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Treze séries para ver no Halloween

Terror psicológico, pagão, sobrenatural, de ficção científica ou com figuras monstruosas. Nestas 13 séries para ver no Halloween, tem de tudo.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Mais do que o Equinócio de Outono, o Halloween marca a entrada na parte mais sombria do ano. Só daqui sairemos lá para Março. As noites longas estão cada vez mais longas, as temperaturas cada vez mais baixas e a verdade é que, apesar de já termos a nossa dose de resguardo doméstico para duas vidas, à medida que as semanas forem avançando em direcção ao Inverno vai apetecer cada vez menos sair de casa. Ora, o que aqui propomos é um conjunto de séries que casa bem com o espírito da época: séries de terror. Sim, terror. Por vezes, é necessário combater o fogo com fogo. E por muito que estas histórias lhe ardam nos olhos, nunca deixarão de lhe causar um friozinho na barriga.

Recomendado: Os melhores filmes de Halloween, com muito terror e algum humor

13 séries para ver no Halloween (e no Inverno)

1. Truth Seekers

Uma maratona requer contenção de início, para não gastar a energia toda de uma só vez. Comecemos então com uma série que se vê num instante: Truth Seekers, que reuniu Simon Pegg e Nick Frost no pequeno ecrã, duas décadas depois de Spaced. A série, cancelada ao fim de uma temporada, acompanha um grupo de geeks aventureiros que, nos tempos livres, andam em busca de fenómenos paranormais, partilhando posteriormente o seu espólio online. Mas o que começa por ser uma comédia logo se revela uma fachada para uma narrativa sobre uma conspiração apocalíptica de contornos inimagináveis. Vamos rir, mas de nervosismo.

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2. Paper Girls

Erin (Riley Lai Nelet), Mac (Sofia Rosinsky), Tiffany (Camryn Jones) e KJ (Fina Strazza) estão nas suas rotas de entrega de jornais quando, nas primeiras horas da manhã após o Halloween de 1988, são surpreendidas por viajantes do tempo em guerra – e transportadas para o futuro. Enquanto tentam regressar à idade dos seus 12 anos, são perseguidas, aprendem a trabalhar em conjunto e confrontam-se com as versões adultas de si próprias, muito distintas do que esperariam. Uma série de ficção científica, com oito episódios, baseada na BD de Brian K. Vaughan. Também com Ali Wong, Nate Corddry e Adina Porter.

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3. The Third Day

Uma minissérie de terror pagão oportunamente dividida em duas partes – “Verão” e “Inverno”. Os três primeiros episódios são para Sam (Jude Law), um londrino a sofrer com o desaparecimento do filho, atraído pela encantatória Osea Island e pelos seus 93 habitantes, gente muito ciosa das suas tradições e rituais; tanto que se vê impelido a ficar. Os três restantes ficam por conta de Helen (Naomie Harris), também forasteira, que se vê envolvida num conflito entre facções e é impedida de deixar a misteriosa ilha. Realidade e fantasia misturam-se, e os arrepios dão-se mais por sugestão do que por cenas explícitas. No elenco, Katherine Waterston (Monstros Fantásticos), Emily Watson (Chernobyl) e Paddy Considine (The Outsider).

HBO Max

4. The Outsider

Falando em Paddy Considine: The Outsider, de cujo elenco o actor de A Morte de Estaline faz parte, adapta, em dez episódios, um livro do inevitável Stephen King, com Ben Mendelsohn na pele de Ralph Anderson, um detective de Cherokee City, Georgia, a investigar a escabrosa morte de Frank Peterson. O corpo do rapaz é encontrado mutilado, com marcas de dentadas e coberto de saliva humana, e as provas apontam indubitavelmente para Terry Maitland (Jason Bateman). Mas as contradições amontoam-se e a chegada de uma personagem extraída de Mr. Mercedes, embora muito alterada, a excêntrica Holly Gibney (Cynthia Erivo, que fez de Aretha Franklin em Genius), vai levantar a hipótese de o homicida ser uma criatura que muda de figura para matar crianças. Será?

HBO Max

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5. A Maldição de Bly Manor

Baseada em Calafrio, de Henry James (1898), esta produção da Netflix narra o estarrecedor quotidiano de uma ama americana (Victoria Pedretti) contratada para cuidar de duas crianças órfãs, numa casa de campo. A trama passa-se na Inglaterra dos anos 1980, carregando nas tintas da literatura gótica, com aparições, sugestões e deambulações pouco aconselháveis a almas impressionáveis. Também com Oliver Jackson-Cohen, Henry Thomas e Kate Siegel.

Netflix

6. The Walking Dead

Zombies e Halloween fazem quase tanto sentido juntos como doces e, mais uma vez, Halloween. E é natural que se inclua pelo menos uma representação do chamado apocalipse zombie em qualquer programa televisivo para o dia (e noite) das bruxas. Neste caso, The Walking Dead, a adaptação dos populares livros de banda desenhada de Robert Kirkman que, na verdade, não versam propriamente sobre zombies (coitados, não passam de enfeites narrativos), mas antes sobre a natureza humana.

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7. Lovecraft Country

H.P. Lovecraft, mestre do sobrenatural e prolífico autor de pulp fiction, é o escritor preferido do protagonista Atticus Freeman (Jonathan Majors, Da 5 Bloods – Irmãos de Armas) e o título da série remete tanto para o território literário em que o autor se movia, como à região americana em que viveu – a Nova Inglaterra. No entanto, desengane-se quem procurar na série dirigida por Misha Green (Underground) uma homenagem. Pelo contrário, é uma denúncia dos horrores racistas vividos na região, ainda antes do fervor dos anos 1960, e amiúde um manifesto feminista a empoderar as mulheres negras (coisa que não passaria pela cabeça de um supremacista como Lovecraft). Sustos há muitos, tensão ainda mais e nem o gore, as criaturas vampirescas ou o mito coreano das kumiho faltam à festa.

