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Alvalade está no top 20 dos bairros mais cool para a Time Out

Barcelona, Los Angeles, Hong Kong e até Porto. Há um longo caminho a percorrer na lista dos bairros mais desempoeirados do mundo até chegar a Lisboa. Mas vá com calma e aproveite o percurso.

Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Igreja de São João de Brito, Alvalade
Gabriell VieiraIgreja de São João de Brito, Alvalade
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Viajantes experientes querem viver a cidade como os locais. Mas o que é que dá a uma zona da cidade este factor cool de que falamos? Num ano atípico, que nos forçou a redescobrir as paralelas e perpendiculares à nossa volta, a redacção de Lisboa encontrou consenso em Alvalade, não porque está na berra, mas porque acolhe bem. Se não acredita, desafiamo-lo a ir sentir o pulsar da vida local, num local onde o clássico casa com o moderno, os miúdos podem ser miúdos e as paragens surpreendentes parecem não ter fim. É este o bairro lisboeta a figurar no número 17 da tabela revelada pela Time Out com os 40 bairros mais cool do mundo.

Todos os anos, os editores e jornalistas da Time Out, juntamente com milhares de pessoas em todo o mundo, tentam identificar os bairros mais cool do mundo: os lugares perfeitos para se divertir, apreciar a gastronomia, a arte e cultura, e sobretudo a verdadeira atmosfera e personalidade das melhores cidades. Mas em 2020 o mundo mudou e os bairros mais cool são os lugares onde as pessoas, a comunidade e as empresas encontraram forma de partilhar e ultrapassar as adversidades.

Parc de Joan  Miró
Foto: AL PHT Air Picture TAVISAParc de Joan Miró em Esquerra de l’Eixample, Barcelona

No pódio, encontramos Esquerra de l’Eixample, em Barcelona – pioneiro em oferecer espaço para negócios LGBTQ +, o melhor bairro do mundo é carinhosamente apelidado de “Gayxample”. Já em segundo lugar está Downtown, “a alma solidária” de Los Angeles, seguida do “recentemente revigorado por jovens criativos” Sham Shui Po, em Hong Hong. Mas há muitas mais paragens para fazer pelo mundo até chegar a Lisboa, desde Bedford-Stuyvesant, em Nova Iorque, até Chula-Samyan, em Banquecoque, sem esquecer o Bonfim, no Porto.

Em 14.º lugar, o bairro portuense mantém viva a identidade genuína da cidade, que começa a desaparecer em zonas mais centrais. Uma espécie de submundo artístico da Invicta, o Bonfim destaca-se também pelo forte espírito de comunidade, pelo comércio de proximidade, pelos refúgios no meio da natureza e pelo cada vez maior espaço pedonal, que convida a explorar a vida de bairro a pé.

Já Alvalade, em 17.º lugar, é um dos bairros mais lisboetas de Lisboa. Com uma costela roqueira, não tivesse sido o centro do movimento do rock lisboeta nos anos 80, tem fervilhado de cultura com iniciativas locais, sem perder a veia tradicional, que se encontra não só no mercado, mas também numa mercearia com mais de 60 anos, A Mariazinha, especializada em venda de chás e cafés.

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