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A Casa da Diversidade vai nascer no Mercado do Forno do Tijolo

Por Renata Lima Lobo
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Sentámo-nos à conversa com Margarida Martins, a presidente da Junta, a propósito deste novo projecto.

É uma mulher de causas e representa a freguesia alfacinha mais multicultural da cidade. Em Arroios moram hoje 92 nacionalidades, um “território extremamente importante” para Margarida Martins, presidente da Junta de Freguesia de Arroios e conhecida activista há mais de 25 anos. Trocou a presidência da Abraço pelo poder local e continua a trabalhar bem de perto com o movimento associativo que será num futuro próximo reforçado no Mercado do Forno do Tijolo, um equipamento gerido pela freguesia, mas que tem um parceiro de peso e um grande projecto: a Câmara Municipal de Lisboa quer instalar no mercado a Casa da Diversidade, que irá integrar os futuros Centro Municipal LGBTI e Centro Municipal para a Interculturalidade, espaços abertos à comunidade que prometem combater discriminações e tornar Lisboa uma cidade mais igual no que diz respeito aos direitos de todos os seus cidadãos.

Segundo Margarida Martins, o espaço só fica pronto lá para 2020/2021, mas já tem poiso definido. O mercado, que tem um pé direito jeitoso, vai ser “cortado” em dois andares e é no andar superior que ficará instalada a Casa da Diversidade. Além dos dois centros, que terão gabinetes de atendimento especializado, esta casa vai também incluir uma área aberta ao público para espectáculos e eventos com capacidade para 150 pessoas. E um cowork também está na calha.

Margarida Martins
Margarida Martins
Fotografia: Inês Félix

Os dois centros trabalham com realidades bastante diferentes, mas Margarida Martins não se mostra preocupada quanto ao bom funcionamento dos dois espaços e à interacção entre os dois pólos do projecto: “as pessoas sabem respeitar-se, nunca tivémos problemas, desde que as coisas sejam assumidas. É uma questão de criar respeito e princípios e é preciso que as pessoas se encontrem”, defende, enquanto explica que antes de ter firmado o protocolo com a CML explicou a Casa da Diversidade a 200 idosos da freguesia. “As pessoas aplaudiram”, descreve, lembrando que também no mercado funciona a Academia Sénior [e o Mercado de Culturas e o FabLab].

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