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Kimberly French/Netflix | Okja
Kimberly French/Netflix

Os melhores filmes na Netflix para ver agora

Comédia, acção, romance, drama. Há de tudo entre os filmes que estão disponíveis na Netflix – e estes precisa mesmo de ver.

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Já sabemos que a oscilação de conteúdos faz parte. Isto é, o que hoje temos disponível, amanhã desaparece sem deixar rasto. Por isso, tudo o que lhe pedimos é que mergulhe rapidamente nesta lista. Há drama, há comédia, há acção, histórias para rir desmedidamente, para roer as unhas, para colar ao ecrã horas a fio sem qualquer noção de vida exterior. Compilámos o que de melhor existe actualmente na plataforma de streaming para que não tenha de o fazer e damos-lhe uma boa dose de sugestões abaixo. Prepare os snacks, as pipocas, se as tiver, hidrate-se e ponha os olhos nos melhores filmes na Netflix.

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Os melhores filmes na Netflix

1. E.T. – O Extra-Terrestre

Diz a lenda que nas filmagens de Encontros Imediatos de 3.º Grau, François Truffaut sugeriu a Steven Spielberg que o seu próximo trabalho devia ser algo de pessoal e honesto como “um pequeno filme sobre crianças”. Quando o cineasta francês, continua a lenda, soube que essa película familiar envolvia um alienígena perdido, partiu-se a rir – longe de saber como E.T. – O Extra-Terrestre (1982) se tornaria um dos filmes mais bem sucedidos de sempre. Eventualmente, a obra tornou-se vítima do seu próprio êxito, pois todos aqueles brinquedos amorosos e T-shirts com “phone home” estampados ajudaram a esquecer como, realmente, este é um filme de pequena escala, concentrado na humanidade das personagens e no seu sentido de solidariedade.

2. Tudo Bons Rapazes

“Desde que me lembro, sempre quis ser um gangster” é uma das frases mais memoráveis da história do cinema e uma das razões pelo qual Goodfellas (1990) é inesquecível. Repleto de personagens fascinantes e com uma direcção de arte electrizante, Martin Scorsese fez muitos filmes fascinantes, mas este talvez seja o melhor de todos. Baseado na história real de Henry Hill, é um mergulho vertiginoso no submundo da máfia nova-iorquina, onde a adrenalina do crime colide com a queda inevitável. Uma aula de ritmo, montagem e interpretação.

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3. Forrest Gump

É provavelmente a personagem com o mais baixo quociente de inteligência na história do cinema, mas é, também, uma das mais populares. No filme de Robert Zemeckis (1994), Tom Hanks cria um Forrest Gump simplório que, ainda assim, conserva muitos e bons atributos, o que o leva a conhecer presidentes e, depois de muitos e improváveis feitos e aventuras, encontrar o amor. Com uma bela banda sonora, frases inesquecíveis e uma narrativa que atravessa décadas da história americana, é impossível não simpatizar com este herói improvável e a achar que a vida é mesmo “como uma caixa de chocolates”.

4. Sete Pecados Mortais

“O que está na caixa?” pode parecer uma pergunta inocente, mas desde que ouvimos David Mills a fazê-la neste filme nunca mais soou ao mesmo. Sete Pecados Mortais (1995), de David Fincher, é um thriller sombrio e sufocante, em que dois detectives – um veterano prestes a reformar-se, Morgan Freeman, e um novato idealista, Brad Pitt – tentam desvendar uma série de homicídios inspirados nos sete pecados capitais. Com um final chocante que redefiniu o género, é um filme que assombra a mente muito depois de correrem os créditos.

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5. De Olhos Bem Fechados

O último filme de Stanley Kubrick (1999) foi, em simultâneo, uma honra para o casal que então Nicole Kidman formava com Tom Cruise e uma carga de trabalhos (naturalmente mais bem conseguidos por ela do que por ele) para interpretar um filme que é mais ou menos como um tratado de semiótica amorosa-sexual. Entre o labiríntico argumento, o papel, menor mas fundamental, de Kidman fez a actriz entregar-se a uma representação da sexualidade feminina tão chocante e ocasionalmente desleal como realista e romântica.

