Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right Três eventos de arte e tecnologia para ver, ouvir e dançar em Braga

Três eventos de arte e tecnologia para ver, ouvir e dançar em Braga

A arte e a tecnologia são o mote do Index, do Artech e do Semibreve, três eventos que triangulam Braga como capital das media arts. Saiba o que pode ver e fazer

Por Ana Patrícia Silva |
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Michela Pelusio vai estar no Index
Zheshen JIANG Michela Pelusio vai estar no Index

No Triângulo das Bermudas de Braga, coisas estranhas e excitantes vão acontecer. Três eventos vão ocupar espaços culturais, históricos e religiosos da cidade esta semana. Durante cinco dias, concertos, conferências e exposições vão criar diálogos entre a arte e a tecnologia. O Index, o Artech e o Semibreve surgem, assim, unidos no contexto do programa de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts, rede que integra desde 2017. Fique a saber o que vai poder encontrar nestes três eventos que aliam arte e tecnologia. Para ver, ouvir e dançar.

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Três eventos de arte e tecnologia para ver, ouvir e dançar em Braga

Hiroaki Umeda
©DR

INDEX 23-27 Outubro

O Index é um novo festival para pensar, ver e ouvir o cruzamento entre a arte e a tecnologia. Em três eixos de programação, que contemplam conversas, performances e instalações, um total de 28 artistas e pensadores, dos cinco continentes, vão estar juntos para mostrar manifestações artísticas onde a tecnologia tem um papel estruturante.

Durante cinco dias há um programa de conferências e exposições de Norimichi Hirakawa, Jacob Kirkegaard e Adam Basanta. Entre as performances que sobem ao palco do Theatro Circo está Ashes, uma colaboração entre o canadiano Martin Messier e o artista francês Yro; e Spacetime Helix, onde Michela Pelusio brinca com a física quântica e as partículas elementares, usando um objecto escultural suspenso, animado pela luz, som e toque.

Hiroaki Umeda dá corpo à dança invisível das moléculas em Median. O coreógrafo japonês inspirou-se em elementos microscópicos, imperceptíveis a olho nu, para criar um espectáculo hipnótico, situado entre a realidade e a virtualidade.

Em Darkless, Rudolfo Quintas explora a ideia do buraco negro como um espaço de expressão artística. É uma instalação audiovisual imersiva, inspirada no trabalho que tem desenvolvido sobre a expansão criativa do corpo e da realidade em pessoas cegas, mapeando o movimento do corpo através do som. 

Theatro Circo, gnration, Museu Nogueira da Silva, Av da Liberdade. Qua 23 a Dom 27. Grátis, excepto performances (10€).

ARTECH 23-25 Outubro

A cultura digital e as suas intersecções com a arte e a tecnologia são o campo de estudo da Artech. A nona edição da conferência internacional acontece este ano em Braga. Ao longo de três dias serão apresentados cerca de 120 trabalhos de âmbito académico e artístico de autores provenientes de mais de 30 países. No painel de oradores há nomes como Luís Miguel Girão, fundador da empresa Artshare, Christa Sommerer, pioneira da arte interactiva, e o artista brasileiro Emanuel Dimas de Melo Pimenta, que desenvolve trabalhos com recurso à realidade virtual e colaborou com o músico John Cage e o coreógrafo Merce Cunningham. Pode também ver exposições de várias obras e artefactos do universo da arte digital.

Altice Forum Braga e Theatro Circo. Qua 23 a Sex 25.

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Nik Void
©DR

SEMIBREVE 25-27 Outubro

A vertente mais exploratória da electrónica, nas suas diversas gerações e abordagens, é a filosofia do Semibreve, um dos mais consolidados festivais de música electrónica da Europa. O programa de concertos abre e fecha com chave de ouro. Numa edição em que tantos sintetizadores modulares subirão aos palcos do Semibreve, o festival começa com Morton Subotnick, uma lenda da música electrónica, agente inconformado da vanguarda e criador das leis do sintetizador modular. A fechar o festival, Suzanne Ciani vai fazer magia com o Buchla 200, uma magnífica máquina de música, um instrumento ao qual dedicou uma vida inteira, olhando-o nos olhos e explorando os seus maleáveis limites. É uma das mais criativas compositoras de electrónica das últimas décadas, responsável pela identidade sonora da Coca-Cola e da Atari.

Pelo meio há estreias mundiais, como a nova colaboração entre Oren Ambarchi e Robert Lowe e um espectáculo encomendado pelo Semibreve ao produtor Robin Rimbaud, que vai estar em residência artística em Braga com o projecto Scanner para criar música nova a partir de um sintetizador modular da marca portuguesa ADDAC.

Ouvir as paisagens ambientalistas dos noruegueses Deaf Center na Capela Imaculada vai ser uma experiência especial, tal como presenciar as texturas das esculturas sonoras de Felicia Atkinson no Salão Medieval. O italiano Alessandro Cortini, teclista dos Nine Inch Nails, vai demonstrar a ambivalente panorâmica da música electrónica dos nossos dias, entre o onirismo poético e uma asfixiante ameaça.

Actuam também Drew McDowall, ex-membro da banda experimental Coil, Clothilde com a sua maquinaria melódica e emotiva, a compositora de electroacústica turca Ipek Gorgun e Avalon Emerson, uma das mais cativantes e criativas criadoras da electrónica mais contundente de dança. Quem quiser música para os pés e para a cabeça fica bem servido com a britânica Nik Void dos Factory Floor, Rian Treanor e Kode 9, fundador da editora Hyperdub. ν

Theatro Circo, gnration, Capela Imaculada do Seminário Menor, Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho. Sex 25 a Dom 27. 7-39€.

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