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Filmes, Shawshank
©IMDB Morgan Freeman em Os Condenados de Shawshank

Os melhores filmes na Netflix

Comédia, acção, romance, drama. Há de tudo no catálogo. São os melhores filmes na Netflix que precisa de ver

Por Editores da Time Out Lisboa
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Já sabemos que a oscilação de conteúdos faz parte. Isto é, o que hoje temos disponível, amanhã desaparece sem deixar rasto. Por isso, tudo o que lhe pedimos é que mergulhe rapidamente nesta lista. Há drama, há comédia, há acção, histórias para rir desmedidamente, para roer as unhas, para colar ao ecrã horas a fio sem qualquer noção de vida exterior. Compilámos o que de melhor existe actualmente na plataforma de streaming para que não tenha de o fazer e damos-lhe uma boa dose de sugestões abaixo. Prepare os snacks, as pipocas, se as tiver, hidrate-se e ponha os olhos nos melhores filmes na Netflix.

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Os melhores filmes na Netflix para começar a ver hoje

1. 'Monty Python e o Cálice Sagrado', Terry Gilliam, Terry Jones (1975)

É difícil encontrar quem não goste da comédia estapafúrdia, revolucionária e absurda dos Monty Python, ou das suas transtornadas criações cinematográficas de que Monty Python e o Cálice Sagrado é o maior expoente. A passagem ao cinema foi feita à maneira daquela trupe, transformando uma antiga lenda remontando à origem de Inglaterra e ao Rei Artur numa comédia anárquica (como as filmagens, aliás) em absoluta contracorrente das convenções e idêntico desprezo pela História. Escrita mais ou menos em conjunto por Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, e dirigida por Gilliam e Jones, a película falhou de todo entre a crítica e o público, mas o tempo tem-lhe feito justiça.

2. 'The Shining', Stanley Kubrick (1980)

A década de 1980 foi, em alguns aspectos, sem dúvida, prodigiosa, e, no caso concreto do cinema de terror, particularmente criativa, começando com um dos mais perfeitos filmes do género. Saber que Stanley Kubrick é o realizador desta adaptação de um romance de Stephen King ajuda a compreender a qualidade estética da película. Porém, apesar do génio do realizador, é a Shelley Duvall e, principalmente, a Jack Nicholson, no papel do transtornado escritor sem inspiração Jack Torrance, que se deve grande parte do impacto da película. Claro, sangue a transbordar em catadupas de elevadores ajuda bastante.  

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3. 'Os Condenados de Shawshank', Frank Darabont (1994)

Adaptando uma obra do genial Stephen King, Shawshank Redemption conta com as grandes interpretações de Tim Robbins e Morgan Freeman ao serviço do realizador Frank Darabont, nesta história passada na penitenciária do título, entre as décadas de 40 e 60, e que é um elogio da paciência de formiguinha, para além de um estudo do comportamento humano no espaço carcerário.

4. 'A Máscara', Chuck Russell (1994)

Quando A Máscara estreou a crítica exaltou a modernidade dos efeitos especiais usados para transformar Jim Carrey numa figura viva de banda desenhada. Embora os efeitos não tenham aguentado a passagem do tempo, a elástica interpretação de Carrey, como o tímido gajo porreiro Stanley e o seu alter-ego A Máscara, é quase arrebatadora. No papel da grotesca figura de cara verde com uma paixão por traques e frases rascas, e outra por Cameron Diaz, Carrey definiu-se, para quem ainda duvidava, como um grande comediante. 
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5. 'Forrest Gump', Robert Zemeckis (1994)

É provavelmente a personagem com o mais baixo quociente de inteligência na história do cinema, mas é, também, uma das mais populares. No filme de Robert Zemeckis, Tom Hanks cria um Forrest Gump simplório que, ainda assim, conserva muitos e bons atributos, o que o leva a conhecer presidentes e, mesmo, depois de muitos e improváveis feitos e aventuras, encontrar o amor. 

