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The Young Ones
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Finalmente, ‘The Young Ones’: série chega atrasadíssima, mas ainda bem que chegou

A série da BBC abrange uma escala cómica que vai da paródia político-social ao humor cubista, enquanto escavaca tudo em redor.

Escrito por
Eurico de Barros
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★★★★☆

Foram poucas as grandes séries de comédia inglesas dos anos 70 e 80 que a RTP não exibiu. Uma das que falharam foi The Young Ones (Filmin), criada por Ben Elton, Rik Mayall e Lise Meyer, vista na BBC entre 1982 e 1984. Inspirada pelo humor anárquico-absurdo dos Monty Python, mas também pela comédia alternativa e de stand up a que os seus autores, e os protagonistas da série (Mayall, Adrian Edmondson, Nigel Planer, Christopher Ryan e Alexei Sale), se dedicavam, e que ajudaram a trazer para a televisão, The Young Ones recorre a um formato estabelecido, a “comédia de situação”, para depois o reduzir, alegre e caoticamente, a fanicos.

Mayall, Edmondson, Planer e Ryan são amigos e estudantes universitários radicalmente diferentes uns dos outros (activista, punk, hippie e beto) que partilham uma casa degradada (Sayle faz o senhorio russo, e toda a sua família) onde tudo pode acontecer: aparições dos Três Ursos da história de Cachinhos de Ouro, ou de Buddy Holly pendurado de um pára-quedas de cabeça para baixo, actuações de bandas (Madness, Motörhead), objectos que falam, ratos intelectuais, etc. The Young Ones abrange uma escala cómica que vai da paródia político-social ao humor cubista, enquanto escavaca tudo em redor. Chegou atrasadíssima, mas chegou enfim.

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