Clássicos de cinema para totós
Farto de não fazer ideia do que falam os cinéfilos à volta? Cansado de se perder em referências desconhecidas quando se fala de cinema? A Time Out quer resolver esse problema, no melhor espírito de serviço público, e nas próximas páginas (da internet) vai ler tudo o que precisa de saber.
São os clássicos de cinema para totós, distribuídos por dez lições que vão dos tempos do cinema mudo e de filmes como Intolerância, de D.W. Griffith, ou Luzes da Cidade, de Charlie Chaplin, entre outros, até ao novo século, nos casos de Mulholland Drive, de David Lynch, e Haverá Sangue, de Paul Thomas Anderson, por exemplo.
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Clássicos de cinema para totós
Lição 1: o cinema mudo
À falta de palavras, usa-se a expressão. À falta de cor, manipulam-se todos os cinzentos existentes entre o preto e o branco e fazem-se malabarismos na montagem. Assim começou o cinema. E assim começou a tornar-se arte. Alguma inesquecível, como estes 10 exemplos incontornáveis.
Lição 2: os anos 30
A ascensão do cinema falado acabou com o mudo e com as carreiras de muitos actores. A tecnologia do som (e depois da cor) provocou uma, como agora se diz, “destruição criativa”. Certo é que, apesar das baixas, a década de 1930 é uma das mais dinâmicas da história de Hollywood, culminando no excepcional ano de 1939, quando nasceram três destes 10 clássicos de cinema obrigatórios.
Lição 3: os anos 40
A guerra foi a principal preocupação do mundo durante metade da década de 1940. Mas isso não impediu o cinema de crescer como arte, nem estes filmes deixaram de entreter o público, umas vezes como escapismo, outras como alerta de consciências. Sempre, porém, progredindo na narrativa e na montagem, dando a ver um novo e cada vez mais diverso cinema.
Lição 4: os anos 50
Ora aqui está uma década de prosperidade, medo nuclear, que entretanto começara a Guerra Fria, e esperança. Uma década em que o cinema prosperou artisticamente e ainda mais comercialmente. Dez anos em que o preto e branco resistiu quanto pôde, mas acabou batido pela cor.
Lição 5: os anos 60
A década dos sonhos mais floridos, extravagantes e idealistas, também teve o seu lado violento. O cinema atravessou uma das suas épocas mais curiosas e experimentalistas em que, parecia, valia tudo, desde que fosse contra a corrente dominante. E o melhor era.
Lição 6: os anos 70
Na década de 70 o olhar de Hollywood mudou. E o “sistema” dos estúdios foi substituído por um cinema mais estético e politicamente atrevido, por um lado, enquanto, por outro, começava a era dos blockbusters e o triunfo do cinema de entretenimento e efeitos especiais. Dez exemplos com final feliz já a seguir.
Lição 7: os anos 80
Na bilheteira, os anos 80 foram a década de Steven Spielberg e George Lucas. O cinema de grande espectáculo, sem vergonha de efeitos especiais, afirmou-se logo no início da nova era de Hollywood. Nem sempre para pior. Mas como não há acção sem reacção, ao lado ou noutras paragens singrava uma outra maneira de entender a sétima arte. Dez exemplos no mesmo fôlego.
Lição 8: os anos 90
Olhando a lista de melhores filmes da década, salta à vista a importância que a guerra e a violência tiveram no cinema da América e da Europa. Filmes sérios, sobre assuntos sérios, filmados, mais do que com seriedade, com ousadia. Foi um tempo de desequilíbrio, pois, ao lado, os blockbusters iam a toda a brida e venciam com grande avanço a corrida da bilheteira.
Lição 9: o novo século – os anos zero
Mudou o século. O caminho do cinema, esse, ficou mais ou menos na mesma. O grande entretenimento generalizou-se e com a sua sucessão de “franchises” de pequenos e médios e grandes super-heróis abarbatou o mercado. Ainda assim, há quem resista. E, talvez por reacção, a primeira década do século XXI, embora irregular, tem também alguns dos melhores filmes das últimas décadas.
Lição 10: restos de colecção
Uma lista é uma lista. E uma lista é uma consequência da circunstância da sua criação. Não é escrita em pedra. Aliás, é da natureza das listas nunca serem iguais. E serem injustas. A lista que se segue é uma espécie de adenda aos Clássicos de cinema para totós, onde se encontram filmes que não estavam, mas bem podiam estar nas lições anteriores.