forma final. É uma homenagem à cidade, aos seus monumentos e às suas gentes. O desenho com os diferentes elementos da cidade foi todo feito à mão, de pincel e rolo de tinta na mão. O Aqueduto das Águas Livres, o Castelo de São Jorge e a ponte ou o Cristo Rei são alguns dos protagonistas da obra. “Representamos os bairros de Lisboa para dar a sensação de subida e descida das colinas”, diz Francisco. É a Lisboa imaginada a partir da Lisboa real que vemos quando se sobe ao terraço.

A geometria das formas e os padrões dominam a composição, mas também existem elementos antropomórficos. Amália e Pessoa são alguns dos ilustres representados. “Lisboa é uma cidade para passear, mas também tem a sua história, cultura e personalidades”, detalha Margarida. Los Pepes convidaram-nos a acompanhar o processo de construção desse mural e o resultado é o que pode ver na fotogaleria acima.

A origem da dupla Los Pepes

“A 'Meggie' começou a vir para o meu atelier no Porto e, como não tinha nada para fazer, desenhava em placas de cartão. Às vezes chateava-me e dizia que estava mal desenhado e pintava por cima”, recorda Francisco. “Eu ficava furiosa e pintava por cima. Era tipo um diálogo. Em vez de falar com o 'Chico', fazia por cima. Os primeiros desenhos pareciam mesmo uma discussão gráfica”, explica Margarida.

Da cidade Invicta, o casal mudou-se para a Polónia, onde a coisa se tornou mais séria. “Foi aí que começámos mesmo com o Los Pepes Studio e com uma linguagem mais própria”. O primeiro trabalho a sério foi na Hungria, quando surgiu o convite para pintar um carro. “A partir daí, começámos a pensar que isto poderia dar em alguma coisa”.

Em 2017, quando terminaram o mestrado que se dividiu entre o Porto e Lódz, decidiram regressar a Portugal e ter um atelier próprio. “Começámos a contactar marcas e agências. A arte não funciona só em museus. Há um desenvolvimento que pode acontecer entre a marca e o artista e ser benéfico para os dois. É muito nisso que nos baseamos”, detalha Margarida.

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