MAAT
D.R.

Bons motivos para regressar ao MAAT

Falamos da nova instalação de Ernesto Neto, claro, que promete agitar as águas da Galeria Oval do Museu, mas também de um convite para explorar a complexidade humana, exposições fotográficas e até um menu especial com sabor a Brasil.

Time Out em associação com MAAT
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O museu que fervilha com novidades leva-nos quase sempre a exposições que são muito mais do que meras exposições: são experiências imersivas, onde o público se sente parte da obra, tocado – literal e metaforicamente – por ela, convidando-o à reflexão, muito para além do tempo da visita. Todos os momentos são bons para uma visita ao MAAT, mas as novidades que encontrámos vão conquistar rapidinho espaço na sua agenda. 

Ernesto Neto em todo o seu esplendor

O conceituado artista brasileiro expõe, com pompa e circunstância, na Galeria Oval do MAAT Galery. Em Nosso Barco Tambor Terra, Neto cria uma das maiores esculturas da sua carreira e apropria-se de todo o espaço. O ponto de partida é a ligação, histórica e simbólica, da localização do museu – foi dali que saíram as caravelas portuguesas que chegaram às Américas. 

Com lonas e cordas, Neto cria uma instalação onde o espectador observa, mas também explora e sente a instalação, como “numa dança”, explica o próprio artista, onde os corpos do público e as obras se tocam. Em termos conceptuais, Neto procurou aludir a termos como a relação entre o céu e a terra, o alinhamento das forças da natureza e a própria ligação entre os dois continentes, que se materializou também para esta exposição. 

No âmbito da exposição, serão activadas conversas, concertos, workshops, e outros eventos. Toda a programação pode ser consultada aqui

Nosso Barco Tambor Terra, de Maio a Outubro, no MAAT 

Quais são as inspirações de Ernesto Neto?

Quando dissemos que Nosso Barco Tambor Terra era uma experiência imersiva, não estávamos a exagerar. O MAAT organiza até outubro, na própria exposição uma programação vibrante que inclui concertos, conversas, workshops e um clube de leitura com os livros que inspiraram Ernesto Neto, como O Calibã e a Bruxa de Silvia Federici e A Vida das Plantas de Emanuele Coccia, em sessões moderadas por Marta Lança editora, programadora e fundadora do portal BUALA. Dos ritmos afro-brasileiros às práticas artísticas e sociais di povo Huni Kuin, são várias as viagens propostas por este Nosso Barco Tambor Terra.

Um menu com sabor a Brasil

A exposição de Ernesto Neto é o mote para um menu de degustação criado pelo chef Natanael Silva, com direito a harmonização de vinhos sugerido pelo escanção Dragomir Ivanov. Como não poderia deixar de ser, o Brasil é mestre de cerimónias, ou não fosse o país de origem do artista. O segredo é ir à descoberta, mas haverá Festa da Mesa Brasileira, com picanha, feijão preto e banana da terra, e a sobremesa União de Países Vizinhos, com pera escaldada em vinho do Porto e especiarias, queijo minas e goiabada. O menu exige reserva, mas pode, sem marcação, escolher a Festa da Mesa Brasileira, ou provar o cocktail Jorge Amado.

Reservas através do email reserva@maatkitchen.pt 

(+) Motivos para ir ao MAAT

Até ao dia 26 de Agosto, o MAAT Central convida todos os espectadores a explorarem a complexidade e a dignidade humana, social e artística através da exposição Procissão: Louvar e Santificar. A mostra, em parceria com o Manicómio, reúne obras de Anabela Soares, Cláudia R. Sampaio, Filipe Cerqueira, Joana Ramalho, Micaela Fikoff e Pedro Ventura, celebrando a loucura como o caminho para a descoberta e a iluminação. O público segue um cortejo, simbolizando a jornada do "Povo Louco", e é convidado a refletir sobre temas como a saúde mental ou o destino. 

Luísa Jacinto expõe Shining Indifference, onde o público é desafiado a testar os limites da visão com a observação, o pressentimento e a atenção. No espaço Cinzeiro 8, Jacinto usa vários materiais e suportes e testa as fronteiras da pintura, escultura e instalação. A exposição estará no Cinzeiro 8, espaço do MAAT onde a experimentação é rainha, até dia 2 de Setembro. 

Mar Aberto traz-nos o olho e o talento de Nicolas Floc’h, fotógrafo francês, para uma exposição em larga escala do espólio do artista. No MAAT, o artista ganhou casa para a criação A Cor da Água – Rio Tejo, uma composição de 408 fotografias do rio e dos seus múltiplos tons. A exposição está disponível até dia 26 de Agosto. 

E se, mesmo depois de tanta oferta, pensa Hoje Soube-me a Pouco, a exposição homónima traz várias obras do período pós-revolução, onde a mudança – política e social – trouxe maior diversidade. Nesta mostra, patente até 26 de Agosto, dezenas de artistas expõe numa exposição onde o início da democracia portuguesa dá o mote, mas onde se encontram obras e inspirações desde o 25 de Abril até à actualidade. 

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