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Gonçalo Fonseca | New Lisbon
Gonçalo Fonseca

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Não sabe o que fazer em Lisboa sem gastar dinheiro? Aqui tem: eventos grátis por toda a cidade, todos os dias da semana.

Rute Barbedo
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Cinema não falta, exposições e poesia também não. E nada disto nos faz estar alheados do que se passa. No festival de fotografia Imago, Gonçalo Fonseca narra o impacto da incerteza habitacional na vida dos mais vulneráveis em Lisboa (na Leica Store); no Beato e na Estrela, o Festival Impacto põe-nos a falar sobre ética; e no Café Dias discute-se a sátira e a falta dela no que se escreve em português. Na Musa de Marvila, a noite de bruxas é outra, mas vale gritar – e muito – à frente dos músicos de Escárnio e Prado. Pelo meio, podemos ouvir a sempre sumarenta conversa de Paulo Branco na Cinemateca ou rumar a Santa Clara para os últimos dias da exposição "O Lugar da Charneca".

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Grátis em Lisboa esta semana

  • Coisas para fazer
  • Alcântara

Esta segunda-feira, às 19.00, Nuno Miguel Guedes leva-nos num passeio pela poesia dos surrealistas. "You are Welcome to Elsinore" é o título destes Dias Ditos, roubadíssimo a Mário Cesariny.

Fado, na Típica de Alfama

O evento começa à chegada dos músicos, o que não costuma acontecer antes das 22.30. Nem tem hora afinada, que isto não é a Gulbenkian. A espontaneidade é um dos grandes segredos da Típica de Alfama, tasca-bar onde pessoas das redondezas e não só se começaram a juntar com alguma rotina, conforme o interesse: das noites de fado à segunda-feira às tarantellas, música dos Balcãs ou rodas de choro (há música sete dias por semana). Esperem-se pausas para uma cerveja, mudanças drásticas no alinhamento e não-convidados de última hora (sempre bem-vindos). Espere-se ainda que a festa acabe tarde, pelo menos para o trabalhador-padrão, que à terça há-de enfrentar o segundo dia de despertador da semana.

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  • Arte
  • Fotografia
  • Lisboa

A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa, com exposições para ver de segunda a sexta, pode ser consultada aqui.

  • Filmes
  • Chiado/Cais do Sodré

Esta terça-feira, são muitos os filmes a passar no escurinho da Cossoul. Em competição estão Porta 66, de Bárbara Medinas, e Nós, de Vasco André dos Santos. O festival InShadow - Lisbon Screendance, como convidado, leva uma selecção especial de filmes de vídeo-dança: 100 M, de Monika Szpunar; Klanglich - Sound of Light, de Boris Seewald; This Is How I Move: Naia, de Jonathan Watkins; Hammer, de Zacharie Elli; e Podium, de Dor Averbuch. O Shortcutz começou em Lisboa, em 2010, e espalhou-se entretanto pelo mundo, acumulando as funções de mostra e festival de curtas-metragens, com direito a competição em que se elege sempre a Melhor Curta do Mês.

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  • Arte
  • Arquitectura
  • Belém

Um atlas de 700 imagens faz repensar a ideia de paraíso. “Vivemos nas melhores condições de sempre, impulsionados por tecnologias avançadas. No entanto, coexistem iniquidade e exploração desmedida de recursos – um paraíso paradoxal onde evolução e desigualdade colidem”. É para aqui que apontam os curadores (Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, como principais, e Catarina Raposo e Nuno Cera como adjuntos) da criação que representou Portugal na Exposição Internacional de Arquitetura na Bienal de Veneza, em 2025. Chegando à representação do paraíso-Portugal, as praias e paisagens costeiras representam também "pressões urbanísticas, especulação e sobrecarga turística, enquanto o interior enfrenta uma acentuada perda demográfica”. Pode a arquitectura, então, contribuir para um futuro melhor? A inquietação fez produzir esta instalação tecnológica, arquitectónica e artística, sensível aos movimentos dos visitantes. A inauguração (de entrada livre) é esta quarta-feira, às 19.00, com uma performance de Jorge Queijo, autor da paisagem sonora da mostra.

  • Arte
  • São Sebastião

A Provedoria de Justiça assinala meio século de história com a exposição "Os teus direitos, a tua voz! Cidadania e Democracia nos 50 anos do Provedor de Justiça", no Palácio Vilalva até Abril de 2027. Com projecto curatorial de Paulo Mendes, a mostra cruza documentos de arquivo, objectos e histórias reais de intervenção institucional com a visão de mais de 60 artistas contemporâneos, incluindo nomes como Paula Rego, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Alfredo Cunha e João Abel Manta. Num percurso que vai dos anos 60 aos dias de hoje, as obras de arte e o acervo documental estabelecem um diálogo crítico sobre a defesa das liberdades fundamentais, os direitos dos cidadãos e a consolidação da democracia em Portugal. Para ver todas as semanas, a partir de quinta-feira.

