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Christian Bale em American Psycho
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Dez filmes de terror realizados por mulheres

Há cada vez mais mulheres a dar cartas no género. Conheça os melhores filmes de terror realizados por mulheres

Por Rui Monteiro e Tiago Neto
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Foram sobretudo os homens que, historicamente, se sentaram na cadeira de realizador de filmes de terror (e não só). Mas, ao longo das últimas décadas, esse desequilíbrio começou a esbater-se, o género perdeu a conotação caricata, continuou a ganhar fãs, a qualidade das produções subiu, e hoje são várias as obras assinadas no feminino que nos fazem saltar do assento. Por isso, e porque um bom filme de terror não serve apenas para engatar descaradamente, deixamos-lhe uma lista de filmes de terror realizados por mulheres. Porque a qualidade não tem género.

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Dez filmes de terror realizados por mulheres

"Arrojada Aventura", Ida Lupino (1953)

Poucas mulheres, na década de 1950, realizavam filmes, e Ida Lupino foi uma dessas pioneiras, fazendo mais de duas dezenas de longas-metragens, além de participar em mais de uma centena como actriz. Esta Arrojada Aventura (The Hitch-Hiker, no original), com Edmond O’Brien, Frank Lovejoy e William Talman, é um dos seus mais conhecidos exercícios de medo e suspense, inspirando-se nas acções de um assassino em série que aterrorizou a Califórnia no princípio dessa década.

"Depois do Anoitecer", Kathryn Bigelow (1987)

Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a receber um Óscar de realização, com Estado de Guerra, e o cinema de acção está para esta cineasta como – imaginemos – a comédia romântica para Nora Ephron. Depois do Anoitecer, única incursão no género terror, dirigido logo no início da sua carreira, é, nada mais, nada menos do que um romance entre vampiros. Mas quem está a pensar num antecessor de Twilight pode tirar o cavalinho da chuva. Aqui não há boas intenções nem final feliz. Antes um ambiente de suspense criado como distracção que antecede a violência explícita e brutal desta vampiragem da velha escola.

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"Cemitério Vivo", Mary Lambert (1989)

Entre as paletes, disparate, entre os armazéns de livros assinados por Stephen King e entretanto adaptados ao cinema, a maioria não se saiu bem, cinematograficamente falando. Porém, a versão em filme de Mary Lambert para Cemitério Vivo não só é uma das mais bem conseguidas e apreciadas, tornando quase críveis aqueles rituais de ressuscitação de animais de estimação, como mereceu as graças do autor – que disse cobras e lagartos do que Stanley Kubrick fez de Shining, por exemplo.

"O Insaciável", Antonia Bird (1999)

Eis o filme de terror feito com todas as regras e condimentos dos clássicos do género, em que Antonia Bird, com grandes requintes de malvadez, põe Guy Pearce à frente de um grupo de colonos que – a vida é dura para quem procura a última fronteira, pode adiantar-se como metáfora – dá de frente com um bando de canibais. Bird filma esta aventura cheia de reviravoltas e revelações com pulso firme e, principalmente, sem dar qualquer descanso aos eventuais bons instintos dos espectadores.

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"Psicopata Americano", Mary Harron (2000)

Foi um romance tão brilhante como controverso, que marcou e de certo modo tem ofuscado a obra posterior de Bret Easton Ellis. Passado a filme, com realização de Mary Harron, tornou-se frequentador permanente das listas de melhores do género. O que é justo, pois Harron, com grande auxílio de Christian Bale, soube transportar para a tela as ilusões de grandeza e o egocentrismo que levam à violência e descabelada misoginia do protagonista com estilo e particular imaginação.

"Vigilância", Jennifer Lynch (2008)

A carreira de Jennifer Lynch é, por assim dizer, do tipo errante, em grande parte por a realizadora não conseguir equilibrar desejo e talento. O que resulta geralmente em filmes com uma ideia, por vezes até bastante boa, mas que a sua habilidade não consegue concretizar, ou melhor, concretiza em filmes confusos e francamente dispensáveis. Porém, em Vigilância, alguma luz tocou Lynch, e, digamos, inspirada por Sete, a obra-prima de David Fincher, fez desta história de um assassino serial aterrorizando uma cidade e da equipa do F.B.I. que o persegue uma película psicologicamente conturbada e seriamente perturbadora na sua visão do bem e do mal.

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"Dead Hooker in a Trunk", Jen e Sylvia Soska (2009)

E eis que chegámos ao futuro do terror no feminino, e, por ventura, ao futuro do género. Ou pelo menos assim parece depois do impacto de Dead Hooker in a Trunk, o filme que introduziu Jen e Sylvia Soska, nunca exibido em Portugal, mas nem por isso difícil de encontrar e apreciar nos sítios do costume. À primeira vista é só um daqueles filmes estilo “deixem o sangue correr livremente”. A primeira vista, contudo, é muito enganadora, e a história de quatro amigos que encontram um cadáver no porta-bagagem do carro é assunto muito mais elaborado que uns quantos sustos, outras tantas revelações e um final redentor.

"O Corpo de Jennifer", de Karyn Kusama (2009)

Foi desancado pela crítica e desprezado pelo público. Todavia, o filme saído da reunião dos talentos da realizadora Karyn Kusama e da argumentista Diablo Cody, merece mais atenção. Até por Megan Fox ter aqui uma grande interpretação, fazendo a boazona que em virtude de uma desagradável corrente de acontecimentos se torna hospedeira de um demónio que gosta de se alimentar de rapazinhos. 

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"Temos de Falar Sobre Kevin", Lynne Ramsay (2011)

Quando descobre que está grávida de Kevin (Ezra Miller), Eva (Tilda Swinton) decide dedicar-se exclusivamente à vida familiar. Contudo, neste filme de Lynne Ramsay, a maternidade acaba por revelar-se uma tarefa complicada quando, desde muito cedo, Kevin começa a demonstrar propensão à violência. 17 anos depois, Eva vê-se no meio de uma luta interna em que tenta perceber quais as razões que explicam o comportamento do filho, e de que forma conseguirá lidar com a sua fúria.

 

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