Os melhores filmes de terror na Netflix

Tenha medo, muito medo. Estes são os melhores filmes de terror na Netflix
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The Kobal Collection The Thing (1982)
Por Editores da Time Out Lisboa |
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A história do cinema de terror já vai longa. Desde o início do século XX que dezenas de realizadores, desde grandes mestres como Alfred Hitchcock a heróis de culto como George Romero, expandem e redifinem os limites do género. E esta amplitude referencial e estética está bem patente na nossa lista dos 100 melhores filmes de terror de sempre.

A oferta de filmes de terror na Netflix ainda é limitada, mas estão lá clássicos como Gritos, de Wes Craven, A Mosca, de David Cronenberg, ou Veio do Outro Mundo, de John Carpenter. E não só.

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Os melhores filmes de terror na Netflix

Veio do Outro Mundo (1982)

Como outros clássicos de horror futurista, Veio do Outro Mundo, de John Carpenter, foi praticamente odiado na altura da estreia. Foi descartado como um clone de Alien, o Oitavo Passageiro, mais interessado em ultrapassar as limitações dos efeitos especiais de então do que no desenvolvimento das personagens ou na criação de tensão. Foi um desastre financeiro e pôs em causa a reputação do realizador como mestre do cinema de terror. O que é difícil imaginar, agora, com o benefício da distância (e repetidos visionamentos), pois Veio do Outro Mundo, neste oceano cinematográfico, emerge como um dos mais poderosos filmes de terror modernos, combinando arrepios com paranóia e incerteza em relação ao outro.

A Mosca (1986)

Eis a delirante recriação por David Cronenberg da velha história do cientista a trabalhar no teletransporte, cujo experiência dá para o torto e descamba numa nojenta mistura genética. A Mosca não é apenas um dos melhores filmes de terror de sempre, é também um dos mais trágicos romances da história do cinema. Com o seu argumento elegante e particularmente bem escrito, a relação inicial entre as personagens interpretadas por Jeff Goldblum e Geena Davis assenta nos mais básicos princípios do romance, o que ainda torna a transformação física e a degradação mental de Goldblum mais horrível de aguentar. Nas mãos do realizador canadiano, a doença genética torna-se numa poderosa metáfora para tudo o que de mau existe, seja cancro, sida ou o envelhecimento, passando pelo amor despedaçado. Embora um pouco doentio, o filme é ao mesmo tempo belo e apaixonante, exaltante e selvagem, inspirador e inspirado, isto é, cinema humanista dirigido por um cineasta no seu melhor momento.

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O Génio do Mal (1976)

A crianças podem ser pequenos demónios, mas Damien Thorn é na realidade o Anticristo que abre as portas do Inferno assim que chega aos cinco anos. Não se encontra uma mancha de vomitado verde nem uma simples cabeça em rotação acelerada no filme de Richard Donner, mais dado ao suspense neste vagamente bíblico clássico do cinema de terror, onde corvos e rottweilers são irresistivelmente atraídos pela carinha de bebé de Damien. E seja quem for que comece a fazer perguntas – uma ama inocente, um padre em modo cruzada, um jornalista céptico – é despachado em grande estilo. Tal como em O Exorcista, a produção deste filme foi atribulada, como que vítima de uma praga, com fogos, acidentes variados e até doenças, o que ajudou a criar a lenda de um filme amaldiçoado. 

A Nona Sessão (2001)

Este filme independente americano, realizado por Brad Anderson em 2001 praticamente sem orçamento, tornou-se um objecto de culto. E não podia ambicionar mais: é tão sombrio, estranho e inquietante que nunca seria abraçado pela corrente dominante do cinema. Peter Mullan está incrível no papel de Gordon, o chefe de uma empresa de remoção de amianto encarregado de limpar e esvaziar um hospital psiquiátrico abandonado. Filmado integralmente em vídeo digital HD, tem um lustre sobrenatural, hiper-real, que contribui para uma atmosfera asfixiante.

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Gritos (1996)

O irónico e icónico slasher de Wes Craven não inventou o meta-terror com constantes piscares de olho ao espectador e à história do género – o realizador já tinha molhado o dedo do pé nessas águas um par de anos antes, com O Novo Pesadelo de Freddy Krueger – mas contribuiu decisivamente para a popularidade deste subgénero nos anos de 90. A partir da sequência inicial em que um totó mascarado aterroriza Drew Barrymore com um quiz slasher antes de espalhar as suas entranhas pelo relvado, damos de caras com um novo e divertido tipo de filme de terror, em que as referências partilhadas pelos personagens e pelo público conspiram para tornar tudo mais convincente – mesmo que nunca seja propriamente realista.

O Renascer dos Mortos (2004)

Como muito bem sabem os aficionados de The Walking Dead os zombies não só estão para durar como o cinema e a televisão que tratam das suas aventuras não lhes dão descanso. Pelo que não admira que em 2004, Zack Snyder, com argumento de George A. Romero, se atirasse a nova versão do clássico. O que admira é como o realizador enfrentou a sombra de um passado tão honroso e trouxe o tema para a actualidade, equilibrando cenas de violência ao mesmo tempo nojentas e arrepiantes com deliciosos pormenores sobre as personagens interpretadas por Sarah Polley, Ving Rhames e Mekhi Phifer.

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