8 pessoas com quem queremos jantar em 2018

Das artes à restauração, os nomes que se seguem prometem marcar o ano. Não pense que nos ficamos pelo pão das entradas. Estas refeições são para levar até à hora da conta. Paga a equipa Time Out Lisboa, claro.
Mário Rolando
Mário Rolando é uma das pessoas com quem nos queremos sentar à mesa este ano
Por Editores da Time Out Lisboa |
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Cozinham óptimos projectos e têm novidades a sair do forno, razão mais do que suficiente para querermos jantar com eles. 2018 promete.

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8 pessoas com quem queremos jantar em 2018

Constança Cordeiro

Constança Cordeiro

Idade: 26 anos

O que faz: Bartender

Em 2018 vai estar na linha da frente do bar Toca da Raposa

Constança – Raposa Silvestre de seu nome profissional – quer mudar a forma como se faz (e como se entende a) coquetelaria em Portugal. No seu novo projecto, o bar de cocktails A Toca da Raposa, ao Largo do Carmo, vai servir bebidas feitas a partir de produtos frescos portugueses, fazer os seus próprios fermentados, macerações e aromatizados. Em Portugal não há muitas pessoas a fazer isso no mundo dos bares, explicava à Time Out em Novembro de 2017. Constança começou por tirar um curso de gestão hoteleira que a levou a vários hotéis e, daí, chegou a este universo – estagiou com Dave Palethorpe, do Cinco Lounge, e depois partiu de malas e bagagens para Londres, onde aprendeu as bases da coquetelaria clássica, essenciais para perceber, também, que queria seguir outro caminho. Foi no Peg + Patriot, de Matt Whiley, onde se pensam os cocktails de uma maneira diferente e se fazem 85% dos produtos usados nas bebidas, que mudou a sua maneira de trabalhar. E é essa experiência que quer trazer para Lisboa, em Março. Até abrir a sua Toca, tem cocktails de assinatura no restaurante Prado, de António Galapito (com quem também queremos jantar, como verá adiante).

Onde queríamos jantar

No gastrobar laboratório Kimya, no Sheraton Cascais Resort, para ver se ninguém se enganou nas fórmulas.

Vincent Farges

Vincent Farges

Idade: 44 anos

O que faz: chef de cozinha

Em 2018 abre um restaurante de fine dining no Chiado

Após dez anos a chefiar a cozinha da Fortaleza do Guincho, em Cascais, o francês Vincent Farges largou tudo e foi passar uma temporada aos Barbados, sem data de volta definida. Se o regresso a Portugal não fosse motivo suficiente para querermos jantar com o chef – e saber o que andou a fazer no Sandy Lane, um resort de luxo naquela ilha das Caraíbas – , o anunciado restaurante próprio já seria. Há meses que se fala do projecto de Farges, que será no Largo da Academia Nacional de Belas Artes, no Chiado, sem nada se saber quanto ao nome ou ao tipo de cozinha. O chef adianta que será uma cozinha “séria, pura”, aquela com que mais se identifica. “Não vou fazer cozinha francesa porque já não sou francês, mas também não vou fazer portuguesa. É uma comida requintada e refinada, como bem me apetecer, mas seguindo principalmente a época dos produtos”, diz-nos numa conversa no showroom da marca de cozinhas Bulthaup nas Amoreiras (o sócio é um dos representantes da marca em Portugal). Depois de muito vai-não-vai, sobretudo devido a restrições relacionadas com a estrutura classificada do prédio do restaurante, a abertura está prevista para Janeiro.

Onde queríamos jantar

No Tágide, o icónico restaurante que partilha o mesmo prédio do novo espaço do chef, para tirar as medidas à vizinhança como deve ser.

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João Pedro Mamede

João Pedro Mamede

Idade: 25 anos

O que faz: actor/encenador

Em 2018 assume a sua primeira encenação no Teatro Nacional D. Maria II

Uns faziam canoagem, João Pedro Mamede, aos sábados, ia para o teatro. Era a Cena Múltipla, um projecto de Francis Seleck em Almada que serviu de muleta para que o hobby virasse certeza, para que descobrisse que o seu habitat é o palco. Depois disso, fez escola nos Artistas Unidos, companhia na qual já interpretou textos de Tennessee Williams, Harold Pinter, Simon Stephens, e onde até já encenou. Pelo meio foi um dos fundadores de Os Possessos, uma das mais interessantes jovens companhias lisboetas. Este ano, já em Janeiro, no Teatro Nacional D. Maria II, assume as vestes de Alioschka, um jovem intelectual fascinado por Marx e que é comentador de todo o enredo que decorre em O Grande Dia da Batalha, uma reescrita de Jorge Silva Melo do Albergue Nocturno, de Gorki. A estreia a encenar no Teatro Nacional D. Maria II chama-se Sweet Home Europa, texto do italiano Davide Carnevali, integrado no Ciclo Portugal em Vias de Extinção, que nos confessa ainda não saber bem o que vai ser. Mas se é de João Pedro Mamede – e é com João Vicente e Isabel Costa – é coisa boa, certamente. 