6. A Viagem de Chihiro

Até está disposto a ver desenhos animados com os miúdos, mas recusa-se a assistir a uma história infantilóide? Escolha então o mundo mágico do realizador japonês Hayao Miyazaki e acompanhe a difícil jornada de Chihiro. Distinguido com o Urso de Ouro no Festival de Berlim e o Óscar na categoria de Melhor Filme de Animação, é uma referência para todas as gerações. A Viagem de Chihiro (2001) é uma fábula profunda sobre crescimento, identidade e resistência, com personagens inesquecíveis e uma beleza visual de cortar a respiração.

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7. O Cavaleiro das Trevas

Um dos filmes que mais conversa geraram no século XXI e uma obra que redefiniu a forma como os super-heróis chegam ao grande ecrã. Quase 20 anos depois de se ter estreado nos cinemas, O Cavaleiro das Trevas (2008) pode ter umas leituras e interpretações diferentes, mas basta recordar a brilhante transformação de Heath Ledger como Joker para perceber porque é que este é um clássico moderno, assim como Christian Bale a balançar-se entre a interpretação do playboy Bruce Wayne e do justiceiro Batman. Mais do que um filme de super-heróis, Christopher Nolan realizou um thriller moralmente ambíguo sobre justiça, caos e sacrifício. Vai sair desta sessão a questionar-se: “Porque estás tão sério?”.

8. Whiplash – Nos Limites

“Não é exactamente o meu ritmo.” Para quem já viu Whiplash (2014), esta frase é o suficiente para ficar com os pelos no braço arrepiados. Este filme de Damien Chazelle é um conto sobre obsessão e as consequências do perfecionismo – e muito mais. A tensão entre o jovem baterista e o seu professor, interpretado de forma magistral por J.K. Simmons, transforma-se numa batalha física e psicológica. Terence Fletcher é uma das personagens que não nos sai da memória, e esta é uma obra que deixa marcas e cicatrizes (talvez não tão graves como aquelas com que Andrew Neiman ficou nas mãos).

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9. Okja

Durante dez anos, Mikha (An Seo Hyun) criou um estranho e enorme animal, uma espécie de porca gigante, a quem deu o nome de Okja, na sua casa nas montanhas da Coreia do Sul. As duas viviam pacificamente até ao dia em que uma grande multinacional vê em Okja uma forma de ganhar dinheiro, levando-a para Nova Iorque, onde a CEO Lucy Mirando (Tilda Swinton) tem grandes planos para o animal. É então que a menina empreende uma perigosa missão de resgate. Um filme realizado por Bong Joon Ho (2017) para todos os amantes dos animais e que levantou algumas questões como o activismo animal, a ganância corporativa e a ética científica.

10. Roma

Foi o primeiro filme da Netflix a conquistar um grande prémio de cinema. Roma (2018), de Alfonso Cuarón, venceu o Leão de Ouro em Veneza. É apontado por muitos como o melhor filme do realizador que conquistou os Óscares em 2014 com Gravidade. É também o mais pessoal: são as memórias de infância de Cuarón numa clara homenagem à empregada doméstica que o ajudou a criar. O filme, a preto e branco, reconstitui a casa onde o realizador nasceu, num bairro burguês, Roma, da Cidade do México.

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11. O Irlandês

Eis a longa despedida de Martin Scorcese a uma geração extinta de mafiosos, e ao próprio género de gangsters tal como ele o definiu e celebrizou. Robert De Niro interpreta Frank Sheeran, o irlandês do título, que serviu a Máfia ao longo de várias décadas, foi muito próximo do desaparecido líder sindical Jimmy Hoffa, e já velho e doente, tendo sobrevivido a toda a gente, recorda esses tempos. Em O Irlandês (2019), o Scorsese de Tudo Bons Rapazes e Casino encontra o Scorsese de A Última Tentação de Cristo e Silêncio. A sobreexcitação visual e a violência espectacular são substituídos pela calma, pela compostura, pela melancolia, pelo peso do tempo, pela agonia moral e pelo sentimento de culpa. Também com Al Pacino num Hoffa espalha-brasas e Joe Pesci surpreendente num chefe mafioso todo ele ponderação, bom senso e discrição. Até quando manda matar alguém, é de forma reservada.

