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O Cine Pátria abriu há 110 anos, em Novembro de 1916, construído na muralha do palácio que fora dos Duques de Lafões. Era uma sala de bairro, que encerrou no final dos anos 80, como muitos outros cinemas de Lisboa.

Nos primeiros anos do século passado, graças à expansão da cidade e ao crescente apetite do público pelo novo espectáculo do século XX, o cinema, começaram a abrir muitas salas em Lisboa, nomeadamente nos bairros, e conhecidas como “animatógrafos”. Um deles foi o Beato, onde surgiu, no início de Novembro de 1916, faz agora 110 anos, o Cine Pátria, na Rua Direita do Grilo. Este cinema tinha a particularidade de ter sido construído na muralha do antigo palácio dos Duques de Lafões, por sua vez erguido na década de 70 do século XVIII, e na qual existiam também vários estabelecimentos comerciais.
Conhecido popularmente como Animatógrafo do Beato, o Cine Pátria, quando foi inaugurado, apresentava-se como uma sala sofisticada, “o mais distinto cinema, proporcionando rendez-vous elegantes”. Mas era um cinema de reposições, ou reprises, como se dizia então, que depressa se tornou numa sala popular, tipicamente de bairro, praticando preços adequados às bolsas mais curtas e com escasso conforto. Sofreu remodelações na década de 30 e fechou em 1968, para obras de melhorias, que se prolongaram até ao início da década de 70. Tinha já então passado por uma série de gerências. O Cine Pátria encerrou no final dos anos 80, seguindo o destino de outras salas populares, salas-estúdio e grandes cinemas lisboetas, vítimas dos clubes de vídeo e dos novos multiplexes.
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