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Óscares: ‘Batalha Atrás de Batalha’ vence melhor filme em noite de consagração de Paul Thomas Anderson

Depois de décadas como um dos cineastas mais respeitados de Hollywood, Paul Thomas Anderson conquistou finalmente os seus primeiros Óscares. ‘Batalha Atrás de Batalha’ venceu seis prémios e dominou a cerimónia deste ano.

Hugo Geada
Escrito por
Hugo Geada
Jornalista
Batalha Atrás de Batalha
DR | Batalha Atrás de Batalha
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Trinta anos depois da sua estreia no grande ecrã e de uma série de filmes que moldaram o cinema norte-americano, o realizador de Batalha Atrás de Batalha, Paul Thomas Anderson, foi finalmente galardoado com as suas primeiras estatuetas douradas na 98.ª edição da cerimónia dos Óscares, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles. O cineasta levou para casa o prémio de melhor filme, melhor argumento adaptado e melhor realização.

Com uma mistura de acção, thriller e comédia negra, este filme conta a história do ex-revolucionário Bob Ferguson (Leonardo DiCaprio) e da sua filha Willa (Chase Infiniti), perseguidos por um militar corrupto e racista, o Coronel Steven J. Lockjaw, interpretado por Sean Penn, que venceu o prémio de melhor actor secundário – apesar de não ter estado presente na cerimónia para receber a estatueta. A longa-metragem foi também distinguida para melhor edição e melhor casting, naquela que foi a primeira vez que esta categoria esteve em jogo.

Além do grande vencedor da noite, as categorias principais de interpretação acabaram por distinguir outros filmes. O prémio de melhor actor foi para Michael B. Jordan pelo seu desempenho em Pecadores, depois de uma temporada de prémios renhida em que chegou a disputar o favoritismo com Timothée Chalamet, nomeado por Marty Supreme, e DiCaprio. Já o de melhor actriz foi entregue à irlandesa Jessie Buckley pelo drama histórico Hamnet, tornando-se a primeira actriz da Irlanda a vencer nesta categoria. Nas categorias secundárias, Amy Madigan surpreendeu ao conquistar o prémio de melhor actriz secundária pelo filme Hora do Desaparecimento.

Pecadores de Ryan Coogler foi o segundo filme mais distinguido da noite, além do prémio para Jordan, venceu também na categoria de melhor argumento original, para o próprio Coogler, melhor banda sonora para Ludwig Göransson e melhor fotografia para Autumn Durald Arkapaw, que se tornou na primeira mulher a vencer nesta categoria.

Entre os restantes vencedores, o filme de animação Guerreiras do K-Pop ganhou o Óscar de melhor longa-metragem animada e também o de melhor canção original com “Golden”. Já o drama norueguês Valor Sentimental venceu na categoria de melhor filme internacional, enquanto o documentário Mr. Nobody Against Putin foi distinguido como melhor documentário.

Houve ainda espaço para outras produções se destacarem em categorias técnicas. Frankenstein venceu três prémios, incluindo direcção artística, guarda-roupa e maquilhagem, enquanto F1 – O Filme conquistou o Óscar de melhor som. Nos efeitos visuais, a vitória foi para Avatar: Fogo e Cinzas.

Destaque também para os grandes perdedores da noite, com filmes como Marty Supreme e O Agente Secreto, com nove e quatro nomeações, respectivamente, a saírem da cerimónia de mãos a abanar.

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