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Melhores filmes 2022
Time Out Lisboa

Os melhores filmes de 2022

Eis o nosso balanço dos melhores filmes do ano que agora finda, composta por 12 títulos muito variados nos géneros, nos estilos e nas origens.

Escrito por
Eurico de Barros
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Três filmes iranianos (dois deles, A Lei de Teerão e Os Irmãos de Leila, assinados pelos mesmo realizador, Saeed Roustayi, um dos novos e mais entusiasmantes nomes do cinema do Irão), dois franceses, a nova realização de Steven Spielberg, uma fita fantástica vinda da Islândia e outra da Noruega, ou a ainda mais recente e oscarizada obra do japonês Ryusuke Hamaguchi. Estes são alguns dos melhores filmes que se estrearam em Portugal no ano de 2022.

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Os melhores filmes do ano

Ilusões Perdidas, de Xavier Giannoli

Adaptação de um livro de Balzac sobre um jovem e ingénuo poeta da província que se instala em Paris, decidido a ser famoso. Xavier Giannoli faz aqui honra ao melhor cinema francês popular de fonte literária, com qualidade, sentido do espectáculo, rigor histórico, fôlego romanesco e um elenco de eleição.

Belfast, de Kenneth Branagh

Filme autobiográfico em que Kenneth Branagh recorda a sua infância numa família protestante e minoritária no bairro católico de Belfast, na Irlanda do Norte, em que vivia, ao tempo dos conflitos sectários entre os dois grupos. Belfast não é uma fita política, já que o seu tema é a importância da família e a sua capacidade de resistência.

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 Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi

Duas almas perdidas, um famoso encenador e actor japonês viúvo, e a jovem lacónica que lhe conduz o carro durante um festival de teatro, criam uma confiança e uma cumplicidade que serão fundamentais para ambos em termos pessoais. Hamaguchi continua a revelar-se um grande cineasta da palavra e do diálogo como reveladores da mais secreta intimidade das suas personagens.

Cordeiro, de Valdimar Jóhannsson

Um surpreendente e excelente filme fantástico islandês, que vai buscar inspiração às narrativas e contos tradicionais do folclore local. Um casal que cria carneiros numa quinta remota, cria um mutante de humano e cordeiro como se se tratasse de um bebé normal. O terror sobrenatural puro só entra em cena nos 10 minutos finais da fita, mas de que maneira!

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O Homem do Norte, de Robert Eggers

O realizador de A Bruxa e O Farol assina este portentoso filme de vikings com elementos fantásticos passado na Islândia do século X, e que é, em linhas gerais, a história que está na base do Hamlet de William Shakespeare. As sequências de acção e combate são ferocíssimas e o sobrenatural nórdico é muito bem usado. 

O Rei do Riso, de Mario Martone

Vida e arte, família e palco, misturam-se com alegria e drama nesta fita sobre o lendário actor e dramaturgo napolitano  Eduardo Scarpetta, pai de Eduardo, Peppino e Tittina de Filippo, nomes maiores do teatro, do cinema e da TV em Itália, que nunca reconheceu como filhos legítimos. Toni Servillo, também ele napolitano, personifica Scarpetta magnificamente, nas virtudes e defeitos, no riso e nas lágrimas.

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A Lei de Teerão, de Saeed Roustayi

Parte filme de acção taquicárdico e realista sobre a caça a um barão da droga de Teerão, parte interrogação sobre a validade dos métodos do combate e castigo ao tráfico e ao consumo no Irão, A Lei de Teerão é muito mais do que o equivalente iraniano de Os Incorruptíveis Contra a Droga, de William Freidkin, e revela Saeed Roustayi como o novo talento do cinema local. 

Onoda, 10.000 Noites na Selva, de Arthur Harari

A incrível história de Hiroo Onoda, o penúltimo soldado japonês da II Guerra Mundial a render-se, 29 anos após o fim do conflito, que passou escondido na ilha filipina de Lubang, convencido de que o conflito ainda continuava. O francês Arthur Harari rodou um filme de guerra que pouco a pouco vai tomando uma dimensão surreal e onírica.

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Estrada Fora, de Panar Panahi

O filho do grande Jafar Panahi estreia-se nas longas-metragens com este filme sobre uma família on the road no Irão, mas não a dar um passeio ou em férias. A coisa é muito mais séria do que parece à primeira vista, e sob a agitada interacção familiar que propulsiona Estrada Fora, encontra-se um comentário sobre a situação política, social e económica do Irão.

Os Inocentes, de Eskil Vogt

Um original, inteligente e discreto filme de terror escrito e realizado pelo norueguês Eskil Vogt, habitual colaborador de Joachim Trier, e pertencente ao subgénero “crianças com poderes paranormais”. Estas moram num anónimo bloco de apartamentos dos subúrbios de uma grande cidade. Quando uma delas começa a utilizar mal os seus poderes, as outras têm que a enfrentar.

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Leila e os Seus Irmãos, de Saeed Roustayi

Segundo filme do iraniano Saeed Roustayi nesta lista, Os Irmãos de Leila é um drama familiar de um realismo arrancado à vida, e o retrato de uma mulher abnegada e generosa que quer sair da miséria e não abdica de levar consigo uma família que não a merece, não a abandonando apesar de tudo o que os pais e os irmãos lhe fazem. Grande interpretação da soberba Taraneh Alidoosti.

Os Fabelmans, de Steven Spielberg

Steven Spielberg realizou finalmente o filme autobiográfico sobre a sua infância e juventude, a sua família e o traumático divórcio dos pais, que planeava há muitos anos. Aqui, ele é Sammy Fabelman, que seguimos dos sete aos 18 anos, na descoberta da sua paixão pelos filmes, até se lhe abrirem as portas de Hollywood. E também de que o cinema não é só encantamento: pode também ser dor.

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O potencial cinematográfico (e não só) da ficção científica é quase infinito. É nestes filmes que os nossos maiores pesadelos podem tornar-se realidade e os nossos sonhos concretizar-se, ao mesmo tempo que é dito e posto em causa algo sobre o nosso presente. E o género sempre fez as delícias do público, desde o tempo dos efeitos especiais básicos e rudimentares dos filmes mudos ao excesso digital dos blockbusters contemporâneos. 

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