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São feitos em Portugal, mas calçados um pouco por todo o mundo. A Hirundo está a expandir-se e abriu uma nova loja em Lisboa. E vão quatro.

A marca nasceu em 2021 e abriu, no ano seguinte, a primeira loja em Lisboa. Com um design minimal e uma produção inteiramente portuguesa (componentes e produtos final), a Hirundo foi conquistando uma clientela fiel – internacional, mas também local (também no Porto, onde chegou em 2023). A expansão chegou em 2026, com uma loja na Lx Factory logo em Janeiro, um espaço partilhado com a Latitid no Príncipe Real, em Maio, e agora aquilo a que os anglófonos chamam de flagship store (ou loja bandeira), na rua onde todos querem estar (e que a Time Out já antecipava como uma das mais cool do mundo em 2024) – a Rua da Boavista.
"É a nossa loja mais importante. É a maior, estamos sozinhos e na rua onde sempre quisemos estar. É uma rua com marcas independentes, muitas delas portuguesas como nós, e por isso era um sítio onde queríamos estar. E é uma loja de rua, tem sempre um charme diferente", afirma Eduardo Serzedelo, um dos fundadores da Hirundo.
O espaço é um espelho do design dos próprios ténis. O branco predomina, enquanto cortinas e bancos lhe conferem blocos de cor. Nas prateleiras está uma fórmula praticamente intocada – o Model 1 foi o primeiro a ser lançado e mantém um desenho simples, em pele branca, com um apontamento de cor na sola. Hoje, são 13 os tons à disposição.
O catálogo cresceu. No Cais do Sodré encontramos o Model 4, mais subido, o Chukkah, em camurça, o Pluma, o par mais leve que vai encontrar por aqui, e o Mule, com o mesmo design despojado, mas sem calcanhar. "Continuamos a focar-nos no que sabemos fazer: a mesma sola de couro, vário modelos, sempre com um design minimalista, mas sem ser aborrecido. E mantivemos sempre a produção de todos os nossos componentes em Portugal", continua.
Do lado dos acessórios, está tudo o que pode complementar os ténis, ou seja, meias, atacadores e palmilhas.
Consolidado o design e o negócio, era preciso aproximar o produto dos clientes. A estratégia adoptada foi, por isso, a das lojas de rua em diferentes pontos da cidade. "Apesar de o online ter crescido e de bater recordes de vendas todos os meses, sentimos que há muita procura pelos espaços físicos. Os sapatos continuam a ter isto – as pessoas têm vontade de experimentar", refere. Experiência no retalho não falta à Hirundo. Além de cinco lojas em Portugal (a primeira de todas, na Embaixada, continua a funcionar), Eduardo fala em 50 pontos de venda fora do país. França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos são os principais mercados, mas as vendas online seguem para todos os continentes, garante.
Por cá, a fatia de clientes portugueses tem aumentado. "Começamos a ficar conhecidos. Há pessoas que vêm de propósito, que já conhecem. Outras porque um amigo veio, ou porque passam aqui à frente todos os dias. Este bairro tem muita vida para além do turismo – tem escritórios, tem restaurantes".
O fundador não descarta a possibilidade de abrir mais uma loja em Portugal, para depois apontar a mira a mercados internacionais. O "produto funciona", só falta a Hirundo começar a carimbar o passaporte.
Rua da Boavista, 166 (Cais do Sodré). 96 424 8709. Seg-Dom 10.00-19.00
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