HBO Max

8. Arquivo 21

Há uma vibração saborosamente lovecraftiana nesta série baseada num podcast. Tecnologia e magia unem-se nesta história em que um especialista no restauro de vídeos é contratado por um milionário para recuperar uma colecção de cassetes VHS, feitas nos anos 80 por uma documentarista que desapareceu após um incêndio ter destruído o edifício onde ela dizia existir um culto que fazia sacrifícios humanos e ia trazer para a nossa dimensão uma ancestral entidade maligna. A abundante found footage, nos seus suportes de celulóide, vídeo e áudio, fundamental para o desenvolvimento e o entendimento de Arquivo 81, e para o cruzamento de tempos e de dimensões em que o enredo assenta, nunca é usada de forma gratuita, e o clima sobrenatural e alucinatório é muito ajudado pelo ambiente isolado onde Dan tem que trabalhar.

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9. Ratched

Sarah Paulson dá corpo à retorcida enfermeira Mildred Ratched, numa série criada por Evan Romansky e Ryan Murphy (American Horror Story) como uma prequela do clássico Voando Sobre Um Ninho de Cucos, romance de Ken Kesey que Milos Forman adaptou ao grande ecrã em 1975. No filme, protagonizado por Jack Nicholson, a interpretação desta personagem valeu o Óscar à recentemente desaparecida Louise Fletcher. São sapatos difíceis de calçar, mas é tempo de perceber como é que esta mulher se transformou num monstro sem escrúpulos, partindo da sua chegada ao Norte da Califórnia para procurar trabalho num hospital psiquiátrico. Trata-se, portanto, de uma injecção de terror psicológico sem excessos gráficos.

Netflix

10. Stranger Things

É um dos maiores fenómenos da Netflix e combina que nem abóboras com o Halloween. Quando se estreou, em 2016, parecia que ninguém falava de outra coisa, e quando voltou este ano, para a quarta temporada, voltou a chamar para si todas as atenções. Criada pelos irmãos Duffer, esta série de ficção científica nostálgica e encantadora leva-nos de volta para os anos 1980, com constantes citações e referências à década, dos filmes da Amblin e de Steven Spielberg ao terror de John Carpenter e aos retratos da adolescência de John Hughes.

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11. Buffy, Caçadora de Vampiros

A clássica série de vampiros de Joss Whedon (com Sarah Michelle Gellar no papel principal) tinha de tudo: terror, humor, amor. E, entre caçadas a vampiros, combates contra demónios, dramas liceais e outras peripécias e aventuras que combinam que nem ginjas com o dia das bruxas, houve uns quantos episódios de Halloween memoráveis. É o caso por exemplo de “Fear, Itself”, o quarto da quarta temporada.

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12. As Arrepiantes Aventuras de Sabrina

É mais uma adaptação moderna das histórias de banda desenhada publicadas pela Archie Comics há décadas, como Riverdale. E o criador, mais uma vez, é Roberto Aguirre-Sacasa (o mesmo de Riverdale), que também assina os comics em que esta série de inspira. Esta nova versão das aventuras da bruxinha adolescente, interpretada por Kiernan Shipka (a Sally Draper de Mad Men), coloca o ênfase no terror – sem abdicar das preocupações adolescentes.

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13. Ficheiros Secretos

As teorias da conspiração têm-se tornado cada vez mais proeminentes, na cultural popular e política, ao longo dos últimos anos. Mas o fenómeno não é de agora, e serviu de mote para uma das séries mais populares dos 90s (que por coincidência regressou aos ecrãs em 2016). Ao longo de sucessivas temporadas de Ficheiros Secretos, o criador Chris Carter teceu uma complexa narrativa de conspirações governamentais envolvendo extra-terrestres, se bem que a maior parte dos episódios se centra em ocorrências paranormais desligadas da mitologia da série.

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Especial Halloween

  • Miúdos

A tradição norte-americana da "Doçura ou Travessura" está mais do que instalada e no dia 31 de Outubro não há escola em Lisboa que não celebre o Halloween. Se ainda não pensou nisso, estamos cá para o ajudar. Inspire-se na nossa lista de compras sinistra e equipe os miúdos a preceito para o Dia das Bruxas. Conte com muito preto e laranja, caveiras e fantasmas – e descanse que algumas destas peças são um bom investimento para todo o Inverno, e podem ficar no armário mesmo depois das festividades chegarem ao fim. Ora espreite a galeria acima.

  • Filmes
  • Terror

Quem diz Halloween diz cinema de terror, e quem diz cinema de terror diz John Carpenter, Tobe Hooper e Dario Argento, entre outros mestres do género. Claro que é possível fazer uma lista alusiva à época mais abrangente, até com filmes para toda a família, mas não é isso que aqui se quer. Estes são os dez melhores filmes para se arrepiar no dia das bruxas e não só. Porque a noite de 31 de Outubro pede uma boa sessão de cinema de nos fazer tapar os olhos de medo.

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  • Coisas para fazer

Está alguém aí? É esta a pergunta chave da ficção de terror e uma das frases a evitar em casas assombradas da vida real (nos filmes costuma ser tiro e queda). Mais vale não arriscar, mesmo que não acredite em bruxas, porque... “que las hay, las hay”, como sói dizer-se. A pensar nisso, fizemos um roteiro especial de sítios que podem ser considerados impróprios para almas mais assustadiças, do centro de Lisboa a Sintra. Mesmo que estejam cheios de gente, os fantasmas, os espíritos, vagueiam à socapa e nenhum virar de esquina é totalmente seguro.

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