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Mank
Netflix'Mank' é o filme que conta com mais nomeações

Óscares 2021: conheça os nomeados para Melhor Filme

Já se sabe, não tarda nada e está aí a cerimónia de entrega dos Óscares. Mas antes de 25 de Abril é preciso saber quem é quem.

Sebastião Almeida
Escrito por
Sebastião Almeida
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A 93.ª cerimónia de entrega de uns Óscares dominados pelas plataformas de streaming e marcados pela pandemia acontece, extraordinariamente, a 25 de Abril. Como sempre, vai ser uma longa noite em frente à televisão à espera de ver se as previsões se confirmam. Para já, Mank, de David Fincher, com dez nomeações, é o favorito na corrida às estatuetas douradas. Logo atrás estão Os 7 de Chicago, O Som do Metal, Nomadland, Minari, Judas e o Messias Negro e O Pai, nomeados para seis categorias. Uma Miúda Com Potencial é outra das fitas a ter debaixo de olho. Conheça os oito nomeados para Melhor Filme.

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Óscares 2021 – Melhor Filme

Mank

Gary Oldman é Herman J. Mankiewicz (Mank), o dramaturgo a quem Orson Welles (Tom Burke) recorre para o ajudar a escrever Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, nesta longa-metragem realizada por David Fincher, a partir de um argumento do seu pai, Jack Fincher, que aguardava financiamento desde 1997. O filme que lidera a corrida aos Óscares, com dez nomeações, revisita a Hollywood dos anos 30 e 40 sob o olhar do irreverente e alcoólico Mank, enquanto este termina de escrever o guião daquele que é considerado por muitos o melhor filme de sempre.

O Som do Metal

Tudo muda quando se perde a audição, sobretudo se falarmos de um músico. É essa a premissa do aclamado filme de Darius Marder, que conta a história de um baterista de metal que, progressivamente, vai perdendo a audição. Protagonizada por Riz Ahmed, a produção da Amazon Prime recebeu seis nomeações, na quais se incluem a de Melhor Filme e de Melhor Actor. Conta ainda com Paul Raci (nomeado para Melhor Actor Secundário), Olivia Cooke e Mathieu Amalric no elenco.

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Os 7 de Chicago

A longa-metragem de Aaron Sorkin é uma das mais bem lançadas na corrida às estatuetas douradas, com seis nomeações. Passa-se no final dos anos 60, quando a Guerra do Vietname era altamente contestada e um grupo de activistas é levado a tribunal, acusado de ser o responsável por causar confrontos violentos entre manifestantes e a polícia, durante a convenção nacional do Partido Democrata em Chicago. Eddie Redmayne, Sacha Baron Cohen (indicado a Melhor Actor Secundário), Joseph Gordon-Levitt e Alex Sharp são alguns dos nomes no elenco.

Nomadland

Vencedora do Leão de Ouro no Festival de Veneza, a terceira longa-metragem de Chloé Zhao (nomeada na categoria de Melhor Realizador), tem Frances McDormand (também nomeada para Melhor Actriz) no papel de uma mulher que perde tudo na crise financeira de 2008 e decide começar uma vida nómada, percorrendo o Oeste dos Estados Unidos numa carrinha que se transforma na sua casa e trabalhando onde consegue. Baseado no livro homónimo, em que Jessica Bruder relata as suas experiências nómadas, está indicado para o prémio de Melhor Argumento Adaptado.

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Judas e o Messias Negro

Passado nos anos 1960, este drama histórico de Shaka King revisita os tempos em que Fred Hampton (Daniel Kaluuya, nomeado para Melhor Actor Secundário), um jovem activista afro-americano, assume a liderança da filial de Chicago do partido dos Panteras Negras. Inspirado na história real dos acontecimentos que culminaram na sua morte, conta a história de como Hampton, com 21 anos à altura, foi morto a tiro pela polícia enquanto dormia ao lado da namorada grávida. LaKeith Stanfield (também nomeado) interpreta William O’Neill, o informador que revelou a localização de Hampton ao FBI.

Minari

Inspirada nas vivências do pai, a longa-metragem do coreano-americano Lee Isaac Chung (nomeado para Melhor Realizador) retrata a história da família quando se muda da Califórnia para o Arkansas rural nos anos 1980 à procura do sonho americano. Mas tudo muda quando a avó que vivia na Coreia do Sul chega à quinta para ajudar a tomar conta dos miúdos. Um retrato biográfico do que é ser criado no campo. Steve Yeun está indicado para Melhor Actor pelo papel no filme, a primeira vez para um ásio-americano.

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O Pai

Florian Zeller é o responsável pela fita baseada na sua peça de teatro Le Père, de 2012. Anthony Hopkins (nomeado para Melhor Actor) dá vida a um homem que, à medida que envelhece, recusa os cuidados da filha (Olivia Colman, nomeada para Melhor Actriz Secundária) e rejeita conformar-se com as limitações próprias da velhice. Quando é obrigado a mudar-se para a casa da filha, começa a duvidar da própria realidade e dos que lhe são mais próximos.

Uma Miúda com Potencial

Emerald Fennell já entrou para a história dos prémios ao ser uma das duas mulheres nomeadas em simultâneo para a categoria de Melhor Realizador – algo que aconteceu pela primeira vez em 93 anos de Óscares. Com Carey Mulligan (nomeada para Melhor Actriz) no papel principal, a estreia de Fennell na realização é sobre uma antiga estudante de medicina que vive com os pais no Ohio e que procura vingar a melhor amiga que foi vítima de violação por um colega de turma. Nos entretantos, passa a vida em bares fingindo-se frágil até os homens a levarem para casa e tentarem aproveitar-se.  

Histórias dos Óscares

  • Filmes

Foram muitos os actores e actrizes que, desde 1929, data da primeira cerimónia dos prémios, ganharam um Óscar. Pouco mais de 40 conseguiram levar para casa duas estatuetas da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ao longo da sua carreira. Mas mais do que isso? Quase nenhuns. Katharine Hepburn é a actriz mais premiada, tendo recebido quatro Óscares de Melhor Actriz entre 1934 (por Glória de Um Dia) e 1982 (por A Casa do Lago). Depois vêm Daniel Day-Lewis, Meryl Streep, Jack Nicholson, Ingrid Bergman e Walter Brennan – o único que nunca foi eleito melhor actor principal, vencendo apenas por papéis secundários.

  • Filmes

Numa cidade em que o estatuto de A List diz muito, Hollywood continua a ser implacável com algumas das caras mais conhecidas da indústria. Na cidade dos anjos contam-se histórias que traduzem amores e desamores da condição humana, histórias de força e superação, histórias de desastre e redenção, para que nos seja possível suportar a existência. Mas, no fim, há mais em jogo do que uma linha que nos estremece ou um monólogo que nos acompanha como bíblia para o resto dos dias. A estatueta dourada é a bitola que separa o que é bom do que é divino, mas nem sempre é consensual.

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Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares
  • Filmes

A história dos Óscares também é feita de erros. O mais recente, e sem dúvida o mais grave, foi a troca do envelope na entrega do prémio de Melhor Filme em 2017. Um lapso que, ainda por cima, demorou algum tempo a ser rectificado, e só quando a equipa de La La Land – A Melodia do Amor já estava em palco e os discursos de agradecimento iam a meio é que a produção explicou aos envolvidos que, afinal, Moonlight é que tinha vencido. Mas ao longo dos anos houve mais problemas e complicações. Recordamos outras gafes, entre trocas de nomes e homens nus.

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