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Hocus Pocus
Três Bruxas Loucas

Os melhores filmes de Halloween, com muito terror e algum humor

Há bruxas, monstros, demónios, fantasmas e assassinos em série nestes filmes de Halloween, ambientados no Dia das Bruxas

Por Editores da Time Out Lisboa
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Nem só de medo, suspense e sobrenatural vive o Dia das Bruxas e os filmes que o tomam como tema. Há sempre espaço para o humor (que pode ser muito negro), para a comédia e até para produções para toda a família, em filmes de imagem real ou de animação.

Divirta-se com alguns dos melhores filmes de Halloween, ambientados no Dia das Bruxas e à sua volta, desde o clássico de Frank Capra, O Mundo É Um Manicómio (1944), até Contos de Halloween (2015), uma série de histórias interligadas, filmadas por Neil Marshall, Darren Lynn Bousman, Axelle Carolyn, Lucky McKee, Andrew Kasch, Paul Solet, John Skipp, Adam Gierasch, Jace Anderson, Mike Mendez, Ryan Schifrin e Dave Parker.

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Os melhores filmes de Halloween, com muito terror e algum humor

'O Mundo É Um Manicómio' de Frank Capra (1944)

Esta farsa de Frank Capra é uma obra na vanguarda do seu tempo, sobre um crítico de teatro que no dia do casamento, que também calha ser o Halloween, descobre que as tias muito queridas da noiva são, afinal, umas maníacas homicidas, e que a maluqueira está no ADN da família. A contribuição de Cary Grant é determinante e, em certa medida, uma espécie de lição para intérpretes com veia de comediante, com o actor a explorar um vasto vocabulário cómico enquanto desenterra, por assim dizer, o segredo das tias escondido na cave, já com o sinistro irmão assassino (Raymond Massey) à perna.

‘It’s the Great Pumpkin, Charlie Brown' de Bill Melendez (1966)

Charlie Brown, Snoopy, Linus e toda a restante turma dos Peanuts celebram o Dia das Bruxas à sua maneira. Isto é, sem sustos mas com muito riso. Neste especial, realizado por Bill Melendez, Charlie Brown é convidado para uma festa de Halloween, Snoopy assinala a data de uma forma especial, Lucy não pára de embirrar com toda a gente e Linus, em vez de se vestir de criatura sobrenatural e andar à caça de doces pela vizinhança, instala-se no meio de um campo de abóboras, à espera que o Great Pumpkin do título o visite. Quem não acha graça nenhuma é Sally, a irmã de Charlie Brown. Um clássico animado de Halloween feito originalmente para televisão, mas que também passou no cinema.

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‘Halloween – O Regresso do Mal’ de John Carpenter (1978)

O filme de Halloween por excelência. Quinze anos depois de assassinar a irmã, a 31 de Outubro de 1963, Michael Meyers foge da clínica psiquiátrica em que estava encerrado e volta à sua cidadezinha natal para matar de novo. Trabalhando com um pequeno orçamento e meios limitados, John Carpenter rodou um dos maiores filmes da história do cinema de terror, situando a história num sítio o mais anónimo e banal possível, conduzindo a acção de forma essencialmente visual e usando a banda sonora de sua autoria para obter um máximo de efeito de suspense e horror. Com Jamie Lee Curtis (que se revelou aqui), Donald Pleasence e Nick Castle num Michael Myers que nunca fala e que nada parece deter.

'E.T. – O Extraterrestre' de Steven Spielberg (1982)

Se quem não se sente não é filho de boa gente, quem não derramou uma lágrima furtiva na cena da morte de E.T.… Enfim. O mais comovente filme da década de 1980 (e um dos primeiros a retratar um extraterrestre como, digamos, um tipo decente metido numa aflição) ocupa um lugar especial na cinematografia de Steven Spielberg. Escrito por Melissa Mathison, com os jovens Henry Thomas, Drew Barrymore e Peter Coyote, foi visto por alguns críticos, em leitura sem dúvida muita política, como um filme contra a discriminação racial, em virtude da forma como explora com grande simplicidade as relações entre seres diferentes. E tem uma icónica sequência passada durante o Halloween.

