Clássicos de cinema para totós

Do cinema mudo ao novo século, eis um conjunto de filmes obrigatórios para qualquer cinéfilo em potência. São os clássicos de cinema para totós, em 10 lições.

Casablanca

Farto de não fazer ideia do que falam os cinéfilos à volta? Cansado de se perder em referências desconhecidas quando se fala de cinema? O “cinema para totós” quer resolver esse problema no melhor espírito de serviço público. Ora atente em cada uma destas 10 lições cheias de clássicos de cinema.

Clássicos de cinema para totós

Lição 1: o cinema mudo

À falta de palavras, usa-se a expressão. À falta de cor, manipulam-se todos os cinzentos existentes entre o preto e o branco e fazem-se malabarismos na montagem. Assim começou o cinema. E assim começou a tornar-se arte. Alguma inesquecível, como estes 10 exemplos incontornáveis.

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Por Rui Monteiro

Lição 2: os anos 30

A ascensão do cinema falado acabou com o mudo e com as carreiras de muitos actores. A tecnologia do som (e depois da cor) provocou uma, como agora se diz, “destruição criativa”. Certo é que, apesar das baixas, a década de 1930 é uma das mais dinâmicas da história de Hollywood, culminando no excepcional ano de 1939, quando nasceram três destes 10 clássicos de cinema obrigatórios.

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Por Rui Monteiro
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Lição 3: os anos 40

A guerra foi a principal preocupação do mundo durante metade da década de 1940. Mas isso não impediu o cinema de crescer como arte, nem estes filmes deixaram de entreter o público, umas vezes como escapismo, outras como alerta de consciências. Sempre, porém, progredindo na narrativa e na montagem, dando a ver um novo e cada vez mais diverso cinema.

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Por Rui Monteiro

Lição 4: os anos 50

Ora aqui está uma década de prosperidade, medo nuclear, que entretanto começara a Guerra Fria, e esperança. Uma década em que o cinema prosperou artisticamente e ainda mais comercialmente. Dez anos em que o preto e branco resistiu quanto pôde, mas acabou batido pela cor.

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Por Rui Monteiro
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Lição 5: os anos 60

A década dos sonhos mais floridos, extravagantes e idealistas, também teve o seu lado violento. O cinema atravessou uma das suas épocas mais curiosas e experimentalistas em que, parecia, valia tudo, desde que fosse contra a corrente dominante. E o melhor era.

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Por Rui Monteiro

Lição 6: os anos 70

Na década de 70 o olhar de Hollywood mudou. E o “sistema” dos estúdios foi substituído por um cinema mais estético e politicamente atrevido, por um lado, enquanto, por outro, começava a era dos blockbusters e o triunfo do cinema de entretenimento e efeitos especiais. Dez exemplos com final feliz já a seguir.

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Por Rui Monteiro
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Lição 7: os anos 80

Na bilheteira, os anos 80 foram a década de Steven Spielberg e George Lucas. O cinema de grande espectáculo, sem vergonha de efeitos especiais, afirmou-se logo no início da nova era de Hollywood. Nem sempre para pior. Mas como não há acção sem reacção, ao lado ou noutras paragens singrava uma outra maneira de entender a sétima arte. Dez exemplos no mesmo fôlego.

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Por Rui Monteiro

Lição 8: os anos 90

Olhando a lista de melhores filmes da década, salta à vista a importância que a guerra e a violência tiveram no cinema da América e da Europa. Filmes sérios, sobre assuntos sérios, filmados, mais do que com seriedade, com ousadia. Foi um tempo de desequilíbrio, pois, ao lado, os blockbusters iam a toda a brida e venciam com grande avanço a corrida da bilheteira.

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Por Rui Monteiro
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Lição 9: novo século – os anos 00

Mudou o século. O caminho do cinema, esse, ficou mais ou menos na mesma. O grande entretenimento generalizou-se e com a sua sucessão de “franchises” de pequenos e médios e grandes super-heróis abarbatou o mercado. Ainda assim, há quem resista. E, talvez por reacção, a primeira década do século XXI, embora irregular, tem também alguns dos melhores filmes das últimas décadas.

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Por Rui Monteiro

Lição 10: restos de colecção

Uma lista é uma lista. E uma lista é uma consequência da circunstância da sua criação. Não é escrita em pedra. Aliás, é da natureza das listas nunca serem iguais. E serem injustas. A lista que se segue é uma espécie de adenda aos Clássicos de cinema para totós, onde se encontram filmes que não estavam, mas bem podiam estar nas lições anteriores.

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Por Rui Monteiro
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