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O Hospital de Bonecas “nasceu” em 1830, nas instalações da Ervanária Portugueza, na Praça da Figueira, graças a uma mulher chamada D. Carlota, que remendava bonecas de trapo à porta. Ainda lá está, de pedra e cal.

“Não deixe a sua filhinha chorar por ter partido a boneca, leve-a ao Hospital das Bonecas”, lê-se na publicidade, datada dos anos 50 do século XX, a uma das mais singulares, duradouras e bem-amadas lojas da Baixa lisboeta, que tem resistido à trágica onda de encerramentos de estabelecimentos tradicionais desta zona. Situado na Praça da Figueira, o Hospital de Bonecas (também referido por vezes como Hospital das Bonecas), leva muito a sério o seu nome. As bonecas lá levadas para serem consertadas são consideradas como “doentes”, e a cada qual é atribuída a respectiva ficha e um número de cama, tal como é explicado no site das Lojas com História (lojascomhistoria.pt), entre as quais está incluída.
O Hospital de Bonecas “nasceu” nas instalações da Ervanária Portugueza, em 1830, graças a uma mulher chamada D. Carlota, que se sentava à sua porta a remendar bonecas, ainda o Mercado da Praça da Figueira ali estava instalado. O mercado fechou em 1949, mas O Hospital de Bonecas permaneceu, de pedra e cal, até hoje. Além do hospital em si, onde as “doentes” são admitidas e “tratadas”, inclui ainda a loja, e ali se consertam e restauram também outros brinquedos, confeccionam-se roupas e vestidos, trajes regionais e de Carnaval, e existe o museu, com um acervo de mais de 3500 bonecas. É um endereço clássico, secular, de Lisboa, e da Baixa, carregado de história, memórias e afectos.
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