Cinquenta dos melhores filmes clássicos de sempre

Uma selecção de meia centena dos melhores filmes clássicos e de referência da história do cinema, do tempo do mudo até aos anos 80, que todo o cinéfilo que se preza deve conhecer
Taxi Driver
©DR
Por Eurico de Barros |
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Comédias e westerns, policiais e melodramas, ficção científica e fantástico, sem esquecer o musical, fazem parte desta lista de melhores filmes clássicos. Nela encontramos obras de realizadores como Buster Keaton, Fritz Lang, Ingmar Bergman, John Ford, Howard Hawks, Federico Fellini, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti ou Martin Scorsese, entre muitos, muitos outros. São 50 fitas mas podiam ser muitos mais, e este pode ser também o início de uma colecção de grandes obras do cinema mundial em DVD. Ou ainda uma lista para orientação no YouTube, onde se encontram vários destes títulos em boas cópias.   

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Cinquenta dos melhores filmes clássicos de sempre

1

‘Intolerância’ (1916)

Uma das obras-primas de D.W. Griffith, este épico mudo com três horas e meia de duração conta, em paralelo, quatro histórias de intolerância em quatro épocas diferentes da nossa história, ao mesmo tempo que vai inventando a linguagem do cinema.

2

‘O Couraçado Potemkine’ (1925)

Um dos grandes filmes de propaganda da história do cinema, esta realização de Sergei Eisenstein sobre a revolta no navio de guerra do título, em 1905, ainda durante o regime czarista, é também uma obra formalmente revolucionária.

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3

‘Pamplinas Maquinista' (1926)

Genial comédia de e com Buster Keaton, passada na Guerra Civil Americana, onde a acção se passa quase toda ao longo de uma linha do caminho de ferro, devido ao roubo de uma locomotiva. Sempre de cara fechada, Keaton leva o slapstick acrobático ao auge.

4

‘Metrópolis’ (1927)

Um dos grandes filmes de ficção científica de sempre, situado numa colossal metrópole do futuro, realizado por Fritz Lang e escrito pela sua mulher, Thea von Harbou. A visualização da sociedade urbana e industrial futurista vale por si só o filme.

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5

‘Aurora’ (1927)

O primeiro filme realizado pelo alemão F. W. Murnau em Hollywood é a história de um triângulo de amor e morte, a que o cineasta dá uma envolvência visual onírica e fantástica, recorrendo a uma série de inovações estilísticas e de encenação.

6

‘A Paixão de Joana d’Arc’ (1927)

O mestre dinamarquês Carl Dreyer foi a França filmar o processo de Joana d’Arc baseando-se nas transcrições originais e optando por uma narração em grandes planos das caras dos actores, em vez de uma aproximação mais convencional.

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7

‘O Vento’ (1928)

Rodado nos EUA pelo sueco Victor Sjostrom, esta história de uma rapariga (Lilian Gish) que vai viver com familiares num rancho, e quase enlouquece devido à solidão e à omnipresença do vento, é um dos pontos altos do cinema mudo e da narração puramente cinematográfica.

8

‘O Homem da Câmara de Filmar’ (1929)

Um dos maiores filmes experimentais de sempre, uma sinfonia cinematográfica em que o cineasta russo Dziga Vertov procurou documentar de forma vibrante e formalmente inovadora, a vida quotidiana em quatro cidades da União Soviética.

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9

‘Uma Noite na Ópera’ (1935)

A realização é de Sam Wood, mas os verdadeiros autores desta genial comédia anárquica e nonsense são os Irmãos Marx – Groucho, Chico e Harpo –, que viram a Ópera de Nova Iorque (e não só) do avesso para ajudar o parzinho romântico a triunfar.

10

‘O Triunfo da Vontade’ (1935)

Um dos mais marcantes filmes de propaganda de sempre – o registo, por Leni Riefenstahl, do Congresso do Partido Nacional-Socialista em Nuremberga, em 1934 – encenado como um misto de acontecimento político épico e grande espectáculo de massas.

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11

‘Tempos Modernos’ (1936)

Sob a forma de uma comédia, Charlot reflecte sobre a industrialização e a modernização tecnológica e o seu efeito sobre as pessoas. As sequências em que a personagem se vê a braços com a maquinaria da fábrica onde trabalha são antológicas.

