O mundo do vinho adora vender como novidade algo que os monges do sul de França já criaram, por puro acidente, no século XVI. O Pét Nat (pétillant naturel) é o avô mais rústico do Champagne, porém com bolhas mais subtis, tampa de carica e rótulos que costumam ser bastaaaante criativos e livres.
No seu processo de produção, acontece apenas uma fermentação que começa no tanque e termina na garrafa, o que cria uma bebida mais turva (quando não é filtrada), leve e refrescante. Ao nariz chegam aromas de fermentação e de fruta. Podemos encontrar notas de frutas cítricas, maçã, pera ou morango, além de nuances de casca de laranja – e, juro que já senti aroma de xarope de guaraná, uma bebida super comum no Brasil.
Feito para ser bebido jovem, ele substitui na perfeição uma sidra ou uma cerveja leve e acompanha o mesmo tipo de comida descomplicada e gulosa. Enquanto os puristas torcem o nariz aos aromas pungentes de levedura, o resto de nós aproveita algo que não exige um curso de sommelier para ser decifrado. Alguns dizem que é "bolha de hipster", mas o Pét Nat é perfeito para um piquenique na Gulbenkian ou num wine bar na Praça das Flores. É despretensioso, delicioso e refrescante, perfeito para os dias quentes que estão a chegar.
Siga para a nossa lista e descubra os Pét Nats que vão refrescar as suas tardes na esplanada ou noites no wine bar.
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