6. 'The Truman Show: A Vida em Directo', Peter Weir (1998)

Sem que ninguém o tenha avisado, Truman Burbank (Jim Carrey) é o protagonista de um reality show desde que nasceu e todas as suas interacções sociais são encenadas. Até ao dia em que descobre que toda a sua vida foi uma mentira, neste filme de Peter Weir. No seu primeiro grande papel dramático, Carrey provou que era mais do que um tipo que fazia umas caretas. A prestação valeu-lhe o primeiro Globo de Ouro, mas foi ignorada pela Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas, que só nomeou o filme noutras categorias.

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7. 'De Olhos Bem Fechados', Stanley Kubrick (1999)

O último filme de Stanley Kubrick foi, em simultâneo, uma honra para o casal que então Nicole Kidman formava com Tom Cruise e uma carga de trabalhos (naturalmente mais bem conseguidos por ela do que por ele) para interpretar um filme que é mais ou menos como um tratado de semiótica amorosa-sexual. Entre o labiríntico argumento, o papel, menor mas fundamental, de Kidman fez a actriz entregar-se a uma representação da sexualidade feminina tão chocante e ocasionalmente desleal como realista e romântica.

8. 'A Viagem de Chihiro', Hayao Miyazaki (2001)

Até está disposto a ver desenhos animados com os miúdos, mas recusa-se a assistir a uma história infantilóide? Escolha então o mundo mágico do realizador japonês Hayao Miyazaki e acompanhe a difícil jornada de Chihiro. Distinguido com o Urso de Ouro no Festival de Berlim e com o Óscar na categoria de Melhor Filme de Animação, é uma referência para todas as gerações.  

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9. 'O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel', Peter Jackson (2001)

Durante décadas, a trilogia de J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, esteve arredada do cinema. Não por falta de vontade, mas, na verdade, por falta de meios e talento para criar uma adaptação aceitável da mais importante obra de literatura fantástica do século XX. Até chegar Peter Jackson e realizar esta adaptação perfeita e quase fiel. O primeiro filme, A Irmandade do Anel, é o mais bem conseguido, mas valem todos a pena.

10. 'Este País Não é Para Velhos', Joel e Ethan Coen (2007)

Foi com um papel de vilão com contornos sobrenaturais que Javier Bardem ganhou o Óscar de Melhor Actor Secundário neste western contemporâneo e texano dos irmãos Coen, adaptado de um livro de Cormac McCarthy. Contracenando com Tommy Lee Jones e Josh Brolin, Bardem é Anton Chigurh, um assassino profissional implacável e impassível, de presença sinistra, que por vezes oferece às vítimas, ou a quem tem o azar de lhe sair ao caminho durante um trabalho, a possibilidade de ficarem vivas jogando ao cara ou coroa.

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11. 'O Cavaleiro das Trevas', Christopher Nolan (2008)

O Cavaleiro das Trevas tinha sido o filme de super-heróis com mais nomeações na história dos Óscares até que foi destronado pelo Joker de Todd Phillips. Curiosamente, ou não, o Joker também é uma peça fulcral da película de Christopher Nolan – há até quem diga que é ele, e não o Batman, o personagem principal. Das oito nomeações, levou para casa dois prémios, nomeadamente o de Melhor Actor Secundário, dado postumamente a Heath Ledger pelo seu Joker, e o de Melhor Edição de Som.

12. 'A Ressaca', Todd Phillips (2009)

Quatro amigos (Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e Justin Bartha) vão para Las Vegas para fazerem uma despedida de solteiro. Quando acordam, horrivelmente ressacados, na manhã seguinte a uma noite de farra, o noivo desapareceu, não se recordam de absolutamente nada do que fizeram e na suíte que alugaram, toda virada do avesso, estão um tigre, uma galinha e um bebé, sem contar várias outras anomalias. Decididos a descobrir o que se passou e achar o noivo, os três amigos vão tentar reconstituir os acontecimentos da noite anterior, onde entre outras coisas, apanharam uma bebedeira épica. Esta comédia estroina foi um sucesso estrondoso, e teve duas continuações. 

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13. 'Okja', Bong Joon Ho (2017)

Durante dez anos, Mikha (An Seo Hyun) criou um estranho e enorme animal, uma espécie de porca gigante, a quem deu o nome de Okja, na sua casa nas montanhas da Coreia do Sul. As duas viviam pacificamente até ao dia em que uma grande multinacional vê em Okja uma forma de ganhar dinheiro, levando-a para Nova Iorque, onde a CEO Lucy Mirando (Tilda Swinton) tem grandes planos para o animal. É então que a menina empreende uma perigosa missão de resgate. Um filme para todos os amantes dos animais e que levantou algumas questões como o activismo animal, a ganância corporativa e a ética científica.