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‘O Massacre de Halloween’ de Charles Martin Smith (1986)

Sem dúvida um dos mais estranhos filmes de terror alguma vez feitos sobre o Halloween. Esta estreia na realização do actor Charles Martin Smith combina terror sobrenatural e rock pesado, contando com a participação de Gene Simmons, dos Kiss, e de Ozzy Osbourne, dos Black Sabbath (no papel de um sacerdote) e envolve um famoso rocker que morreu num incêndio, um fã deste que fica de posse do único exemplar da última gravação feita por ele, e a possibilidade de comunicar com os mortos através de um disco de vinil. Há ainda um regresso do Além no Halloween, conseguido com sacrifícios humanos, automóveis potentes e tempo de antena na rádio.

‘O Estranho Mundo de Jack’ de Henry Selick (1993)

É um filme de Halloween? É um filme de Natal? É um filme de Halloween e de Natal ao mesmo tempo? Apesar do título original desta animação musical realizada por Henry Selick e escrita e coordenada por Tim Burton ser The Nightmare Before Christmas, é perfeitamente lícito incluí-la numa lista destas. Jack Skellington, o Rei da Cidade do Halloween, descobre a Cidade do Natal e o Pai Natal, e tenta transplantar o Natal para as suas paragens, mas os resultados são desastrosos. Poesia lúgubre, humor de cemitério, personagens inesquecíveis, um pouco de terror, a música de Danny Elfman e a animação de volumes fazem o encanto sombrio (de Halloween), festivo (de Natal) e misto de ambos, deste filme único.

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‘Três Bruxas Loucas’ de Kenny Ortega (1993)

Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy são as vedetas desta comédia fantástica de Halloween. Elas interpretam três bruxas, as irmãs Sanderson, que há 300 anos, em Salem, foram julgadas e executadas por feitiçaria, e voltam a viver no Halloween devido à imprudência de um par de adolescentes. As três feiticeiras têm apenas uma noite para voltarem a ser de carne e osso e querem vingar-se dos habitantes da cidade por aquilo que lhes foi feito há três séculos atrás. E os miúdos responsáveis pela sua reaparição, ajudados por um gato imortal, têm que fazer tudo para que isso não aconteça e o trio volte para onde veio e nunca mais apareça. Os que lhes vale é que estas bruxas são um bocado trapalhonas e não primam pela inteligência.

Projecto Blair Witch (1999)

Filmada com 60 mil dólares, em apenas oito dias, e editada como se de uma filmagem amadora de inexperientes estudantes universitários se tratasse, esta longa-metragem de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez deu que falar no final do século passado. É um falso documentário sobre a lenda da bruxa de Blair nos arrabaldes de Burkittsville, no estado de Maryland, supostamente rodado nos últimos dias de Outubro. Entrevistas com os habitantes, o trio perdido na floresta e os seus cada vez mais histéricos argumentos e justificações para o que lhes sucedia, mais as cenas nocturnas no interior da tenda foram a matéria-prima e a mais-valia deste filme que marcou um importante momento para o cinema de terror.

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'Donnie Darko' de Richard Kelly (2001)

O filme de culto de Richard Kelly não se passa exactamente no Dia das Bruxas – toda a acção decorre entre os dias 2 e 30 de Outubro – mas poucas películas evocam de uma forma tão perfeita e abrangente o mês de Outubro, e por arrasto o Halloween. Além disso, o complicado enredo desemboca numa fatídica festa de mascarados, e a acção é espoletada por um tipo vestido de coelho que leva uma mensagem críptica ao protagonista, interpretado por um então virtualmente desconhecido Jake Gyllenhaal.

‘A Noite de Todos os Medos’ de Michael Dougherty (2007)

O filme de terror em episódios ligados pelo mesmo tema é um formato clássico do género. E o tema unificador das cinco histórias que compõem A Noite de Todos os Medos é precisamente o Halloween. Interpretados por nomes como Anna Paquin, Brian Cox ou Dylan Baker, o quinteto de episódios desta fita envolve o reitor de um liceu que tem uma vida secreta como serial killer, o que acontece às pessoas que apagam as velas das abóboras de Halloween antes da meia-noite, um grupo de adolescentes que, na noite de Halloween, prega uma partida que levam longe demais e lhes vai custar muito caro, uma rapariga virgem que pensa ter encontrado o namorado ideal e um homem solitário que recebe uma visita especial no Halloween.

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