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Gosta de livros em segunda mão? Há mais uma Re-Read em Lisboa

A livraria que compra e vende livros usados chegou à Pascoal de Melo. A nova localização inclui um pequeno jardim nas traseiras.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Re-Read Pascoal de Melo
Fotografia: Rita Chantre | A nova Re-Read na Pascoal de Melo
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A primeira Re-Read abriu em Dezembro do ano passado, na Avenida de Roma, pelas mãos de Inês Toscano, que trouxe o franchise para Portugal. Na nova morada, na Rua Pascoal de Melo, também se compram e vendem livros usados, mas o espaço é mais amplo e parte da cave poderá vir a servir para pequenos eventos. “Está a correr muito bem e eu acreditava que sim, que ia acontecer, porque não faz sentido nenhum as pessoas ficarem com livros parados na estante uma vida inteira, e eu sabia que haveria muita gente que ia ficar contente por poder libertar espaço em casa”, partilha Inês.

Quando se começou a pensar numa nova abertura, Inês sabia que queria estar perto do Saldanha, pela convergência de transportes públicos e de circulação pedonal. Vir parar à Pascoal de Melo foi um acaso, mas a localização revelou-se ideal. “Era importante para nós termos um bom armazém”, explica. “Esta zona onde nós estamos vai ser convertida numa sala de eventos, porque temos recebido várias propostas, para apresentações ou pequenos colóquios ou mesmo workshops temáticos. Na Avenida de Roma temos limitações, por isso esta já foi pensada desde o início para ter um espaço dedicado. Na outra livraria temos também um clube de leitura e ainda estamos a ver se teremos nesta também.”

Re-Read Pascoal de Melo
Fotografia: Rita Chantre

Os livros são todos escolhidos a dedo (“nunca compramos sem ver”), apesar de em segunda-mão, e o catálogo ecléctico – que não é fixo, naturalmente – vai da ficção à não-ficção para diferentes públicos, incluindo edições já esgotadas ou “coisas raras”. Mas é sempre uma surpresa, porque o stock também depende das pessoas que frequentam o espaço. “Não há uma Re-Read igual à outra, porque aparecem livros diferentes numa e noutra. O público também não é exactamente o mesmo porque são vizinhanças diferentes”, assegura. “A tendência é que os livros que temos aqui provenham de pessoas que vivem ou trabalham aqui perto. Há uma ligação directa com o bairro.”

Quanto aos preços, não se preocupe que continuam na mesma: um livro nunca custa mais do que 4€, dois têm o valor de 7€ e cinco podem ser adquiridos por 15€. Se quiser vender, cada exemplar rende-lhe 25 cêntimos, desde que esteja em bom estado. “O importante não é o vender, porque nós pagamos um valor simbólico. O importante para as pessoas é saberem que os seus livros vão ser utilizados por mais alguém, que não têm de os pôr no lixo ou não têm de os deixar ficar a apodrecer para depois os herdeiros decidirem pô-los no lixo mais tarde”, diz Inês, antes de nos revelar a grande novidade: um jardim nas traseiras, que vai ter mesas de café e bancos para quando os dias de sol estiverem de volta

Livraria Re-Read, Rua Pascoal de Melo, 99. Seg-Sáb 10.00-19.00

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O festival Passa a Palavra regressa a Oeiras de 6 a 9 de Novembro e este ano o destaque são as vozes no feminino. Em Lisboa, abriram duas livrarias: a Gondwana, dedicada a “literaturas do Sul”, e a Saudade, onde os autores lusófonos são reis e rainhas. Estão também a nascer bibliotecas em hospitais pela mão do Grupo LeYa que quer ajudar a humanizar cuidados.

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