Onde queríamos jantar

Na Redentora, a tasca mais histórica de Almada, com prego no prato a 2,75€. Sabe sempre bem voltar a casa.

Lorenzo Viotti

Lorenzo Viotti

Idade: 27 anos

O que faz: Maestro

Em 2018 assume o cargo de maestro titular da Orquestra Gulbenkian

Se há esfera que mobiliza a curiosidade do público lisboeta e dos feeds de notícias em geral é a música erudita. Não há dia nas redes sociais sem alusão a La belle Hélène, de Offenbach, a La cambiale di matrimonio, de Rossini, a Carmen, de Bizet, ou a Rigoletto, de Verdi. A sua amiga que passa a vida a papaguear os refrões de Taylor Swift e de The Weeknd incluiu-a num grupo de WhatsApp chamado “Resolução de ano novo: ir rapidamente àquela fundação criada por um arménio”? Ok, pode soar a canção do bandido, mas dar-lhe-á razão. Talvez já tenha ouvido falar do franco-suíço de 27 anos Lorenzo Viotti, que na temporada 2018/19 assume funções como maestro titular da Orquestra Gulbenkian, depois de em Janeiro de 2017 se ter estreado nesta casa, onde regressou para dirigir a Gustav Mahler Jugendorchester em dois concertos. Nascido no seio de uma família de músicos, de ascendência italiana e francesa, estudou piano, canto e percussão, integrou a Filarmónica de Viena, e dirigiu sinfónicas, filarmónicas e orquestras de câmara, de Tóquio a Roterdão. Em Agosto fez a sua estreia no Festival de Salzburgo, onde dirigiu a Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena. Responda lá à sua amiga no WhatsApp.

Onde queríamos jantar

No Bistrot Eidelweiss, para ele nos tentar convencer que a Suíça à mesa não é neutral e que até se come.

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isilda  a desfilar para Aleksandar Protic, moda lisboa 2017
©Ugo Camera/Moda Lisboa

Isilda Moreira

Idade: 19 anos

O que faz: Modelo

Em 2018 vai ter um trabalho para a Chanel Beauty

Tem sido apontada como a cara da nova geração da moda nacional. É presença regular nas passerelles portuguesas e 2017 parece ter sido o seu ano. Foi pelo menos o período de afirmação da sua carreira e não foi apenas por ter sido considerada a modelo nacional do ano pela revista GQ e por ter desfilado pela primeira vez na Semana da Moda de Paris para marcas como a Moncler e a Loewe. A Forbes também a descobriu e deu-a como um dos grandes exemplos em como Portugal está a exportar cada vez mais modelos e a ser apontado como um mercado a ser tido em conta. “Fora de Portugal o meu sonho seria tornarme a cara de uma marca de cosmética e trabalhar para a Chanel, a Yves Saint Laurent e a Dior”, disse Isilda Moreira à Forbes. O sonho parece estar prestes a tornar-se real, uma vez que em 2018 a modelo portuguesa tem um trabalho para a Chanel Beauty, a linha de maquilhagem da casa de moda francesa, que deverá ser revelado para meados de Março.

Onde queríamos jantar

No JNcQUOI, para entrar no espírito parisiense que a espera.

Mário Rolando

Mário Rolando

Idade: 48 anos

O que faz: Poeta do Pão

Em 2018 vai abrir a Padaria da Esquina

Podia ter tido uma carreira incrível como advogado, mas não seria a mesma coisa. A vida de Mário Rolando, mestre, poeta, filósofo e profeta do pão, mudou completamente quando se inscreveu na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e encontrou a sua vocação. Aprendeu tudo o que sabe com o engenheiro Vítor Moreira, que muitos conheceram como o “papa do pão”. Faz pão à antiga, com processos que se foram perdendo no tempo e ensina novas gerações de padeiros na Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal e no Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar da Pontinha – fora estes cursos, só em eventos pontuais, como o festival Sangue na Guelra e o Peixe em Lisboa, se conseguia comprar o seu pão. Na Padaria da Esquina, que abre no início do ano em Campo de Ourique em conjunto com os chefs Vítor Sobral, Hugo Nascimento e Vítor Espadana, terá pela primeira vez à venda o seu pão. Vão utilizar massa-mãe natural, em vez de uma levedura comercial, utilizada regularmente em grandes quantidades para acelerar o processo de fabrico do pão. Até lá, veja o pão que Mário amassa na curta-metragem O Padeiro, realizada por Maria Braga.

