Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Oito grandes realizadores que nunca ganharam Óscares

Oito grandes realizadores que nunca ganharam Óscares

Hitchcock, Hawks ou Kubrick estão entre os grandes nomes do cinema nunca galardoados com o Óscar de Melhor Realizador

Hitchcock, más allá del suspense
Por Editores da Time Out Lisboa |
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Já se sabe que nem sempre os melhores realizadores (e os melhores actores e os melhores filmes...) são aqueles que ganham os Óscares, e já por muitas ocasiões as estatuetas de Hollywood foram parar às pessoas erradas, deixando de mãos a abanar quem as merecia. Neste aspecto, os Óscares de 2019 não hão-de ser excepção.

Todavia, às vezes, estas injustiças acabam por ser corrigidas, com realizadores que não foram premiados pelas suas obras-primas a ganharem o Óscar anos mais tarde, ainda que por filmes menores. Noutros casos é tarde demais para corrigir o erro, e no máximo pode atribuir-se um Óscar Honorário. Foi o que aconteceu a cineastas do gabarito como Howard Hawks, Ernst Lubitsch e outros figurões.

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Oito grandes realizadores que nunca ganharam Óscares

Charlie Chaplin

Charlot tinha três Óscares em casa, mas nenhum era de Melhor Realizador. Recebeu um Honorário por O Circo (1928), outro pela Melhor Banda Sonora de Luzes da Ribalta (1973), partilhado com os outros dois compositores da música do filme (que é de 1952, mas só se estreou em Los Angeles em 1972), e mais um Honorário (1972).


Buster Keaton

Se é verdade que boa parte da carreira do genial actor e realizador decorreu antes da criação dos Óscares de Hollywood, também é verdade que só em 1960, já Buster Keaton tinha deixado de realizar há alguns anos e apenas aparecia como intérprete em filmes de colegas seus, é que a Academia decidiu atribuir-lhe um Óscar Honorário.

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Orson Welles

Orson Welles também tinha um Óscar em casa, o de Melhor Argumento, partilhado em 1942 por O Mundo a seus Pés com Herman J. Mankiewicz, e tendo aliás perdido os de Melhor Realizador e Actor para o mesmo filme. Welles, tal como Chaplin, também acabou por ter uma estatueta de consolação, o Óscar Honorário atribuído em 1971.


Howard Hawks

Outro caso escandaloso na história da Academia de Hollywood. Não só Hawks apenas recebeu o inevitável Óscar Honorário (em 1975) como só foi nomeado para a estatueta de Melhor Realizador apenas uma vez, por Sargento York, em 1942. E se havia tanto filme para o ter nomeado, entre os muitos e magníficos que realizou, de comédias a westerns e policiais.


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Alfred Hitchcock

Não foi por falta de ser indicado que o mestre do suspense nunca ganhou um Óscar. Foi-o por cinco vezes, em 1941 (Rebecca), 1945 (Um Barco e Quatro Destinos), 1946 (A Casa Encantada), 1955 (Janela Indiscreta) e 1961 (Psico). Em 1968, acabaram por dar-lhe o Prémio Irving Thalberg. Fraca compensação.


Ernst Lubitsch

O homem que criou o “Lubitsch touch” foi nomeado para os Óscares por três vezes ao longo da sua carreira. Em 1930 (Parada do Amor e O Patriota, este um filme de 1928, ano em que não houve indicações oficiais) e 1944 (O Céu Pode Esperar), mas saiu sempre de mãos a abanar. Em 1947, ano da sua morte, lá lhe entregaram um Óscar Honorário. 


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Stanley Kubrick

Tal como Alfred Hitchcock, também Stanley Kubrick foi nomeado várias vezes para Melhor Realizador. Em 1965 (Doutor Estranhoamor), 1969 (2001: Odisseia no Espaço), 1972 (Laranja Mecânica) e 1976 (Barry Lyndon). Mas o único Óscar que ganhou foi o dos Efeitos Visuais, por 2001: Odisseia no Espaço. Não o foi receber.  


Sidney Lumet

O realizador americano foi nomeado para cinco Óscares – quatro de Melhor Realizador, por Doze Homens em Fúria (1957), Serpico (1973), Um Dia de Cão (1975) e Network – Escândalo na TV (1976), e um de Melhor Argumento Adaptado para O Príncipe da Cidade (1981). Perdeu sempre. Em 2005 deram-lhe finalmente um Óscar Honorário.

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Correio de Droga (2018)
©DR
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