12

‘A Grande Ilusão’ (1937)

À beira do eclodir da II Guerra Mundial, Jean Renoir filma aqui uma história passada num campo de prisioneiros de guerra alemão durante o conflito anterior, onde captores e captivos estabelecem relações de amizade e de identificação humana.

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13

'Os Deuses do Estádio’ (1938)

Os Jogos Olímpicos de Berlim filmados por Leni Riefenstahl, num documentário prodigioso que é um elogio aos atletas, ao desporto, à pujança física e à estética do corpo em esforço, bem como uma demonstração consumada de criatividade cinematográfica.

14

‘Duas Feras’ (1938)

O supra-sumo da comédia screwball, com a assinatura de Howard Hawks, que mete ao barulho um pacato paleontólogo (Cary Grant), a rapariga avoada (Katharine Hepburn) que não o deixa em paz, o leopardo de estimação desta e um esqueleto de brontossauro.

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15

‘E Tudo o Vento Levou’ (1939)

A maior epopeia melodramática da história de Hollywood, adaptada do best-seller de Margaret Mitchell, passada na Guerra Civil e assinada por Victor Fleming (George Cukor e Sam Wood também por lá passaram), é um dos marcos da idade de ouro dos grandes estúdios.

16

‘O Feiticeiro de Oz’ (1939)

Victor Fleming outra vez, agora a filmar o livro de L. Frank Baum. Dorothy e os sapatinhos de rubi, a terra mágica de Oz, a Bruxa Má do Oeste, o Leão, o Homem de Lata e o Espantalho, a canção Over the Rainbow. Um deslumbramento de fantasia.

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17

‘O Mundo a Seus Pés’ (1941)

Orson Welles co-escreveu, produziu, realizou e interpretou o principal papel desta fita sobre uma investigação da vida e da personalidade de um milionário e magnata dos jornais, recorrendo a uma estrutura narrativa estonteante de habilidade e inventividade.

18

‘Casablanca’ (1942)

O cinema de grande estúdio de Hollywood no seu melhor, e também a trabalhar para a propaganda de guerra, com este melodrama onde as vidas de pessoas comuns se vêem dramaticamente afectadas pelos terríveis acontecimentos que abalam o mundo.

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19

‘À Beira do Abismo’ (1946)

Howard Hawks realizou e William Faulkner colaborou no argumento deste brilhante policial adaptado de um livro de Raymond Chandler. Humphrey Bogart interpreta Philip Marlowe, o detective duraço e cool que investiga os podres de uma família rica.

20

‘Ladrões de Bicicletas' (1948)

O neo-realismo tem a sua expressão mais genuína nesta fita de Vittorio De Sica, rodada na Roma devastada do pós-guerra. Um homem tenta encontrar o ladrão da sua bicicleta nova, da qual depende para poder trabalhar e dar de comer à família.

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21

‘Primavera Tardia’ (1949)

Um dos filmes maiores do japonês Yasujiro Ozu, reflectindo o seu interesse por histórias de famílias das classes trabalhadora ou média, contadas com minúcia, afecto e recato visual. Aqui, um professor viúvo decide que é altura de casar a sua filha única solteirona.

22

‘Nas Portas do Inferno’ (1950)

Akira Kurosawa revelou-se ao mundo, e abriu-lhe as portas do cinema japonês, com este filme passado no Japão medieval, onde um mesmo acontecimento (o assassinato de um samurai e a violação de mulher deste) é apresentado de pontos de vista diferentes.

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23

‘Serenata à Chuva’ (1951)

A quintessência do musical americano destilada por Stanley Donen e Gene Kelly, que também interpreta o principal papel. A história passa-se no tempo do mudo e é um pretexto para um esfusiante festival de canções e dança. A felicidade feita cinema.

24

‘Contos da Lua Vaga’ (1953)

Outro dos grandes realizadores nipónicos, Kenji Mizoguchi assina este filme fantasmagórico passado no Japão em guerra do século XVI, sobre dois homens pobres e ambiciosos que deixam as suas mulheres para ir em busca de riqueza e de glória.

