Luanda, Los Angeles, Lisboa

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Demore-se no chapéu no cabide, na cadeira, e em todos os outros relevos em cor branca. Por outras palavras: não tenha medo de ficar a olhar para a parede. É que uma palavra como “Pai”, nome da instalação com assinatura de António Ole (Luanda, ), merece sempre atenção, e esta escreve-se com muito mais do que três letras, ou peças. Com dimensões variáveis, a obra, concebida em , integra a colecção do autor, que recorre a objectos encontrados e ao acrílico. Luanda - Los Angeles - Lisboa são as coordenadas que norteiam a retrospectiva dedicada ao artista angolano no Museu Calouste Gulbenkian. O diálogo com as cidades e a reflexão sobre o colonialismo e a escravatura faz-se também através da pintura, da escultura, da colagem, do desenho, da fotografia e do filme. A exposição estende-se até  de Janeiro, e a próxima visita orientada é a  de Outubro.

Por Maria Ramos Silva

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