Onde queríamos jantar

No restaurante israelita Tantura para avaliar de 0 a 5 o pão pita assado no forno a lenha e o pão de cerveja, ambos caseiros.

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António Galapito

António Galapito

Idade: 27 anos

O que faz: Chef de cozinha

Em 2018 vai fazer a erva crescer no Prado

Esteve seis anos a trabalhar em Londres com Nuno Mendes, o chef português que se tornou famoso em Londres e o seu grande mentor. Depois de passar pelas cozinhas de alguns dos seus restaurantes, do Bacchus ao Viajante e ao Corner’s Room, Nuno Mendes pô-lo à frente da Taberna do Mercado, uma cozinha de bases portuguesas na capital britânica. Tinha 24 anos. Mais maduro e com ideias muito próprias sobre os produtos que quer trabalhar, António regressa agora a Lisboa para chefiar a sua própria cozinha: abriu o Prado, ao pé da Sé, a meio deste mês de Dezembro, num regime de soft opening, e é em 2018 que vai fazer a erva crescer – leia-se solidificar a sua cozinha onde trabalha o gado e vegetação orgânica. Usa os ingredientes que os produtores portugueses lhe dizem que estão bons e, por isso, não tem uma carta propriamente fixa. Todos os dias há qualquer coisa que muda, dos cortes aos peixes. Do outro lado do aparthotel The Lisboans, onde fica o restaurante, vai abrir a Mercearia do Prado, onde se vão vender produtos a granel, compotas e fiambres de porco preto. 

Onde queríamos jantar

No restaurante da Quinta do Arneiro, para continuar na onda verde em que Galapito está apostado.

Mike El Nite

Mike El Nite

Idade: 28 anos

O que faz: Rapper

Em 2018 edita o EP ‘Inter-missão ’, o primeiro desde ‘O Justiceiro’ (2016)

Mike El Nite é da internet como o Nuno Dias (divindade suprema da internet.pt). É o próprio Mike El Nite, Miguel Caixeiro no BI, quem o diz em “Meio Crocodilo”, do Conjunto Corona. Nascido no final de 80s e filho de Joaquim Caixeiro, que tocou com a Brigada Victor Jara mas é mais conhecido como Quinzinho de Portugal (“um percurso curioso, que também me mostrou vários lados da indústria”), Miguel é um daqueles rappers que cresceu online, começou a dar que falar nas redes e acusa a influência dos seus contemporâneos que, do lado de lá do Atlântico, partilham o mesmo universo virtual/referencial. Foi, de resto, quando figuras como Tyler The Creator e A$AP Rocky começaram a dar que falar que voltou a prestar atenção ao hip-hop, depois de uns anos mais virado para a electrónica. Desde então lançou uma mixtape (Trocadalhos Do Carilho Vol.1, 2012), um par de EPs (Rusga Para Concerto em G Menor, 2013, e Vaporetto Titano, 2015) e um álbum (O Justiceiro, 2016) de hip-hop negro e liricamente ágil. E tem vindo a crescer, desde uma promessa até um nome feito, que rappers mais novos, como Genes, assumem como uma influência. Para o ano vai lançar o EP Inter-Missão, com temas desenvolvidos “no período pós-Justiceiro”, mas prefere não avançar mais pormenores. Cá o esperamos.

Onde queríamos jantar

Ele fala na Taberna Sal Grosso. “Porque já conheço o chef Pedro Abril, mas vocês não”.

Preparado para o que aí vem?

Restaurantes

Todas as novidades de restaurantes para 2018

Em 2018, Lisboa vai conhecer novos chefs e vai ganhar uma catedral ao santo pudim de Priscos. Estes seis protagonistas vêm de fora para abrir na capital projectos novos, da marisqueria que homenageia a tradição ao fine dining. Além dos novos lisboetas, há umas quantas novidades daqueles que já cá andam pela cidade há uns tempos.

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Filmes

As séries mais aguardadas de 2018

O ano novo traz consigo novas séries, como Mosaic ou 1986. Bem como novas temporadas de séries que já foram mais novas, de The X Files: Ficheiros Secretos a Segurança Nacional (Homeland, no original) passando por Jessica Jones. Eis as oito estreias mais aguardadas dos primeiros meses de 2018.

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