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Tejo Terrace: brunchar com vista para o rio ou numa sala com arcadas e tecto históricos (basta escolher)

Da esplanada, no Campo das Cebolas, vê-se o Tejo e no interior funcionou em tempos uma drogaria. Para juntar às tostas, ovos e smoothies, haverá jantares em breve.

Andreia Costa
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Andreia Costa
Tejo Terrace
Paulo Fernandes
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O grupo Paladares teve mais um filho. Chama-se Tejo Terrace e vem juntar-se à primogénita, Maria Catita, especialista em gastronomia tradicional portuguesa; e a outros dois irmãos: Baixamar, uma marisqueira, e A Gaúcha, espaço dedicado a grelhados brasileiros e portugueses. Em Abril, a família aumentou e o mais recente membro tem uma identidade muito diferente dos outros. Ao nome Tejo Terrace junta-se a definição “brunch experience” – e o mote está dado para este espaço no Campo das Cebolas, entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço.

Fechado há alguns anos, neste local existiu em tempos uma drogaria. Dela ficaram os armários envidraçados que estão do lado esquerdo da entrada. As arcadas e o tecto, pintado com flores e pássaros, já lá estavam antes e não podem ser alterados. Não é que algum responsável do espaço o pretendesse sequer. “É muito bonito, é património e recentemente o tecto foi restaurado por uma equipa de especialistas. Está ali a data [aponta para a parte em cima do bar]: 1854”, diz Rodrigo Marques, chefe de sala.

Ao histórico tecto juntaram-se os azulejos das paredes, em tom verde pastel e de fabrico português, e o mármore que está nas mesas e no balcão do bar. A decoração cria uma continuidade com o que foi feito no Lioz Hotel, onde se insere. Para lá chegar, é possível percorrer um corredor junto ao bar, que dá acesso às casas de banho e à recepção.

Mas regressamos à mesa, porque há muito no menu para explorar. Para começar o dia da melhor maneira (lê-se na carta), está disponível o iogurte com granola e fruta (7€), composto por iogurte natural grego, fruta fresca, granola crocante e compota feita pelo chef. As tostas abertas são feitas com pão artesanal da padaria Dobeco. Com fermentação lenta e natural, é feito com farinhas 100% nacionais, moídas em mó de pedra. Por mais 1€ é possível optar pelo pão especial de carvão ativado, que promete desintoxicar o corpo. Vamos às opções: abacate e ovo (10€), com abacate esmagado com ovo mexido, cebolinho picado e pepino laminado; ou salmão curado (13€) com especiarias, abacate esmagado, ovo confeccionado a baixa temperatura e molho holandês. Para fugir da rotina, o melhor é atirar-se à de Bacalhau e pimento (12€), com bacalhau confitado a baixa temperatura, pimento vermelho assado, pinhão torrado, espinafres e coentros. 

Tejo Terrace
Paulo Fernandes

Surpreendente é também o hashbrown (um bolo crocante de batata juliana frita), que aqui se apresenta em duas versões. O de salmão curado com molho holandês (13€) tem chamado a atenção com especiarias, ovo a baixa temperatura, molho holandês com za’atar (uma mistura de tomilho, orégãos, manjerona, sésamo torrado, coentros, sumagre e sal, originária do Médio Oriente), rabanete e aneto; o de cogumelos Portobello (11€) tem cogumelos Portobello assados com tomilho, ovo a baixa temperatura, lascas de queijo parmesão e azeite de trufa. Há ainda sandes com pão foccacia, incluindo uma opção vegan. A Portobello vegan (10€), por exemplo, junta abacate esmagado, cogumelo Portobello assado, curgete grelhada, fumada e baby romana. 