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25

‘Viagem a Tóquio’ (1953)

Um casal idoso que vive na província decide visitar os filhos e os netos a Tóquio, mas a viagem não resulta tão feliz quanto eles pensavam. Yasujiro Ozu dá uma ressonância universal a esta história de uma família japonesa igual a muitas outras.

26

‘Viagem a Itália’ (1954)

Um casal em crise conjugal vai a Itália para vender uma casa que recebeu por herança, e o contacto com a realidade e a ancestral herança cultural italiana mexe profundamente com ambos. O melhor filme que Roberto Rossellini fez com a sua mulher, Ingrid Bergman.

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27

‘As Férias do Sr. Hulot’ (1954)

O distraído, bondoso, prestável e muito trapalhão Sr. Hulot, alter ego do seu criador, Jacques Tati, vai de férias para a praia, e a confusão instala-se no hotelzinho de família onde se instala. A comédia slapstick à francesa no seu melhor.

28

‘A Janela Indiscreta’ (1954)

Um fotógrafo parte uma perna e fica confinado ao seu apartamento de Nova Iorque por algum tempo. Começa a observar os vizinhos e desconfia que um deles matou a mulher. James Stewart e Grace Kelly interpretam este policial gloriosamente voyeurista de Alfred Hitchcock.

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29

‘Sentimento’ (1954)

Na Veneza ocupada pelos austríacos em meados do século XIX, uma aristocrata italiana apaixona-se por um oficial do exército ocupante, com consequências trágicas. Um sumptuoso e emocionalmente dilacerado melodrama de época filmado por Luchino Visconti.

30

‘Os Sete Samurais’ (1954)

A obra-prima de Akira Kurosawa. Sete samurais errantes são contratados pelos habitantes de uma aldeia para os defenderem de um grupo de bandidos que todos os anos lhes roubam as colheitas. Um épico arrebatador com um memorável papel de Toshiro Mifune.

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31

‘O Lamento da Vereda’ (1955)

O primeiro e um dos melhores filmes do realizador indiano Satyajit Ray, centrado no jovem Apu, que vive, em condições de extrema pobreza, com a sua família, numa aldeia da Índia rural. Uma pequena maravilha de realismo quotidiano e humanista.

32

'A Desaparecida’ (1956)

John Wayne, Natalie Wood, Jeffrey Hunter, Vera Miles e Ward Bond são alguns dos intérpretes deste western majestoso e intimista de John Ford. Um veterano da Guerra Civil parte em busca da sobrinha, raptada pelos índios, numa demanda que vai durar anos.

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33

'Planeta Proibido’ (1956)

Uma versão em ficção científica da peça A Tempestade, de Shakespeare, realizada por Fred M. Wilcox, onde quem brilha é a tecnologia (Robby, o robô, um dos mais célebres autómatos da história do cinema) e a criatura (o original Monstro do Id).

34

‘O Sétimo Selo’ (1957)

Um cavaleiro, o seu escudeiro e um grupo de actores itinerantes na Europa medieval devastada pela peste. Uma alegoria sobre o sentido da existência, a fragilidade da vida, a ausência de Deus e a omnipresença da morte com o selo visual e intelectual de Ingmar Bergman.

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35

‘A Mulher que Viveu Duas Vezes’ (1958)

Um detective de São Francisco (James Stewart) investiga a mulher (Kim Novak) de um amigo e fica pouco a pouco obcecado por ela. Vertigens, necrofilia, fantasmagoria e suspense combinam-se nesta obra-prima malsã de Alfred Hitchcock.

36

‘Rio Bravo’ (1959)

O western clássico dos westerns clássicos, realizado por Howard Hawks. Um xerife (John Wayne) enfrenta o poderoso rancheiro local, ajudado por um punhado de aliados improváveis, incluindo um ajudante alcoólico (Dean Martin).

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37

‘Os 400 Golpes’ (1959)

Um dos primeiros filmes da Nova Vaga francesa, em que François Truffaut põe vários elementos autobiográficos e apresenta aos espectadores o seu semi-alter ego Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud), cuja vida haveria de seguir numa série de outras fitas.

