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O Teatro Novo da Rua dos Condes, antecessor do Cinema Condes, abriu em 1888. Tinha um restaurante na cave e, mais tarde, um túnel para o Restaurante Abadia, no Palácio Foz.

Construído em 1888 num terreno entre o final da Avenida da Liberdade e a Rua dos Condes, onde se tinham erguido o Teatro Chalet e antes deste o Teatro da Rua dos Condes, e financiado pelo riquíssimo Francisco Grandella, o futuro dono dos Armazéns Grandella, o Teatro Novo da Rua dos Condes contrastava com os seus dois antecessores por apresentar uma programação mais cuidada e variada, e ser “muito fresco, muito elegante e muito aceado”, como então escreveu o dramaturgo, escritor e jornalista Gervásio Lobato.
A abertura do Teatro Novo da Rua dos Condes teve honras de monólogo interpretado pelo lendário actor Taborda, e na cave do edifício havia um restaurante onde se reunia o grupo maçónico Os Makavenkos, fundado pelo mesmo Francisco Grandella, e do qual faziam parte, entre outros, Rafael Bordalo Pinheiro e Bulhão Pato. Foi lá que se conspirou contra a monarquia e preparou a revolução de 5 de Outubro de 1910. Este restaurante comunicava com o restaurante Abadia, aberto em 1917 nas caves do Palácio Foz, por meio de um túnel secreto, e nele os Makavenkos também se juntavam para comer e conviver. O túnel seria destruído, meio século mais tarde, pelas obras do Metro. Em 1915, e após sofrer obras, o Teatro Novo da Rua dos Condes passou a Cinema Condes. Foi demolido em 1951, para dar lugar ao novo Cinema Condes, que fecharia em 1997. Hoje está lá o Hard-Rock Café.
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