O menu brunch (19€) inclui uma bebida (café, chá ou sumo natural), uma tosta aberta (abacate e ovo, salmão ou presunto) e uma sobremesa (iogurte com granola, panqueca banoffee, panqueca de framboesa e pistachio ou banana bread). Mas há outro, mais fora do comum: o brunch português do tempo dos nossos avós (para duas pessoas, 38€, e para três, 54€), que propõe uma tábua mista de queijos, enchidos, pão de fermentação lenta, tostas, frutos secos e doce caseiro de abóbora.

O Tejo Terrace está aberto todos os dias (excepto 24 e 25 de dezembro), à semelhança dos outros restaurantes do grupo. Para já, funciona das 08.00 às 18.00, mas a ideia é alargar o horário brevemente, provavelmente já em Outubro. “O nosso objetivo é ter a cozinha aberta até às 21.00 ou 22.00. Parte da equipa ficará responsável pelo brunch, ou pelo horário mais diurno, e parte ficará a trabalhar à noite.” Ao jantar, a carta será dedicada a pratos típicos portugueses, da salada de bacalhau, ao pica-pau, do polvo à lagareiro às bochechas de porco. “São receitas que já foram testadas nos nossos outros espaços e que sabemos que as pessoas gostam.”

Muitos funcionários transitaram de outros espaços do grupo. É o caso do chef, Tiago Vitorino, que coordena agora o Tejo Terrace. “Não é um tema novo para mim”, admite. “É algo em que já trabalhei, tanto em Portugal como no estrangeiro. Foi só adaptar à nossa realidade e àquilo que o público procura.” Na cozinha estão seis funcionários, apoiados por mais sete na sala. Na esplanada, de onde se avista o Tejo, e os cruzeiros que por ali estão atracados, há 40 lugares, além dos cerca de 20 no interior.

Tejo Terrace
Paulo Fernandes

Durante a semana há um menu executivo disponível. Custa 14,90€ e inclui o prato do dia, uma bebida, uma sobremesa e um café. Alguém pediu salada? Também as há, preparadas com produtos frescos e de produtores locais. A de bacalhau e amigos (13€) tem lascas de bacalhau com puré de tupinambor, rúcula, espinafres, azeitona alentejana marinada, pão tostado e sumac (especiaria de sabor ácido e cítrico, que lembra uma mistura de paprica com limão); a de Frango piri-piri (12€) junta frango com piri-piri, salada de lentilhas com maçã verde, aipo, laranja, espinafres e sementes de cominho.

Nos doces destacam-se o petit gateau de caramelo salgado (6€), com gelado de frutos vermelhos, e a tarte basca (5€), um cheesecake com sementes de maracujá e raspa de lima. Porém, quem vai ao Tejo Terrace – Brunch Experience tem de provar as panquecas, feitas seguindo a receita da avó. Qual avó? “Uma das sócias de alguns dos nossos restaurantes é da Ilha do Pico onde, na infância dela, a avó Olívia fazia panquecas seguindo a receita que uma amiga americana lhe tinha dado”, conta o chef Tiago Vitorino. A banoffee (12€) tem sido a preferida. São três panquecas empilhadas, cobertas com pedaços de banana, doce de leite e pepitas de cacau. Quem preferir colocar as fichas todas no chocolate, não ficará desiludido com a panqueca amor ao chocolate (12€) que junta molho, mousse e lascas de chocolate à torre de panquecas.  

Nas bebidas frias há águas, incluindo de coco (7€), sangria, cerveja, vinho e kombuchas, mas o que salta à vista são o chá gelado de cookie and cream (5€), com café, bolacha mulata dos Açores e natas, ou de salted caramel pistachio (6€), com café, caramelo salgado e pistachio. A carta oferece ainda meia dúzia de infusões e sumos naturais. O power juice (4€) promete uma dose extra de energia e é a melhor escolha para quem não gosta de bebidas muito doces. Há gins e cocktails, sendo a recomendação o de assinatura: chama-se Infused Garden (8€) e tem gin, tomilho, limão e licor de melão. 

Campo das Cebolas, 26. 218 872 606. Seg-Dom 08.00-18.00

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