12. Marriage Story

Seria difícil imaginar outra forma para Noah Baumbach abrir o jogo do que com doçura. Foi exactamente isso que aconteceu em Marriage Story (2019), o drama agitado e profundo que, arriscamo-nos a dizer, é uma das melhores obras da sua carreira. Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver), um casal de Brooklyn, apresentam-se por meio de um diário duplo, co-narrado, à medida que vamos assistindo a trechos das suas vidas: fatias de pizza, histórias contadas à hora de dormir, metros perdidos na estação.

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13. Mank, de David Fincher

Gary Oldman é Herman J. Mankiewicz (Mank), o dramaturgo a quem Orson Welles (Tom Burke) recorre para o ajudar a escrever Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, neste filme realizado por David Fincher, a partir de um argumento de Jack Fincher, o seu pai, que aguardava financiamento desde 1997. Viu a luz do dia em 2020. O filme revisita a Hollywood dos anos 30 e 40 sob o olhar do irreverente e alcoólico Mank, enquanto este termina de escrever o guião do que é considerado por alguns o melhor filme de sempre.

14. O Poder do Cão

Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee interpretam este falso western rodado na Nova Zelândia, que passa pelo Montana dos anos 20 do século passado. Uma história de homossexualidade reprimida, masculinidade postiça e vingança, que fez da cineasta neo-zelandesa Jane Campion a terceira mulher na história dos Óscares, e também dos BAFTA, a receber o prémio de Melhor Realização. E fez-se justiça. Esta longa-metragem estreada em 2021 é tensa, subtil e profundamente inquietante – impossível sair ileso.

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15. A Oeste Nada de Novo

Uma nova adaptação do best-seller pacifista de Erich Maria Remarque, passada nas trincheiras da I Guerra Mundial, assinada pelo realizador alemão Edward Berger e de produção anglo-germânica-americana. Com Daniel Brühl, Sebastian Hülk e Albrecht Schuch, A Oeste Nada de Novo (2022) é um retrato brutal e implacável da guerra, contado do ponto de vista dos soldados alemães. Visualmente impressionante e emocionalmente devastador, venceu o Óscar de Melhor Filme Internacional e continua a ser um longa-metragem que ressoa com o mundo e as notícias que vemos todos os dias.

16. Pinóquio

É provavelmente um dos clássicos com mais adaptações ao grande ecrã. Mas esta é a visão gótica de Guillermo del Toro, que há muito sonhava em dar vida ao famoso rapaz de madeira. Mas não exactamente o de As Aventuras de Pinóquio (2022), que Carlo Collodi nos deu a conhecer em 1883. Apesar da homenagem ao jornalista e escritor italiano estar lá – no nome do filho que Geppetto perde no prólogo desta reinvenção do clássico infantil –, o primeiro filme de animação do realizador mexicano, um musical em stop-motion para maiores de 12 anos, leva-nos até à Itália fascista dos anos 1930 para nos contar uma história sobre humanidade, o vínculo entre pais e filhos e, claro, os perigos, mas sobretudo as virtudes da desobediência, especialmente numa época em que todos parecem comportar-se como marionetas.

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17. Duna: Parte 2

O primeiro capítulo de Dune dividiu a audiência. Embora uma boa parte dos fãs tenha amado a construção deste universo e os seus elementos de ficção científica, outra boa parte achou o filme aborrecido e incompleto. Na segunda parte, Denis Villeneuve conseguiu ultrapassar estas críticas e construir um blockbuster capaz de agradar a gregos e a troianos. Com um elenco impressionante e cenas de acção de cortar a respiração, Dune: Parte 2 (2024) é épico, sensorial e visualmente arrebatador – e afirma-se como um dos grandes marcos da ficção científica moderna.

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