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Inaugurada no final do século XVIII na Rua da Prata, a casa Rodrigues Oculista tinha um chamativo anúncio luminoso, com uma enorme cabeça de mulher de óculos. É agora um moderno centro óptico.

No tempo em que era o centro comercial, social, cultural e de entretenimento de Lisboa, pelo menos até à década de 80 do século passado, antes do grande incêndio do Chiado, a Baixa estava cheia de letreiros e reclames luminosos. Um dos que certamente não foram esquecidos por quem era criança nessa altura e ia com familiares à Baixa, às compras ou passear e ver as montras à noite, era o da casa Rodrigues Oculista: a enorme cabeça de uma mulher, com uns óculos de armação negros e olhos fixos, que a faziam parecer saída de um filme de terror ou de ficção científica.
Aberta em finais do século XVIII na Rua da Prata, a Rodrigues Oculista passou a ser gerida, desde 1886, por um dos seus empregados, Eduardo Artur Rodrigues, que a recebeu de um dos antigos proprietários, tornando-se a partir daí num negócio de família, com oficina de fabrico e de reparações própria, e num estabelecimento de referência do seu ramo na Baixa. Nas publicidades publicadas então na imprensa, destacava ser uma “óptica moderna” e praticar “preços sem concorrência”, e teve um anúncio na rádio na década de 60, cujo slogan, simples e eficaz, ficava logo no ouvido: “Precisa de óculos? Vá ao Rodrigues Oculista”. Já neste século, a casa que tinha ultrapassado os 200 anos de existência foi reconvertida num moderno centro óptico. Mas sem o anúncio luminoso da cabeça da senhora com óculos.
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