Os melhores filmes de Halloween, com muito terror e algum humor

Há bruxas, monstros, demónios, fantasmas e assassinos em série nestes filmes de Halloween, ambientados no Dia das Bruxas. Mas também comédia, Charlie Brown e Snoopy
Hocus Pocus
Três Bruxas Loucas
Por Eurico de Barros |
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Nem só de medo, suspense e sobrenatural vive o Dia das Bruxas e os filmes que o tomam como tema. Há sempre espaço para o humor (que pode ser muito negro) e para a comédia, em filmes de imagem real ou de animação. Divirta-se com os melhores filmes de Halloween.  

Os melhores filmes de Halloween, com muito terror e algum humor

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‘It’s the Great Pumpkin, Charlie Brown’, de Bill Melendez (1966)

Antes de John Carpenter ou de Henry Selick e Tim Burton, já Charlie Brown, Snoopy, Linus e toda a restante turma dos Peanuts celebravam o Halloween à sua maneira. Isto é, sem sustos mas com muito riso. Neste “especial”, Charlie Brown é convidado para uma festa de Halloween, Snoopy assinala a data à sua maneira especial, Lucy não pára de embirrar com toda a gente e Linus, em vez de se vestir de criatura sobrenatural e andar à caça de doces pela vizinhança, instala-se no meio de um campo de abóboras, à espera que o Great Pumpkin o visite. Quem não acha graça nenhuma é Sally, a irmã de Charlie Brown. Um clássico animado de Halloween feito originalmente para televisão, mas que também passou no cinema.

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‘Halloween-O Regresso do Mal’, de John Carpenter (1978)

O filme de Halloween por excelência. Quinze anos depois de assassinar a irmã, no Halloween de 1963, Michael Meyers foge da clínica psiquiátrica em que estava encerrado e volta à sua cidadezinha natal para matar de novo. Trabalhando com um pequeno orçamento e meios limitados, John Carpenter rodou um dos maiores filmes da história do cinema de terror, situando a história num sítio o mais anónimo e banal possível, conduzindo a acção de forma essencialmente visual e usando a banda sonora de sua autoria para obter um máximo de efeito de suspense e horror. Com Jamie Lee Curtis (que se revelou aqui), Donald Pleasence e Nick Castle num Michael Myers que nunca fala e que nada parece deter.
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‘O Massacre de Halloween’, de Charles Martin Smith (1986)

Sem dúvida um dos mais estranhos filmes de terror já feitos sobre o Halloweeen. Esta estreia na realização do actor Charles Martin Smith combina terror sobrenatural e rock pesado, contando com a participação de Gene Simmons, dos Kiss, e de Ozzy Osbourne, dos Black Sabbath (este no papel de um sacerdote!) e envolve um famoso rocker que morreu num incêndio, um fã deste que fica de posse do único exemplar da última gravação feita por ele, e a possibilidade de comunicar com os mortos através de um disco de vinil. Há ainda um regresso do Além no Halloween, conseguido com sacrifícios humanos, automóveis potentes e tempo de antena na rádio. Eu não disse que O Massacre de Halloween era um filme muito estranho?
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‘O Estranho Mundo de Jack’, de Henry Selick (1993)

É um filme de Halloween? É um filme de Natal? É um filme de Halloween e de Natal ao mesmo tempo? Apesar do título original desta animação musical realizada por Henry Selick e escrita e coordenada por Tim Burton ser The Nightmare Before Christmas, é perfeitamente lícito incluí-la numa lista destas. Jack Skellington, o Rei da Cidade do Halloween, descobre a Cidade do Natal e o Pai Natal, e tenta transplantar o Natal para as suas paragens, mas os resultados são desastrosos. Poesia lúgubre, humor de cemitério, personagens inesquecíveis, um pouco de terror, a música de Danny Elfman e a animação de volumes fazem o encanto sombrio (de Halloween), festivo (de Natal) e misto de ambos, deste filme único.
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‘Três Bruxas Loucas’, de Kenny Ortega (1993)

Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy são as vedetas desta comédia fantástica de Halloween. Elas interpretam três bruxas, as irmãs Sanderson, que há 300 anos, em Salem, foram julgadas e executadas por feitiçaria, e voltam a viver no Halloween devido à imprudência de um par de adolescentes. As três feiticeiras têm apenas uma noite para voltarem a ser de carne e osso e querem vingar-se dos habitantes da cidade por aquilo que lhes foi feito há três séculos atrás. E os miúdos responsáveis pela sua reaparição, ajudados por um gato imortal, têm que fazer tudo para que isso não aconteça e o trio volte para onde veio e nunca mais apareça. Os que lhes vale é que estas bruxas são um bocado trapalhonas e não primam pela inteligência.

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‘A Noite de Todos os Medos’, de Michael Dougherty (2007)

O filme de terror em episódios ligados pelo mesmo tema é um formato clássico do género. E o tema unificador das cinco histórias que compõem A Noite de Todos os Medos é precisamente o Halloween. Interpretados por nomes como Anna Paquin, Brian Cox ou Dylan Baker, o quinteto de episódios desta fita envolve o reitor de um liceu que tem uma vida secreta como serial killer, o que acontece às pessoas que apagam as velas das abóboras de Halloween antes da meia-noite, um grupo de adolescentes que, na noite de Halloween, prega uma partida que levam longe demais e lhes vai custar muito caro, uma rapariga virgem que pensa ter encontrado o namorado ideal e um homem solitário que recebe uma visita especial no Halloween.
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‘Contos de Halloween’, de vários realizadores (2015)

São onze os realizadores que assinam a introdução e as dez histórias que formam mais esta fita de terror ambientada no Halloween, no subúrbio de uma grande cidade dos EUA. Contos de Halloween é tutelado por Adrienne Barbeau, que interpreta a DJ de uma rádio local cuja voz preside ao filme. Ao longo de uma noite, os moradores do subúrbio são visitados e atormentados por monstros e horrores diversos, que podem assumir, entre várias, outras, a forma de um assassino em série que usa um machado, de uma entidade diabólica ou de um monstro muito guloso que quer ficar com todos os doces do Halloween. Entre os intérpretes surgem cineastas especializados no género, como Stuart Gordon, John Landis, Joe Dante ou Mick Garris.

Tenha medo, muito medo

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