[category]
[title]
O MAAT faz anos e no domingo, dia de entrada gratuita, inaugura novas exposições. Uma delas é “Cerith Wyn Evans – Formas no Espaço… através da Luz (no Tempo)”, a primeira do artista galês em Portugal.

O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, mais conhecido por MAAT, faz nove anos no domingo, dia 5 de outubro. Para assinalar a data a entrada será gratuita para o público em geral e há três novas exposições a inaugurar. A maior delas é "Cerith Wyn Evans – Formas no Espaço… através da Luz (no Tempo)", ocupa a Galeria Oval e outros dois espaços do MAAT Gallery e é a primeira exposição do artista galês em Portugal.
A luz e o som são os principais veículos da expressão artística de Evans. Um trabalho que "responde ao espaço de exposição e à arquitectura", segundo Sérgio Mah, curador da exposição. No MAAT, são expostas 30 peças do artista – as mais antigas datam de 1994, a mais recente foi executada a uma semana da inauguração.
É na Galeria Oval que encontramos o cartão de visita da exposição. Forms in Space… by Light (in Time) é a obra monumental criada em 2017 para a Tate Britain, a maior escultura alguma vez feita por Cerith Wyn Evans. Suspensa, mede aproximadamente 35 metros de comprimento e é composta por quase dois quilómetros de néon. Luz e som encontram-se noutras obras de grande impacto. Composition for Flutes é uma instalação, mas também uma máquina que emite notas de forma mais ou menos harmoniosa. Ao fundo, três colunas de luz erguem-se na galeria. StarStarStar/Steer (Transphoton) VI e III são estruturas que oscilam entre a transparência, quando apagadas, e a luz ofuscante, numa variação que obedece à respiração de quem delas se aproxima.
A exposição continua pela Galeria 1, aí já com peças de menor escala. Se no caos de luz anterior havia linhas inspiradas em Marcel Duchamp, aqui salta à vista uma sucessão de painéis inspirados nas telas negras que Frank Stella pintou no final dos anos 50. À rigidez da matéria (néon) e das linhas contrapôs as silhuetas irregulares de pequenos pinheiros. Noutras obras, o som reverbera através de materiais como o vidro e o metal. Num derradeiro exercício criativo, a uma semana da inauguração, Evans decidiu integrar na exposição fragmentos de uma parede da exposição, dedicada à fotografia de Jeff Wall. "É mesmo a Jeff's wall" – ou a parede do Jeff –, terá dito. A exposição pode ser visitada até 16 de Fevereiro.
No mesmo dia, o MAAT é palco de outras duas inaugurações. Com o arranque de mais uma Trienal de Arquitectura, o edifício da antiga central acolhe até 9 de Janeiro "Fluxes", parte de uma trilogia de exposições (as outras ocupam o MUDE e o MAC/CCB) que reflecte sobre o papel da arquitectura como suporte dos fluxos materiais que transformam as grandes cidades.
Do lado de fora, Kiluanji Kia Henda ocupa parte da praça. Depois de um espectáculo levado a cena na Sala Estúdio Valentim de Barros, em Setembro, no âmbito da BoCA, o artista e performer angolano apresenta Coral dos Corpos sem Norte. A instalação labiríntica composta por uma enorme cerca metálica vai ficar na Praça do Carvão até 3 de Novembro. Estão ainda agendados três momentos de performance e o primeiro é já este domingo, às 17.00. Haverá mais dois: a 12 e a 19 de Outubro, às 16.00.
Avenida de Brasília (Belém). Qua-Seg 10.00-19.00. 11€ (entrada gratuita no dia 5 de Outubro)
📻 Antigamente é que era bom? Siga-nos no Facebook
Discover Time Out original video