38

‘O Acossado’ (1960)

Outro dos títulos pioneiros da Nova Vaga francesa, onde o cinema moderno começa e Jean-Luc Godard se anuncia como o seu maior guerrilheiro. Com Jean Seberg a vender o Herald Tribune nas ruas de Paris e Jean-Paul Belmondo obcecado por Humphrey Bogart e a dar corpo e voz ao espírito dos tempos, e deste movimento.

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39

‘A Doce Vida’ (1960)

Federico Fellini mergulha-nos de cabeça na Roma do início da década de 60, onde a riqueza e os excessos que ela traz substituíram as agruras do pós-guerra. O nosso cicerone é o jornalista sabido e blasé interpretado por Marcello Mastroianni.

40

‘Lawrence da Arábia’ (1962)

O lado épico do cinema de David Lean está todo nesta colossal biografia de T.E. Lawrence (Peter O’Toole), com destaque para os anos passados no Médio Oriente e durante a I Guerra Mundial. Apesar do fôlego de grande espectáculo, a psicologia da personagem nunca é esquecida.

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41

‘O Homem que Matou Liberty Valance” (1962)

História e lenda encontram-se e confundem-se neste western de John Ford, tão poderoso como tocante, e já a anunciar o entardecer do género. Com John Wayne, James Stewart, Vera Miles, Edmond O’Brien e Lee Marvin.

42

‘O Leopardo’ (1963)

Notável adaptação, por Luchino Visconti, do melancólico livro do príncipe Giuseppe Tomasi di Lampedusa, passado durante a unificação de Itália e sobre o fim de um mundo e o (aparente) começo de outro novo. Com Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale.

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43

‘Ofício de Matar’ (1967)

Este policial contemporâneo e urbano realizado por Jean-Pierre Melville deve tanto ao western como ao filme de samurais (o título original é, aliás, Le Samurai). Alain Delon interpreta Jef Costello, um assassino profissional solitário e ensimesmado.

44

‘2001-Odisseia no Espaço’ (1968)

Este filme de ficção científica enigmático, monumental e visionário de Stanley Kubrick, baseado num conto de Arthur C. Clarke, é um monumento do género na sua especulação sobre a origem e o destino do homem no meio de um universo infinito.

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45

‘A Quadrilha Selvagem’ (1969)

Homens que não mudam num tempo em rápida mudança, é o tema deste western crepuscular de Sam Peckinpah, sobre uma quadrilha que assalta um banco em 1913 e foge para o México. As sequências em câmara lenta ficaram como a assinatura estilística do realizador.

46

‘O Padrinho’ (1972)

Primeiro título de uma trilogia sobre uma família da Mafia de Nova Iorque, os Corleone, este filme de Francis Ford Coppola sobre livro de Mario Puzo tem ressonâncias de tragédia shakespeareana sobre o poder. Com Marlon Brando, Al Pacino, Robert Duvall e Diane Keaton.

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47

‘Amarcord’ (1973)

O título deste filme parcialmente autobiográfico de Fellini é um composto das palavras “amar” e “recordar”. Entre a comédia e o drama, o realizador evoca uma infância passada em Rimini, a sua cidade natal, durante a época do fascismo, misturando realismo e fantasia.

48

‘Taxi Driver’ (1976)

Um taxista veterano do Vietname (Robert De Niro) tenta manter a sua precária sanidade, enquanto procura resgatar uma prostituta menor (Jodie Foster) das mãos dos que a exploram. Martin Scorsese realiza, sobre argumento de Paul Schrader, este vigilante movie torturado e violento.

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49

‘Guerra das Estrelas’ (1977)

George Lucas foi inspirar-se nas velhas space operas de ficção científica, que glosa e homenageia ao mesmo tempo, para escrever e realizar esta jubilatória epopeia de recorte místico, passada “há muito, muito tempo, numa galáxia longínqua”.

50

‘Blade Runner’ (1982)

Magistral thriller de ficção científica passado num futuro distópico, baseado numa obra de Philip K. Dick, e que Ridley Scott visualiza com assombroso detalhe. Harrison Ford interpreta o detective particular que persegue replicants ao som de Vangelis.

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