Dez filmes fantásticos e de terror que ganharam Óscares

E muito raro um filme como 'A Forma da Água', de Guillermo Del Toro, estar nomeado para tantos Óscares: treze. Fomos buscar outros filmes fantásticos e de terror que ganharam estatuetas douradas.

The Exorcist

Não está na tradição da Academia de Hollywood distinguir com Óscares o cinema da fantasia e do sobrenatural. Mesmo assim, ao longo das décadas, vários filmes fantásticos e de terror têm sido recompensados, quase sempre nas categorias secundárias. Mas há excepções.

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Dez filmes fantásticos e de terror que ganharam Óscares

‘O Senhor Dos Anéis: O Regresso do Rei’, de Peter Jackson (2003)

O último título da trilogia baseada no clássico de Tolkien é, até hoje, o único filme fantástico a ter ganho os Óscares de Melhor Filme e Realizador. Além disso, fez o pleno de estatuetas em relação às nomeações (onze), igualando assim no top de vencedores Ben-Hur (1956) e Titanic (1997).

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‘O Médico e o Monstro’, de Rouben Mamoulian (1931)

Frederic March recebeu o Óscar de Melhor Actor pela sua interpretação dupla do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde nesta adaptação do livro de Robert Louis Stevenson. March teve, no entanto, que dividir a honra com o seu colega Wallace Beery, pelo papel deste no melodrama O Campeão.

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‘A Semente do Diabo’, de Roman Polanski (1968)

Este brilhante e claustrofóbico filme de terror da variante demoníaca realizado por Roman Polanski permitiu á veterana Ruth Gordon ganhar o Óscar de Melhor Actriz Secundária. O papel foi o da aparentemente amável e inofensiva vizinha do casal interpretado por John Cassavetes e Mia Farrow.

‘O Exorcista’, de William Friedkin (1973)

Coisa rara para um filme do género, este clássico de terror foi nomeado para dez Óscares. Mas como a Academia não vai muito à bola com o género, O Exorcista acabou por ganhar apenas dois, o de Melhor Argumento (para William Peter Blatty, também autor do livro) e de Melhor Som.

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‘Tubarão’, de Steven Spielberg (1975)

Ao contrário do que muita gente pensa, o monstro marinho de Steven Spielberg não ganhou apenas muito dinheiro. Ganhou ainda um punhado de Óscares, só que não nas categorias principais (esteve, no entanto, nomeado para Melhor Filme). As suas três estatuetas premiaram a Melhor Banda Sonora (John Williams), a Melhor Montagem e o Melhor Som.

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‘Um Lobisomem Americano em Londres’, de John Landis (1981)

Aqui está o caso de um filme que foi nomeado só para um Óscar, e ganhou-o. Não havia muito por onde indicar às estatuetas esta fita – marcante para o género – de John Landis, que se ficou pela nomação ao Óscar de Melhor Maquilhagem. Conquistado por mestre Rick Baker, está claro.

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‘A Mosca’, de David Cronenberg (1986)

Mais um caso igual ao de Um Lobisomem Americano em Londres. Esta fita de Cronenberg foi nomeada só ao Óscar de Melhor Maquilhagem, que também recebeu. Os louros foram para Chris Walas e Stephan Dupuis, para forma como conseguiram transformar Jeff Goldblum num híbrido de humano e de insecto.

‘Drácula de Bram Stoker’

Esta belíssima, sensual e arrepiante versão do livro clássico de Bram Stoker assinada por Coppola não teve – injustamente – nomeações nas categorias principais. Mas arrebatou três dos quatro Óscares para que foi indicado: Melhor Maquilhagem, Guarda-Roupa e Montagem Sonora.

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‘O Retrato de Dorian Gray’, de Albert Lewin (1945)

Esta brilhante, e algo esquecida, adaptação à tela da obra de Oscar Wilde recebeu o Óscar de Melhor Fotografia (para Harry Stradling Sr.). Pelo caminho ficaram – infelizmente – os de Actriz Secundária (Angela Lansbury) e Direcção Artística. Quem viu o filme de Lewin, sabe que os merecia.

‘Alice no País das Maravilhas’, de Tim Burton (2010)

Eis sem dúvida uma das melhores adaptações cinematográficas do livro de Lewis Carroll, mesmo com as modificações na história e nalgumas personagens introduzidas pelo realizador. A fita valeu dois Óscares em três nomeações: Melhores Efeitos Visuais e Guarda-Roupa.

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