14. 'BlacKkKlansman: O Infiltrado', Spike Lee (2018)

Ron Stallworth foi o primeiro agente negro da polícia de Colorado Springs, que no anos 1970, com o seu parceiro Flip Zimmerman, se infiltrou na representação local do KuKlux Klan e a neutralizou. E Spike Lee conta esta história real num filme que por um lado faz um estridente e indignado comício anti-racista, e pelo outro se mostra moderado e conciliador. Reduzida ao essencial, a fita lembra um policial de série B saído dos 70s, com um cheirinho de blaxpoitation desses tempos, mais os aditivos de agitação e de actualidade política. John David Washington, filho de Denzel, é formidável no papel de Stallworth, bem coadjuvado por Adam Driver no de Flip. Vencedor do Óscar de Melhor Argumento Adaptado em 2019.

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15. 'Roma', Alfonso Cuarón (2018)

Foi o primeiro filme da Netflix a conquistar um grande prémio de cinema. Roma, de Alfonso Cuarón, venceu o Leão de Ouro em Veneza. É apontado por muitos como o melhor filme do realizador que conquistou os Óscares em 2014 com Gravidade. É também o mais pessoal: são as memórias de infância de Cuarón numa clara homenagem à empregada doméstica que o ajudou a criar. O filme, a preto e branco, reconstitui a casa onde o realizador nasceu, num bairro burguês, Roma, da Cidade do México. Para os Óscares está nomeado em dez categorias, entre elas melhor filme, melhor filme estrangeiro, realizador, actriz (Yalitza Aparicio), actriz secundária (Marina de Tavira), argumento original e fotografia.

16. 'O Irlandês', Martin Scorcese (2019)

O novo filme de Martin Scorsese, que em Portugal pode ser visto apenas na Netflix, é a longa despedida do realizador a uma geração extinta de mafiosos, e ao próprio género de gangsters tal como ele o definiu e celebrizou. Robert De Niro interpreta Frank Sheeran, o irlandês do título, que serviu a Máfia ao longo de várias décadas, foi muito próximo do desaparecido líder sindical Jimmy Hoffa, e já velho e doente, tendo sobrevivido a toda a gente, recorda esses tempos. Em O Irlandês, o Scorsese de Tudo Bons Rapazes e Casino encontra o Scorsese de A Última Tentação de Cristo e Silêncio. A sobreexcitação visual e a violência espectacular são substituídos pela calma, pela compostura, pela melancolia, pelo peso do tempo, pela agonia moral e pelo sentimento de culpa. Também com Al Pacino num Hoffa espalha-brasas e Joe Pesci surpreendente num chefe mafioso todo ele ponderação, bom senso e discrição. Até quando manda matar alguém, é de forma reservada. 

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17. 'Marriage Story', Noah Baumbach (2019)

Seria difícil imaginar outra forma para Noah Baumbach abrir o jogo do que com doçura. Foi exactamente isso que aconteceu em Marriage Story, o drama agitado e profundo que, arriscamo-nos a dizer, é uma das melhores obras da sua carreira. Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver), um casal de Brooklyn, apresentam-se por meio de um diário duplo, co-narrado, à medida que vamos assistindo a trechos das suas vidas: fatias de pizza, histórias contadas à hora de dormir, metros perdidos na estação.

18. 'Mank', David Fincher (2020)

Gary Oldman é Herman J. Mankiewicz (Mank), o dramaturgo a quem Orson Welles (Tom Burke) recorre para o ajudar a escrever Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, neste filme realizado por David Fincher, a partir de um argumento de Jack Fincher, o seu pai, que aguardava financiamento desde 1997. O filme que lidera a corrida aos Globos de Ouro revisita a Hollywood dos anos 30 e 40 sob o olhar do irreverente e alcoólico Mank, enquanto este termina de escrever o guião do que é considerado por alguns o melhor filme de sempre.

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