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  • Coisas para fazer
  • Eventos cinematográficos
  • Santa Maria Maior

O longo de seis meses, exibe-se um filme por mês do realizador Sérgio Tréfaut na Biblioteca da Casa do Alentejo. A retrospectiva, chamada Veja, recebe os filmes todas as quintas-feiras, às 20.00, com "tempo e espaço para ver cinema sem pressas, revisitar obras marcantes e descobrir diferentes olhares sobre Portugal, a memória, a identidade e o mundo". Até Janeiro, os filmes programados A Cidade dos Mortos e Waiting for Paradise (Novembro), Fleurette e Outro País (Dezembro), e Alcibíades e A Noiva (Janeiro).

  • Coisas para fazer
  • Mafra/Ericeira

Comissariado por José Fanha, o festival acontece de quinta-feira a domingo. A programação cruza encontros com autores, poesia, teatro, contos tradicionais e uma Feira do Livro permanente. A agenda inclui o serão de contos "A noite das histórias à solta", no dia 7, ou a sessão musical de encerramento "A nossa voz é uma guitarra", a 8 de Novembro.

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Visitar o Templo Radha Krishna, em Telheiras

Inaugurado a 4 de Novembro de 1998, este templo hindu abre portas a todas as pessoas que o queiram visitar, ficando a conhecer os locais onde acontecem as actividades espirituais e religiosas. As visitas são gratuitas para grupos a partir de sete pessoas, de segunda a sexta-feira, entre as 10.00 e as 12.00.

  • Arte
  • Arte urbana
  • Marvila

Estamos no reino animal, entre voos, saltos, tensões, harmonias e desequilíbrios. Se formamos todos nós, animais, um território de relações complexas? A resposta pode ser: estamos vivos. E é talvez por aí que se vai dar ao título da exposição de Pantonio, a primeira na Underdogs, que inaugura esta sexta-feira, às 19.00. Confrontando-nos com o nosso lado mais animal, Pantonio conduz o espectador por um percurso entre cortinas e nichos, obrigando-o a mover-se e a esgueirar-se para poder descobrir outras criaturas. 

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  • Coisas para fazer
  • Conferências e palestras
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Como preservar, interpretar e trabalhar a imagem? Importantes nomes da fotografia – Daniel Blaufuks, David-Alexandre Guéniot, Margarida Correia e Paula Figueiredo – sentam-se na Narrativa este sábado, às 15.00, para discutir o tema. A conversa gira em torno da relação entre fotografia e arquivo, explorando diferentes perspectivas e abordagens: o arquivo enquanto memória, colecção, matéria de investigação ou parte integrante de um processo criativo. É também o último dia da exposição "Passports", que parte da manipulação, mais de 300 vezes, da fotografia do passaporte do pai da autora, Keisha Scarville. 

  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

No primeiro sábado de cada mês, entre as 10.00 e as 13.00, há visitas guiadas à casa onde convivem uma vasta colecção de relógios, porcelana da China, pinturas holandesas e flamengas dos séculos XVI e XVII e tapeçarias flamengas e francesas dos séculos XVI, XVII e XVIII. Nas 27 salas do museu há cerca de 2.000 obras de arte nacionais e internacionais, cobrindo o período entre o século II a.C. e o século XX. Medeiros e Almeida foi um empresário português que se destacou em actividades como a importação de automóveis britânicos, a aviação comercial e as indústrias açorianas de açúcar e de álcool, carreira que o permitiu construir uma enorme colecção de obras de arte, que sempre quis ver integrada numa casa-museu. As visitas fazem-se por ordem de chegada.

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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Avenidas Novas

Quase um ano após a morte de Sei Miguel, a Culturgest dedica uma exposição ao músico – nome maior do jazz e da música experimental portuguesa – que ao longo da sua carreira criou um conjunto de gráficos híbridos – "entre o desenho e a escrita, o símbolo e a palavra" –, com o intuito de comunicar com o mundo exterior. Para ver de terça-feira a domingo.

Exposições na Gulbenkian

Todos os domingos, a partir das 14.00, a entrada é gratuita nos diferentes espaços da Fundação Calouste Gulbenkian. Para ver há "Xerazade. A Colecção Interminável do CAM"; "Diogo Pimentão. Força Transitória das Coisas" (na Sala de Desenho do CAM); "Gulbenkian, 70 anos em cartaz" (na Biblioteca de Arte); "A exposição de um sonho" (no Espaço Engawa do CAM); "Inês Zenha. Águas Turvas" (no Espaço Projeto do CAM). 

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