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Depois do Porto, o Cookie Club instalou-se na capital, perto do Saldanha. As cookies são crocantes e húmidas e têm vários sabores conhecidos.

São bem redondas e crocantes, mas só por fora – por dentro, são macias e húmidas. Não são demasiado altas, quase a parecer um scone, mas também não são extra finas. Estão no intermédio ideal. Faz-se a massa, mete-se o recheio e é só no final, já depois de as bolachas saírem do forno, que as mãos de quem as fez lhes dão forma, de maneira a que as bolachas fiquem proporcionais umas às outras. Depois, elas chegam finalmente à montra do Cookie Club, uma das mais recentes novidades em Lisboa. A marca nasceu no Porto, há quatro anos, e em Junho abriu uma loja no Saldanha, em frente ao jardim do Arco do Cego.
Em 2021, um casal australiano que estava a viver no Porto decidiu começar um negócio online de cookies – o Cookie Club. Nesse mesmo ano, abriu a primeira loja física na Rua de Cedofeita, no número 267, em frente ao restaurante Capim Dourado e ao lado do Bao’s Taiwanese Burger, ambos de João Winck. Foi assim, devido à curta distância entre os três espaços, que João ficou a conhecer o Cookie Club e se tornou também ele cliente e conhecido dos proprietários. Quando o casal decidiu regressar à Austrália, propôs ao empresário português que ficasse à frente do negócio e este aceitou.
“Nós mantivemos todas as receitas, mantivemos o mesmo padrão da loja, mas fizemos muitas melhorias de produção, no que toca a horários de abertura e divulgação para conseguirmos exponenciar a marca e a loja. Hoje em dia, principalmente no Porto, temos um sucesso tremendo. Vendemos, em média, mais de 400 cookies por dia”, diz João, que agarrou o negócio no início de 2024 juntamente com a mulher, Camila Mouta, encarregue da produção, e a sogra, Terlizzy Mouta, que trabalha na parte operacional de loja, agora em Lisboa.
O processo de produção continua, assim, a ser exactamente o mesmo desde início. A pequena fábrica fica no Porto e emprega cinco pessoas, que fazem as bolachas estilo nova-iorquinas à mão. A maioria dos ingredientes são de origem nacional, à excepção do chocolate, da francesa Valrhona. “Não queremos industrializar o processo. As nossas bolachas não são industrializadas, são artesanais e feitas com produtos seleccionados. São pesadas à mão e feitas no próprio dia. A massa é feita e congelada no próprio dia, a temperaturas abaixo de 30 graus negativos, para manter todas as suas características”, explica.
Quem quiser pode encomendá-las através das plataformas de entrega ou do site da marca, mas não há nada como ir directamente à loja. Em Lisboa, fica na Rua Dona Filipa de Vilhena desde o passado mês de Junho. “Andámos a ver Campo de Ourique, que era uma zona boa, mas depois, derivado a alguns factores, decidimos primeiro abrir no Saldanha. Tem metro à porta e o jardim em frente que achei muito interessante. E a zona do Técnico tem muita juventude por ali”, continua o proprietário, sublinhando que o público-alvo do Cookie Club se situa entre os 20 e os 25 anos, muito por conta de quem tem por hábito partilhar vídeos sobre as cookies no TikTok.
À venda costuma haver entre sete a nove sabores. As mais vendidas são as clássicas: a de pepitas de chocolate (3,50€), a de chocolate branco e macadâmia (3,50€), a de duplo chocolate (3,50€) e a de Nutella (3,50€). Algumas, como a de pepitas de chocolate ou a de Biscoff (3,50€), são veganas. “Em vez de utilizarmos ovo, utilizamos leite vegetal e, em vez de utilizarmos manteiga, utilizamos uma mistura de óleo de coco e óleo de sésamo.”
Também há a de red velvet (3,50€), a de chocolate branco e preto com calda de maracujá (4€) e a Dubai (4€), de chocolate recheada com creme de pistáchio, que teve um sucesso tão grande que passou a ser permanente no menu – “os clientes adoraram e pediram que ficasse e nós mantivemos, porque o cliente é que manda”. Todos os meses, existe uma cookie especial. A do mês de Agosto (que continua disponível) foi a Franuí (4€), recheada com geleia de framboesa e chocolate branco, inspirada nas famosas framboesas congeladas cobertas de chocolate, e a do mês de Setembro será a de Kinder Bueno (4€).
Ao longo do ano, surgem outros sabores, alusivos a diferentes épocas festivas. “Por exemplo, na altura do Natal, costumamos ir mais para o Rafaello. No Halloween, já fizemos a Bloody Berry, com recheio vermelho, parecida com a Franuí. Na altura dos Santos Populares, temos a de churros, que leva amêndoas e canela e é recheada com doce de leite”, enumera João. Para algo ainda mais decadente, podemos pedir o soft serve + cookie (6,50€), gelado de baunilha com uma cookie à escolha partida a meio e um topping, como chocolate de leite ou pistáchio. Os milkshakes (4,50€) também levam o mesmo gelado e há várias opções, como Oreo, Biscoff ou caramelo salgado.
Como o espaço da loja é pequeno, sem sítio para sentar, as pessoas pedem as bolachas, quase sempre, para levar. Para isso, existem caixas que levam cinco ou então oito bolachas (e a oitava é gratuita). Ao fim de quatro, cinco dias, ainda dentro da caixa original, as bolachas mantêm a sua consistência, mas se preferirmos congelá-las ou então voltar a comê-las quentinhas, as instruções no fundo da caixa ensinam-nos a melhor forma de o fazer (e aquilo que não é recomendado).
Segundo João Winck, há já quem diga que estas são as melhores cookies de Lisboa ou quem peça para que o Cookie Club abra noutros sítios da cidade. Contudo, primeiro é preciso perceber se há adesão e, depois sim, pensa-se em abrir mais lojas – afinal, é mesmo esse o plano. Ainda este mês, a marca acaba de ganhar outra morada no El Corte Inglés em Gaia e continua a rumar ao resto do país com a sua food truck, que costuma instalar-se em festivais e eventos.
No próximo ano, mais novidades virão. O empresário pretende ter uma segunda food truck para que, assim, possa ter uma no Porto e outra em Lisboa. E em breve, no site do Cookie Club, as pessoas terão a oportunidade de subscrever uma assinatura mensal para que possam receber diferentes cookies todos os meses.
Rua Dona Filipa de Vilhena, 8A (Saldanha). Seg-Sáb 11.00-19.00
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