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Barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos mostra que, no país, perto de 70% dos inquiridos estão satisfeitos com a cidade onde vivem. Na AML, habitação e mobilidade são principais problemas.

A expressão "urbano-depressivo" pode ter caído em desuso, mas eles continuam por aí. O Barómetro das Cidades, cujos resultados foram divulgados na terça-feira, 29 de Setembro, pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), mostra como, em Portugal, perto de 70% dos cidadãos inquiridos estão satisfeitos com a cidade onde vivem, mas também como esse valor está abaixo da média da União Europeia – e como a Área Metropolitana de Lisboa - AML está no fim da lista.
Na AML, que inclui 18 municípios (Lisboa, Almada, Amadora, Cascais e Sintra são alguns), 58% dos residentes estão satisfeitos. Os principais pontos negativos identificados são a habitação e a mobilidade (tal como na Área Metropolitana do Porto), sendo o pouco tempo livre um factor também sublinhado.
No plano dos serviços e equipamentos, destacam-se, como motivos de queixa, as áreas da saúde especializada e de emergência, ensino superior e espaços culturais. Quanto ao ambiente urbano, a principal razão de insatisfação é o congestionamento do tráfego. A fiabilidade/pontualidade dos transportes públicos é, por outro lado, o ponto mais fraco deste sistema de mobilidade.
As conclusões partem de um inquérito a 1247 cidadãos, feito entre 10 de Março e 24 de Maio pela empresa DOMP para a Fundação. Apesar de 70% dos inquiridos terem expressado satisfação em relação às cidades onde vivem, noutras cidades europeias a percentagem é de 86%, de acordo com o inquérito Qualidade de Vida nas Cidades Europeias, da Comissão Europeia.
Em Portugal, cerca de três quartos da população vivem em áreas urbanas.
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