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Local recebeu tapete de calçada em 1850, destacando-se como um dos primeiros grandes espaços públicos a ter este tratamento após o terramoto de 1755.

A Património Cultural, IP abriu o procedimento de classificação de âmbito nacional do Tapete de Pedra em Calçada Portuguesa da Praça de São Paulo, na freguesia da Misericórdia. A proposta partiu da Associação da Calçada Portuguesa, que também está envolvida na candidatura da calçada artística a Património Mundial da UNESCO.
A medida foi conhecida esta quarta-feira, 22 de Julho, em que se assinalou pela primeira vez o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa. A associação aproveitou também a ocasião para sublinhar a falta de atractividade e de reconhecimento da profissão de calceteiro na actualidade, bem como as possíveis consequências para o estado de conservação da calçada no país. "Nos anos de 1940, Lisboa tinha 400 calceteiros nos seus quadros, e actualmente tem 18. Se temos falta de profissionais é inevitável que haja problemas na conservação da calçada", afirmou o presidente António Prôa à agência Lusa.
Após o terramoto de 1755, a Praça de São Paulo, na zona do actual Cais do Sodré, foi o terceiro grande espaço público de Lisboa a receber, em 1850, o tapete de empedrado artístico à portuguesa, fazendo parte de uma fase marcante da reconfiguração da cidade. A obra representa, aliás, a calçada artística mais antiga do país no seu estado original. O desenho, porém, não tem autoria conhecida.
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