Debaixo dos Nossos Pés

Arte
projeto para os pavimentos da Praça Marques do Pombal. Jorge Afonso Nogueira, década de 40 do séc. XX (?). Desenho a tinta-da-china e aguarela s/papel. (?). (MC.DES.1838, Museu de Lisboa)
©Museu de Lisboa

É como aquela história da Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne: vamos escavando e as eras históricas vão-nos aparecendo à frente, em direcção aos princípios da civilização. Parece não haver um buraco que não dê frutos, mesmo os da calçada dão origem a muito incidente. “Debaixo dos Nossos Pés – Pavimentos Históricos de Lisboa” abre ao público quarta-feira no Museu de Lisboa – Torreão Poente, na Praça do Comércio, para mostrar os pavimentos da cidade desde a pré-história ao século XX, não esquecendo a altura em que era Olissipo, no Império Romano.

A mostra, comissariada por Lídia Fernandes, Jacinta Bugalhão e Paulo Almeida Fernandes, tem mosaicos bem conservados, desenhos técnicos dos padrões modernos da calçada portuguesa e desvenda o mistério de como são feitos: estão expostos também os pesados moldes de letras e rosetas que marcam o lugar da pedra escura.

O pavimento como “causa e efeito da evolução citadina” encontra-se sobretudo, nesta exposição, através da escavação arqueológica aqueles buracos de que falávamos no início. 

Por Catarina Moura

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